O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano"

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CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

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1X0 ao Flamengo (Nacional de futebol feminino)
(Poema AFE 560)


Urubu de farda branca cozido na Fonte

Parabéns, afeanas e guerreiras,
Que ontem com garra heróica, destemida,
Venceram a que é mais favorecida
De todas as equipas brasileiras;

E não só, mas que verbas usa inteiras
Da Armada, tão nobre, tão querida
Da gente que a sustenta, convencida
De que são gastas de certas maneiras.

Por que o flamengo, e não outro escolhido,
Merece tal apoio, assim talvez
Sem lógica aparente em grau devido?

Em alva farda, do urubu soez
Deitando a nódoa, que ontem foi cozido:
Guerreiras, parabéns mais uma vez!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
28/03/2017

3X1 ao Ituano
(Poema AFE 559)


“Vesti azul” … E a sorte mudou!

Tal como na famosa melodia
Que de uma sorte fala na mudança,
Quando veste de azul em sua andança
O intérprete da dita cantoria,

Desde que a cor celeste a AFE um dia
Por preito a Araraquara fez usança,
Pondo-a na camisola à semelhança
Do pendão da cidade qual seria

A Fortuna sorriu-lhe, que zangava,
Mas também a atitude dos atletas
E o seu futebol muito se alçava,

Como ontem se viu, quando completas
As vias do rival sempre encurtava
Que jamais lhas impôs mais inquietas

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
26/03/2017


0X0 ao São Bernardo
(Poema AFE 558)

Cautela em fundo azul

De nervosismo em clima cruciante
Na noite fria por final de inverno
No azul matiz de novo em novo terno
Obteve a AFE empate, não obstante

Pudesse pleitear melhor diante
De um rival também no mesmo inferno
Metido, mas em ambiente interno,
Mais sujeito às cobranças, consoante.

De cautela proveu-se, todavia
E fê-lo bem, embora espaço aberto
A remates deixasse em frontal via;

E agora tem duas finais decerto
De que a primeira – em casa – se indicia
Como fiel de seu futuro incerto.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
23/03/2017

1X0 ao Corinthians
(Poema AFE 557)


Vitória preciosa!

Preciosa vitória conseguida
Frente a rival de esplêndida expressão
Que era o líder da competição:
Portanto, os dois extremos à partida,

Eis que a Ferroviária nesta lida
Vinha na derradeira posição,
Com o que tal façanha dá-lhe então
Novo imbuir para uma nova vida.

Há que dizer: o árbitro afinal
Fez-nos por decisão certo favor
E a Fortuna também: É bom sinal;

Outra feliz ressalva ao treinador
Que a tática acertou, e é já cabal:
Para a luta voltamos com louvor!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
19/03/2017
0X2 ao Novorizontino
(Poema AFE 556)

Não é do ramo… (Parodiando Bocage)

Quer ver um pasteleiro fazer ternos,
Um ferreiro relógios reparar,
Um soldado qualquer fazer mandar
No batalhão somente os subalternos?

Quer ouvir de inimigos sons fraternos,
Anatomia a burros ensinar,
Ouvir de um cão latido qual miar,
Dar a mortais os cânones de eternos?

Quer ir pescar um tubarão no mato,
Da velha Roma escravo haver-se em amo,
Ver um leão acarinhar um pato?

Quer afinal sucesso e bom reclamo
Obter, como o P.C., desiderato
De alguém que da função não é do ramo?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/03/2017

0X1 ao São Bento
(Poema AFE 555)

Amargura

Um gol fora de jogo deu a cava,
Que o bandeirola viu, mas não marcou,
Pois a arbitragem já se acostumou
A nos roubar tal como bem lhe agrava

Ao São Bento, que tanto se atrasava
Na tabela, e assim reanimou
Por fugir à degola e a atirou
Ao mesmo pego de onde se arrastava;

E a procela caindo colossal
Parece que à torcida em noite escura
Lembrava com sarcasmo: Este rival

Que cá em nossos pagos nos conjura
Já está na série C no Nacional!
Infausta sina! Sádica amargura!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
07/03/2017

1X4 ao Palmeiras
(Poema AFE 554)


Cautelas a menos

Não foi suficiente, ficou claro
Hoje, o exemplo que nos foi deixado
Do Santo André no jogo já passado
Que exprime um pensar tão pouco raro:

Contra um rival de bem melhor amparo,
Pois está de valores amparado,
A cautela é fator indigitado
Por cuidar como deve ser cuidado;

É certo que perder para o Palmeiras
Em seus domínios faz normal sentido,
Mas abordá-lo com amplas maneiras

Ato apõe de logismo acontecido
E o corolário justo das asneiras
No placar quase sempre é refletido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
25/02/2017
1X1 ao Santo André
(Poema AFE 553)


