O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano"

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CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

 

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

1X1 ao São Carlos

(Funesto fado)

  

Funesta exibição, funesto rumo,

Aquela a demonstrar cabais carências,

Este a denotar das exigências

O aquém para alcançar devido aprumo;

 

Triste acomodação em parco arrumo

Onde há anos andamos por ausências

De audazes atitudes e gerências

Que bem nos orientem, em resumo:

 

O torcedor fiel, humilde e triste,

Levanta a voz de há muito emudecida

Dos cantos gloriosos do passado

 

Para dizer, se enfim ainda existe

Brio algum nesta gente “esclarecida”:

Cedei lugar, se o virdes mal guardado!

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

05/03/2010

1X2 ao Red Bull Brasil
(No paraíso das multinacionais)

 

Das multinacionais no paraíso,

Que é deste mundo marca registrada,

Não fora de Sion a voz clamada

Para impor seu domínio a pleno viso,

 

Entramos a perder, não é preciso

Muito considerar, consolidada

Outra derrota, que já esperada

Quando em contexto hostil se está inciso

 

De que a tentar fugir vezes se ajuda

A calhar o fracasso assaz provável,

E então faz-se a missão tão pontiaguda

 

Que acaba sendo quase inevitável

Sair de uma sorte quão sisuda

Qual uma atroz sentença irrevogável.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

28/02/2010


Esse engenheiro carioca, que vive em Portugal, e é fanático pela AFE é um exemplo de amor pelas tradições grenás já há muito tempo. Deveria servir de padrão para as novas gerações de torcedores araraquarenses, que tem outros ícones como o Paschoal e sua incrível dedicação com a história da AFE, o Luis Marcelo Cirino, o Moreira, jornalista, e outros que como eu (porque não?), morando em São Paulo insisto em manter um site sobre a AFE. Citamos claro, o Fabio José Lourenço, e o Tetê Viviani que também tem seus espaços mostrando seu amor pela sofrida Ferrinha.

Pois aqui há um acervo de sonetos, escritos em Português escorreito, ou castiço, como diriam uns poucos amantes da Língua Portuguesa. E dependendo do grau de inspiração e emoção de nosso poeta, às vezes eles vêm em Alexandrino, que é do ponto de vista técnico, o de maior apuro e qualidade literária.

Esse é o Antonio Carneiro, o Bélier (pronuncia-se Beliér) que por sua dedicação para com as coisas de nossa Ferroviária ganhou  um justo e exclusivo espaço nesse reduto de amor à causa afeana.

Recentemente criou um Blog na internet: o Poema Afeano, ou Poemas Clássicos de Afeana Gente/Bélier. 

Lá você poderá encontrar os sonetos que ele escreve para o AFEnet, assim como comentários e outros sonetos, sempre com as coisas da Ferroviária como tema. 

A Página da AFE na Europa.

Poeta e Escritor, além de Engenheiro e Professor, inicia seu livro, Elvis Esotérico, publicado em 1983, dedicando "à estimada Associação Ferroviária de Esportes e à não menos Araraquara", e o termina com os seguintes dizeres:

"Sempre longe, bem longe, na distância dos olhos

mas perto, bem perto, no fundo do coração

Na vitória ou na derrota, vibrando com as tuas alegrias,

sofrendo contigo nas tristezas"


Abaixo, leia sua primeira mensagem ao AFEnet, de fevereiro de 2003, e na seqüência, todas as poesias enviadas por ele até hoje. Vale a pena conferir!


AFEANO em Portugal

 

Das esquerdas margens do rio Douro, neste setentrional espaço terrestre, envio efusiva saudação de afeano jaez aos torcedores que, apesar de tudo, continuam a incentivar a gloriosa Ferroviária.

De minha parte, conquanto distante (ainda mais) do austral espaço araraquarense, continuo sofrendo (agora via internet) a cada gol que nos impõem, alguns de agremiações sem nenhuma tradição.

Que saudades do Parada, do Faustino, do Dudu, do Bazzani, do Nei, do Tales, do Téia, do Peixinho, do derradeiro time de glórias em 85 (Carrasco, Serginho Dourado, Marcão, Nenê, etc)!