Um autocarro (ònibus) estacionado

Um autocarro à frente da baliza,
Tal como diz-se aqui em Portugal,
Parou o Santo André, pois afinal
O empate tinha ontem à divisa:

“Achou” um gol ao dealbar à guisa
De um mau ajuste da defesa, a qual
Não preveniu a entrada de um central
Para uma cabeçada assaz precisa;

Passou depois atrás o jogo inteiro,
Que aos oito ocorreu esta façanha,
Do prélio as rédeas dando ao hospedeiro

Que na segunda parte só amanha
Um gol, do Capixaba, alvissareiro,
Mas único ao final que abocanha.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
23/02/2017
 

1X0 ao Santos (Na Vila Belmiro!)
(Poema AFE 552)

Favas (mal) contadas

Favas contadas diz-se, que evidente
Algo por quase certo há de ocorrer
E ontem tal contava acontecer
O Santos, tendo a AFE pela frente;

Esta porém, com outro dirigente,
Armou-se da cautela com dever,
Fechando-se na prima parte, a ver
Escoar-se o tempo, a modo inteligente.

Depois, o treinador, com esperteza,
Urdiu a expulsão de um rival,
A explorar contra ataques, da defesa,

E a passar-se ao domínio até final,
Obtendo um gol porém, e com certeza
As favas já comeu contadas mal.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
19/02/2017

1X1 ao Audax
(Poema AFE 551)


Primeiro pontinho: Boa sorte, P.C.!

O Audax “achou” um golo ao dealbar
Do jogo, eis que de costas a Fortuna
Anda sempre, madrasta, inoportuna
Aos anelos da AFE em se afirmar;

Mas depois não se soube proveitar
Do desarranjo afeano, algoz lacuna
Da equipe, que aos poucos se premuna
E aos trinta e dois desfruta de empatar.

Até final mantém-se o resultado,
Temos um ponto apenas, nove após
Discutidos, o adepto preocupado

Pode apenas, a bem de todos nós,
Ao novo treinador instar bom brado
No comando da rota à sua voz.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/02/2017

1X3 ao Mirassol
(Poema AFE 550)


Um careca vil, um fracasso a mais e um treinador a menos

Um árbitro careca e salafrário
Deu de fato ao rival ajuda imensa:
Em nossa própria casa impôs sentença,
Como é costume em todo o calendário;

Dois expulsou, um penalty arbitrário
Marcou, e toda a sua ação propensa
A nosso desfavor instou intensa
Para nos submeter ao adversário;

Faz-se mister assinalar porém
Que a nossa equipe foi (e é) inferior
Em todo o transcorrer do jogo; e além:

Se não mudar-se a tempo, o torcedor
Afeano há de amargar o fado, e bem
De um fracasso iminente ameaçador.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia -Portugal
12/02/2017


1X1 ao ASA (Arapiraca) – Copa do Brasil
(Poema AFE 549)

Cruel desdita

(Mas serão só o azar e as arbitragens?)

Não vieram imagens desta vez,
Só do relato veio informação
E dele nos ficou vaga noção
De outra arbitragem que nos contrafez:

Um “bandeirola”mais um gol desfez
Legal, em nossa casa, como não
Ocorre em nenhum lado ocasião
E a Fortuna também não satisfez;

Mas isto só, as pífias não encobre
De atletas com pouca qualidade,
Baixa forma ou lesão que os não descobre

E um treinador que mostra na verdade
Ter de estratégias táticas bem pobre
Comprovada ou suposta qualidade.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
09/02/2017

1X2 à Ponte Preta
(Poema AFE 548)
 

Comida pelas beiras

Primeiro embate, em pagos do alheio,
Campinas, para ser mais eloquente,
Perde a Ferroviária, em lide assente
Em ações de equilíbrio por permeio.

Saiu vencendo, mas não teve freio
Para conter avanços de frequente
Nas beiras, do rival, onde se sente
Dos laterais dificuldade a cheio;

Tomou então dois golos, mal batido
Seu bom goleiro no segundo, e é vero:
Há atletas sem ritmo devido

De jogo, para esforço tão severo,
Inda mais dos contextos acrescido
Que a Copa do Brasil impõe, não mero.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
06/02/2017

0X1 ao Corinthians
(Poema AFE 547)
 

A apresentação 

(para a temporada – jogo amigável)

Apresentou-se a Ferroviária enfim
Em sítio alheio, dos corintianos,
Deixando já idéia de seus planos
Neste torneio de que está afim.