Humildemente, solicito meu cadastramento entre os aficcionados da AFE, ao tempo em que envio em particular um grande abraço ao Wilson Luis, ao Olivério Bazzani Filho e a outros tantos amigos que aí deixei e nunca mais pude rever.

Rumo à série A2, que ainda é possível!

 

Antonio Carneiro (Bélier) - Canidelo 4400-130 V.N Gaia - Portugal - 6/ fev / 2003


1X2 ao XV de Jaú
(Decepcionante)


Custou-nos digerir esse fracasso
Na madrugada gélida gaiense,
Que uma derrota assim não nos convence,
Cedida, da incúria no compasso:

Diante de um rival modesto e lasso
Que ao grupo dos melhores não pertence,
Da humilhação ante o Penapolense
Saído, em seu terreno, a tardo passo,

Mostramos quase nula iniciativa,
Além de uma defesa claudicante
Que pouco ou nada já nos incentiva,

Destarte a nos dizer a voz chibante:
É tola e vã a nossa expectativa,
O que se indica assaz decepcionante.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/02/2010

4X3 ao Juventus
(Vitória estóica)


Numa manhã de dia ensolarado
Quando a hora se pôs já ajustada,
Na nova Arena, ingente, engalanada,
Um outro clássico se vê jogado:

AFE e Juventus, de imortal passado,
Revivem época não olvidada
E uma partida então é disputada
Cuja emoção se impõe de mor legado;

Estoicamente, após três desvantagens,
Fomos buscar vitória inolvidável,
Jamais vista nas últimas romagens;

E a emoção fez ver, inevitável,
Maior, de adeptos por sutis imagens
Saídas lágrimas, do peito afável.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/02/2010

1X0 à Portuguesa Santista
(Alvitre perdulário)

Deixamos de vencer por largo “score”,
Num colossal alvitre perdulário,
E, queira Deus, ao fim, por corolário
De desperdício tal, que não se chore;

Conquanto a arbitragem se deplore
De novo, eis que outro apito adversário,
Este por um careca sedentário
Soprado, fez-se ouvir, que nos amole,

De tantos gols falhados no sobejo,
Alguns de fácil conclusão carentes,
Há que pensar-se bem, neste cotejo,

Pois outros golearam, condizentes,
Com critérios no empate pelo ensejo
De melhorar seus coeficientes.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/02/2010


0X2 ao Comercial (R.P.)
(Abominável arbitragem; mas não só…)


Gatuno mediador, da iniquidade
Ignóbil condutor, juiz maldito,
Há de expiar do mal, pelo infinito,
Que perpetrou, da plena eternidade,

Não foi porém o algoz, eis na verdade
Único desta sorte ingrata, é sito
Em nosso caso o pífio requisito
De um time fraco, de escassa vontade:

Mais grave que perder, decerto é ver-se
Três pontos o rival somar destarte,
E assim, além da queda, o coice haver-se,

Pois não há mais ninguém que lhos descarte:
Este torneio é curto, é de entender-se,
Exige de buscá-los lesta arte.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/02/2010

1X0 ao Força
(Sorte amiga, Fortuna à vista!)


Em tórrida manhã de estival dia,
De Guarulhos na estância paulistana,
Ante um Força, de tal que só se engana,
Logramos de alcançar melhor valia:

Pela sorte, que há tempos não nos via,
Instamos de ser vistos, doidivana,
Hoje nossa aliada, puritana,
Que outras vezes nos fora de razia;

Conquanto outra vitoria nos insira
Do humor em planos menos visitados
Nos derradeiros tempos que vivemos,

Convém cuidar: Outros dotes urgira
Já de exibir, pois estes apontados
São de carências inda muito extremos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/02/2010

2X0 ao Lemense
(Discreta alegria)


Nada de promissor, porém deveras
Importante é ganhar, isto é verdade,
Inda que pouco ou nada nos agrade
E nos fomente alvíssaras quimeras:

As sendas a trilhar, assaz severas,
Do viajante exigem qualidade
Além de férrea, intrínsica vontade
Que o não deixe ficar por falas meras;

De experiências tempo é já passado,
Que pouco resta neste campeonato,
Tão curto e de folgar pouco espaçado:

Chora menos quem cuida, “ipso facto”,
De resguardar cautela a bom cuidado
Antes que atinja seu desiderato.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia -Portugal
04/02/2010


1X2 ao Taubaté
(Esperança compulsória),


Em Taubaté, numa manhã dolente,
Iniciamos outra trajetória,
Buscando reviver a nossa história
Em sítios do passado inda presente

Na retina de uma sofrida gente
Cuja esperança é quase compulsória
A cada ano que passa, e peremptória
Para quem passa os anos descontente:

Contra um time medíocre, de recente
Formado, sim, perdemos, luta inglória
De entre tantas outras, novamente

E eis que outra vez desfaz-se em ilusória
A previsão de um ano mais ausente
Das mágoas dessa extensa moratória.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/01/2010

2X3 ao Corinthias (Copa S. Paulo Junior)

Do estádio novo em grama (relva) mal cuidada
E pouco claras marcações de linhas,
Vimos jogar por bolas mui “anguinhas”,
Que pouco espertas, nossa garotada:

Parece-nos, é pouco preocupada
Com a gestão do campo, a entrelinhas
Pode-se deduzir, por não asinhas
Suas ações, a empresa habilitada.

O jogo em si, perdemos, mas é fato
Que não fizemos má figura, apenas
Carecemos de mais desiderato:

Ambições amplas, não as tão pequenas
Cujo jaez tem nosso campeonato,
De expressão menor ante outras cenas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/01/2010

O NATAL E A TRISTEZA DIVINA
 

O Rei dos reis em pálio aureolado
De estrelas fascinantes no sobejo
Vem ter ao mundo a colossal cortejo
De esplendorosa esteira secundado;
 

Embalde o preito de tão alto grado,
Fornido ao majestoso, ímpar ensejo,
Aqui se mostra sem qualquer festejo,
Inda que seja sempre festejado:
 

De vil presepe em palhas aparece
Por dar ao orbe exemplo mais cabal
De que é humilde quem mais se enaltece,
 

Mas vê que a gente pouco aprende, e mal
Desta lição sublime e permanece
Triste por ver assim outro natal.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/12/2009


Vasco Campeão
(Sob o comando de afeano)


Eis que ressurge o Almirante envido
Dos esforços ingentes impetrados
Por empecilhos mil alevantados
Ao seu velho estatuto ressurgido!

Guiou-lhe a nau com gesto destemido
O comandante Dorival, louvados
Seus méritos de alcances elevados
Por logro de tal feito tão subido:

O grande Vasco volta à dimensão
Que lhe valeu da fama a glória rara
Nas sendas de uma augusta tradição

Que ora resgata em rota assaz preclara
Entre os escolhos, firme pela mão
De um filho ilustre de Araraquara.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/11/2009

0X1 ao Botafogo (R. Preto)
De novo…


Tristeza não tem fim, eis nossa sina
Que não mudou de novo, bom seria,
Em vista da teimosa acrofobia
Cuja feição nos segue, viperina:

Eis, a confirmação de novo afina
Com a desculpa que de novo avia
Argumentos de atenuante esguia
Ante de novo a mal seguida esquina;

Sabemos, foi um time improvisado,
Com gente imberbe, sem treinos sequer,
Sujeito ao costumeiro infausto fado,

Mas sabemos também que quem quiser
Subir de novo há de fazer-se ousado:
Pensar grande é fulcral, faz-se mister!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/10/2009

Arena Fonte às portas do futuro
(2X1 ao Ituano)


Em noite especial de raro intento
Que História vai guardar em seus anais,
Eis que de um novo tempo áureos sinais
Vêm dar a lume o seu apontamento:

Da nova Fonte em arrebatamento
Abrem-se as amplas portas, colossais,
À multidão de adeptos para mais
Engrandecer destarte o grande evento;

No campo se agigantam os meninos
Cuja missão é de teor ingente,
Inculcada nos páramos supinos!