Para um começo satisfez, assim,
Mesmo a perder, bem ao cair dos panos,
Já os reservas todos afeanos
Os titulares a render. Ruim

Foi constatar que falta um “matador”
Ainda, o centro-avante, em dito antigo,
Que nem sempre com brilho de rigor

Remete a bola às redes do inimigo.
Leonardo? Talvez, se menos dor
Consentir das lesões que traz consigo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
02/02/2017

 

 


QUEM É O ANTONIO CARNEIRO?

Esse engenheiro carioca, que vive em Portugal, e é fanático pela AFE é um exemplo de amor pelas tradições grenás já há muito tempo. Deveria servir de padrão para as novas gerações de torcedores araraquarenses, que tem outros ícones como o Paschoal e sua incrível dedicação com a história da AFE, o Luis Marcelo Cirino, o Moreira, jornalista, e outros que como eu (porque não?), morando em São Paulo insisto em manter um site sobre a AFE. Citamos claro, o Fabio José Lourenço, e o Tetê Viviani que também tem seus espaços mostrando seu amor pela sofrida Ferrinha.

Pois aqui há um acervo de sonetos, escritos em Português escorreito, ou castiço, como diriam uns poucos amantes da Língua Portuguesa. E dependendo do grau de inspiração e emoção de nosso poeta, às vezes eles vêm em Alexandrino, que é do ponto de vista técnico, o de maior apuro e qualidade literária.

Esse é o Antonio Carneiro, o Bélier (pronuncia-se Beliér) que por sua dedicação para com as coisas de nossa Ferroviária ganhou  um justo e exclusivo espaço nesse reduto de amor à causa afeana.

Recentemente criou um Blog na internet: o Poema Afeano, ou Poemas Clássicos de Afeana Gente/Bélier. 

Lá você poderá encontrar os sonetos que ele escreve para o AFEnet, assim como comentários e outros sonetos, sempre com as coisas da Ferroviária como tema. 

A Página da AFE na Europa. (http://poemafeano.blog.com/)

Poeta e Escritor, além de Engenheiro e Professor, inicia seu livro, Elvis Esotérico, publicado em 1983, dedicando "à estimada Associação Ferroviária de Esportes e à não menos Araraquara", e o termina com os seguintes dizeres:

"Sempre longe, bem longe, na distância dos olhos

mas perto, bem perto, no fundo do coração

Na vitória ou na derrota, vibrando com as tuas alegrias,

sofrendo contigo nas tristezas"


Abaixo, leia sua primeira mensagem ao AFEnet, de fevereiro de 2003, e na seqüência, todas as poesias enviadas por ele até hoje. Vale a pena conferir!


Com muito prazer o AFEnet divulga o lançamento do mais novo livro de nosso poeta afeano. 

Trata-se de 'O QUINTO EVANGELHO', lançado pela editora portuguesa Papiro, da cidade do Porto, cuja capa apresento aqui, ao lado de dedicatória que muito me lisonja.

Evidentemente, é um trabalho de muita erudição literária, como é do jaez de nosso amigo e colaborador. 

Sucesso a ele nesse projeto.

Veja a descrição da obra pelo release de imprensa reproduzido abaixo:


"Descoberto em 1945, no Egito, o evangelho segundo Tomé, escrito em língua copta, apresenta cento e catorze sentenças de Jesus, secretamente ensinadas a seus discípulos, exatamente como o foram, sem nenhuma interferência advinda de interpretações posteriores ou de sucessivas traduções.

A presente obra atende ao desafio de traduzir no verso clássico as esotéricas sentenças de Cristo, por engenho do poeta Antonio Carneiro (Bélier), sob inspiração do grande vate setubalense Manuel Maria Barbosa du Bocage, cuja obra mística é tão pouco conhecida no seu próprio país. 

Afinal, nada acontece por acaso."


AFEANO em Portugal

 

Das esquerdas margens do rio Douro, neste setentrional espaço terrestre, envio efusiva saudação de afeano jaez aos torcedores que, apesar de tudo, continuam a incentivar a gloriosa Ferroviária.

De minha parte, conquanto distante (ainda mais) do austral espaço araraquarense, continuo sofrendo (agora via internet) a cada gol que nos impõem, alguns de agremiações sem nenhuma tradição.

Que saudades do Parada, do Faustino, do Dudu, do Bazzani, do Nei, do Tales, do Téia, do Peixinho, do derradeiro time de glórias em 85 (Carrasco, Serginho Dourado, Marcão, Nenê, etc)!

Humildemente, solicito meu cadastramento entre os aficcionados da AFE, ao tempo em que envio em particular um grande abraço ao Wilson Luis, ao Olivério Bazzani Filho e a outros tantos amigos que aí deixei e nunca mais pude rever.

Rumo à série A2, que ainda é possível!

 

Antonio Carneiro (Bélier) - Canidelo 4400-130 V.N Gaia - Portugal - 6/ fev / 2003


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