E o vencer se impõe, irreverente,
No templo onde inda dias mais faustinos
Hão de alegrar da AFE a nobre gente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/10/2009


Ave, Arena Fonte Luminosa 

(em alexandrino mote)

De colossal jaez, audaz, exuberante,
Que entre os soberbos mais se impõe competitivo
Ergue-se o novo estádio da AFE a porte altivo,
Preito de uma grandeza a grado altissonante:

Eis da Ferroviária em glória assaz diante,
Apetecida a tantos, mas de seu ativo,
Notável marco erguido em tom superlativo,
Fiel espelho há muito a tal condicionante;

Que há de em seu reflexo vivo do passado,
Qual condão luminoso de uma etérea via
Conduzir o pendão grená a largo eirado,

Pois se é gigante o palco mais do que existia
Onde se construiu monumental legado,
Maior inda o será neste que assim se amplia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/10/2009

0X0 ao São Bernardo

(Novo campo - outro alento)

 

É fraco sim, deveras limitado

O nosso time de jaez modesto,

Inseguro no jogo, pouco lesto

E, como sempre, muito mal fadado:

 

Bolas ao travessão, bolas ao lado,

Muita ansiedade, pouco mais de resto

E ao final um sufoco indigesto

Quase a nos piorar o resultado.

 

Assim vão-se dois pontos para o teto,

Em nossos pagos, mau assentamento

Para o almejo de melhor objeto;

 

Mas nada está perdido, é já momento

De em novo campo impor novo projeto

Para um futuro haver com outro alento.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

18/10/2009

1X3 ao São Bernardo
(Infausto dia)

 

Infausta tarde, infausto evento havido

Em ambiente frio e carrancudo

Como é comum no ABC sisudo,

Eis que nos soube mal o novo envido:

 

O São Bernardo sem haver vencido

De antes qualquer dos jogos seus com tudo

Arremessou-se à luta, instou-se ponteagudo

E em contra-golpes fez-se apetecido.

 

Sem agourar o mal, longe intenção

De quem mais longe ainda está da lida,

A sorte já nos escapou, então:

 

Foi em Itu em passada partida

Quando a vitória nos saiu da mão

Já quase de real acontecida.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2009


1X1 ao Ituano
(Soube a pouco)

 

Primodivisionário, este também

Não nos venceu e até perdera o jogo,

Não fora por seu gáudio e desafogo

A sina contumaz que nos detém:

 

Depois de estar vencendo e assaz bem

Parte quase total do prélio, arrogo

A Fortuna ao rival concede e o fogo

De uma justa ambição se esvai, porém;

 

E eis que mais dois pontos preciosos

De sino vão parar de corda ignara,

Hábil de inda enforcar sonhos airosos,

 

Tais como os de quem muito já sonhara

Com prêmios e valores valiosos

E leva só com eles pela cara!

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/10/2009

2X0 ao Botafogo (R.P.)
(Freguês de caderno)

 

Primodivisionário, o Botafogo

Veio abrir nova fase em nossa casa

Desta copa paulista em que se embasa

Dos desníveis falados falso arrogo:

 

Por contingência más de dúbio rogo

Há hoje arrimo tal que nos defasa

De tantos cuja ação sempre foi rasa

Qual hoje também é de nosso jogo;

 

Destarte, eis este exemplo ilustrativo

Que bem calha ao caso desta vez:

O tricolor rival tão combativo,

 

Ora com tantas setas no pavez

Da divisão maior, veja-se arquivo,

Por tradição se opõe nosso freguês.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

04/10/2009

0X2 ao Mirassol

(Sufoco e vivas ao Catanduva)

 

Em outro evento assaz decepcionante,

Fomos a Mirassol o derradeiro

Da tábua confrontar e como useiro

O sofrimento instou-se acachapante:

 

Era um empate apenas o bastante,

Mas, desfalcado, o time em seu roteiro

De escarmentação perdeu-se inteiro

Deste frágil rival as hostes ante

 

Valeu-nos em Bauru o Grêmio amigo

A arrancar o empate ao Noroeste,

Placar que cai tão bem como uma luva

 

E ao torcedor caiba o remédio antigo:

Sufoco até ao fim e ao fim lhe reste

Dar vivas ao valente Catanduva!

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

27/09/2009


1X1 ao Noroeste
(Triste sina … de novo)


É sempre igual, o mesmo sofrimento,
Sina maldita, condição funesta
Que pouco ou nada de favor empresta
Em qualquer sítio, em qualquer momento:

Hoje, depois de acalorado evento,
A desfalcada equipe fez-se lesta,
Que os meninos reservas indigesta
Frente opuseram ao rival mais tento;

Com garra e atitude indigitada
Logram vencer até aos estertores,
A classificação quase alcançada,

Para ver ao final de seus labores
A conclusão de há muito costumada:
Ficam frustrados nossos torcedores.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - portugal
20/09/2009

1X1 ao Linense
(Sob o fétido bodum da arbitragem)


Sujeito a uma arbitragem vergonhosa,
Pudemos ver aqui, ninguém nos disse,
Que nos chegou a imagem, que cobrisse
Parte apenas do jogo, e facciosa,

O nosso heróico time sai-se airosa
E bravamente da vil aldrabice
Que era de ser punida, alguém a visse
Cuja seriedade fosse honrosa:

Dois gols fizemos e valeu só um,
Dois atletas nos foram excluídos
Sem para tanto haver motivo algum!

Até quando seremos perseguidos,
Que já não suportamos tal bodum
Destes chifrudos árbitros fedidos?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/09/2009

1X2 ao Sertãozinho
Contas complicadas)


Em Sertãozinho, outra derrota advinda
Complica as contas do apuramento
E alarga as hostes para o sofrimento
À expectativa adido, que não finda;

Segue-se o elefante na berlinda
Em pagos seus com bravo alongamento
Da tromba rija e agudo afiamento
Do alvo marfim com mais rijeza ainda:

É que vem empolgado o paquiderme
Com campanha melhor, quase apurado
E urge não ficar na lide inerme,

Sob pena de funesto resultado,
Que outros vêm cheirando nossa derme
Com o nariz ativo e aproximado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/09/2009


1X0 ao Rio Preto
(A “cronaldite” e a Ferroviária)


Em dia de falhanço “cronaldino”
A frustrar outra vez o povo inteiro
Português, e de oposto o brasileiro
Ver razões de jactar o seu destino,

A Ferroviária, inda que a parco tino
De jogar, lá venceu rival matreiro
Que a vencera por quatro a um, primeiro
Em pagos seus, num jogo vespertino.

Um solitário gol, sempre presentes
A garra e a disposição decerto
Instaram ao jaez suficientes:

Conquanto o apuramento esteja perto,
Pés no chão é mister manter assentes
Até que o time enfim se ajuste certo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/09/2009

Foto: arquivo pessoal Tetê Viviani

Tributo a Wagner Bellini

Já livre da roupagem que alvergava
Por andar deste mundo na romagem,
De amigos se despede e faz viagem
Para outros encontrar, de quem gostava:

Destes a alegria se espelhava
Em cada rosto, colossal visagem
Do que parte do mundo com coragem
Ante tantos, dos quais antes privava.

Não pranteeis, ó vós que cá ficais
Inda que a vossa mágoa seja imensa
Do triste golpe atroz que experimentais:

Antes, de orar insteis de forma intensa
Até vê-lo de novo em sítios mais
Quando vós fordes à sua presença.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
30/08/2009 


1X2 ao América (Rio Preto)
(Má postura em dia de luto) 


De luto, em ambiente consternado
Por recente notícia, atroz, ingrata,
Um novo compromisso nesta data
Em Rio Preto hemos realizado;

O América, destarte, mal postado
Na tabela, em seus pagos se desata
Nos esforços cabais a ver se empata
O nosso ensejo e o seu inda é cotado:

Alcança o objetivo na insensata
Postura de quem não se atém sensato
Para obter melhor desiderato;

Eis, não se pode a chance dar por grata
Quando dela dispomos com recato,
Pois ela só por si se desbarata.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
30/08/2009 

1X0 ao Grêmio Catanduvense
(Futuro melhor à vista)

Em encharcada cancha, hibernal dia
Que o carrancudo céu inapelável
Ornava de ambiente inexorável
Cuja expressão soez não se previa,

Voltamos por cumprir nova porfia
Da copa de expressão pouco notável
No âmbito do futebol instável
Que hoje no Brasil se evidencia:

Na circunstância, até que razoável
Foi nossa prestação e nesta via
Ganhamos outro jogo e é já viável

A classificação, e bem se avia
Um futuro melhor, mais confiável
Este novo plantel que se inicia.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
23/08/2009

2X1 ao Mirassol
(Vencendo ínvios caminhos)


E eis outra vitória conseguida
Ante um rival assaz conceituado
Que em tempos últimos tem conquistado
Reputação de mérito seguida:

Foi com dificuldade atroz obtida
Após um duro embate assinalado
Pelo empenho dos times cujo grado
Excedeu média base na partida.

É este mais um passo no caminho
Que da estaca zero iniciamos
Num espaço de pântanos vizinho,

Capaz de nos levar por onde vamos,
De outros sucedido e não sozinho,
Firmes, sair de tais ínvios paramos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal

16/08/2009


1X0 ao Noroeste (Bauru)
(Melhor augúreo)


Preludiada pelo sofrimento
Eis como é de costume, não varia,
Uma vitória enfim desanuvia
O céu de nosso pálio firmamento:

Em sítio alheio, para este evento
Veio modificada na porfia
A nossa escolhida estrategia
Do treinador pelo assentimento;

Novos reforços, três, também jogaram,
Entre eles um goleiro experiente
E até que com sucesso se estrearam.

Preciosos são asssim, por consequente,
Estes três pontos que nos apontaram
Para um melhor augúreo, finalmente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/08/2009

0X1 ao Linense
(Inexperiência mais azar) 


No inexorável erro cometido
Por nossos inocentes jogadores
Perdemos outra vez nos estertores
De um jogo, absurdamente, sem sentido,

E o “elefante” assim bem sucedido
Volta a seu picadeiro com louvores
Escarnecendo de nossos humores
Sem ter sequer tal feito merecido:

Fatal destino atroz, cruel desdita
Que teima prosseguir atormentando
A AFE já tão sofrida, tão aflita.

Será ré deste algoz, mas até quando?
Pois diz-se: não há bem que sempre habita,
Nem mal que nunca acabe se afastando.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/08/2009

0X0 ao Sertãozinho
Requer-se paciência...


O Sertãozinho de boa presença
Foi o rival em tempo de noitada
Por compromisso de outra jornada
Nesta competição de parca tença:

Mais uma vez o palco desta avença
Constituiu-se em via complicada
Para o fluir de técnica apurada,
De relva irregular e pouco intensa.

Mal preparado, o árbitro complica,
Para além do cenário já descrito
E ao final o empate até bem fica.

A paciência impõe-se requisito
Nesta fase de ajustes que se aplica
Menos a resultados que a bom fito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/07/2009


0X0 ao Sertãozinho
Requer-se paciência...


O Sertãozinho de boa presença
Foi o rival em tempo de noitada
Por compromisso de outra jornada
Nesta competição de parca tença:

Mais uma vez o palco desta avença
Constituiu-se em via complicada
Para o fluir de técnica apurada,
De relva irregular e pouco intensa.

Mal preparado, o árbitro complica,
Para além do cenário já descrito
E ao final o empate até bem fica.

A paciência impõe-se requisito
Nesta fase de ajustes que se aplica
Menos a resultados que a bom fito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/07/2009

1X4 ao Rio Preto
(Inexperiência)


A experiência é condição primeva
De quem Fortuna almeja à meta instado
Para sorrir depois de conquistado
O galhardão que ao triunfo o leva;

Já diz-se mesmo em expressão coeva
Que prêmio ao cauteloso mais é dado
Cuja atitude excede a do afobado
Que ao sucesso quase nunca eleva:

Eis deste jogo uma lição sutil
Para aprender e em outra ocassião
A queda se evitar no mesmo ardil:

Em desvantagem há correr, mas não,
Do prejuizo atrás, de elan febril,
Porém com calma e organização.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/07/20 09 

1X0 ao América (S.J.Rio Preto)
(Novos Rumos)


Nova orientação, segundo jogo,
Nova satisfação, outra vitória;
Eis que assim nos parece: Uma outra história
Transcorre para nosso desafogo.

Já dá para sentir um certo arrogo
Do time, a confiança peremptória
Que prenuncia âmbitos de glória
No horizonte, plena de etéreo fogo.

Que não se rompa o traço desta linha
Ao longo do percurso atribulado
Na rota por seguir, que se avizinha

E que a sorte também a nosso lado
Desta vez não se faça tão mesquinha
Por intento de um outro melhor fado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
19/07/2009


Volta por cima
(4X1 ao Catanduvense)


De volta ao campo das competições
Oficiais, que em vias indiretas,
Mais pela fama que das próprias metas
Colimadas nas últimas missões,

A Catanduva em novas convicções
Fiados, pois idéias há afetas
A outras diretrizes circunspectas,
Fomos aquilatar aspirações:

Corroborando aquilo já esperado,
Pois fácil é prever boas colheitas
Quando o terreno foi bem adubado,

Vimos melhor fluir, assaz direitas,
As coisas para nós e o resultado
Deixa-nos de almas bem mais satisfeitas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/07/2009 

AFENET - 9 ANOS

Precioso é o sentir quando movido
Do coração, de puro amor oriundo
E este sentimento impõe-se fundo
No cerne de quem já o viu sentido.

Tanta motivação por almo envido
Anima o AFENET a todo o mundo
De proclamar um ideal segundo
As flamas de seu peito comovido:

São nove anos já de nobre ensejo
Pela Ferroviária em qualquer fase,
Se boa ou má, não lhe pesa o cotejo.

Por isso é de dizer-se em louva base:
Felicidades todas e o desejo
De muitos anos mais numa só frase:

Parabéns, Paulo Vidal, e muito ânimo para prosseguir sempre!
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/05/2009

0X0 ao América (Rio Preto)
("The last farewell")


Em melancólica manhã, descrentes
De toda expectativa, qualquer fosse,
Que ela, muito antes, esfumou-se,
Mercê de outros fracassos inerentes,

Entramos a cumprir, correspondentes
A compromisso apenas, pois findou-se
A derradeira etapa do que instou-se
Numa das pífias nossas mais ingentes:

Outra página negra foi escrita
De um livro que contou já tantos feitos
Urdidos em linguagem tão bonita.

Resta-nos esperar novos proveitos
Que apaguem o vigor desta desdita
Por resgatar-nos os antigos preitos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia . Portugal
19/04/2009


AFENET - 9 anos de dedicação

Em 2002 tive a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido por Paulo Vidal, na divulgação da Ferroviária. Naquela altura, devo admitir, andava eu ausente dos cibernéticos meios que hoje nos possibilitam trazer as informações do mundo a uma pequena tela do computador. Era uma época difícil, aqui em Portugal, ainda não estava engajado, senão parcialmente nos encargos de docência que hoje já desenvolvo; não era ainda "profissionalizado", como se diz por cá. Faltava-me a "pós-graduação" correspondente (que ao fim foi uma autêntica "xaropada"...)

E da Ferroviária, obtinha notícias por outros meios, entre os quais a consulta de jornais que me eram enviados por outro grande amigo que tenho, o Wilson Silveira Luiz, ou mesmo por telefone. E as tais notícias vinham más - como ainda hoje - e com atraso. Passei a enviar os meus sonetos ao AFEnet e, por bondade de seu "webmaster" (acho que é isso), o Paulo Vidal, mereceu este trabalho um espaço especial no site, razão de minha grande satisfação, pois de há muitos anos escrevia poemas dedicados à AFE, nunca divulgados em razão da falta de um veículo de comunicação.

A gentileza deste amigo, fanático afeano como eu, que pude vir a conhecer em 2004 no Brasil, deu-me ensejo de animar-me a avançar com o meu próprio "blog", onde posso "despejar umas tretas", o que muito me apraz. 

Infelizmente, a Ferroviária vai mal; foi despromovida, mas isso não nos faz desistir, nem muito menos "virar a casaca". Há de um dia voltar aos seus dias de glória e todos ainda nos vamos alegrar muito nessa futura ocasião. Importa acreditar, como o Paulo acredita e não desistir nunca, como sei que ele também não vai desistir. Nem a morte no plano físico o logrará porque este amor pela sofrida agremiação excede qualquer dos limites planetários. E o próprio Criador admira-se e nos abençoa de tanta abnegação e estima.

E, bem a propósito deste feliz ensejo, uma notícia melhor: a Federação convidou a nossa AFE para disputar a Copa Paulista, fato que nos permitirá manter a atividade até ao final do ano. Vamos ver se os dirigentes pensam melhor agora, formando uma base com jovens valores para o próximo campeonato.

Um grande abraço, Paulinho Vidal, e muitos parabéns pelos nove anos de grande trabalho em prol das hostes afeanas.

 

Antonio Carneiro (Bélier) - Canidelo 4400-130 V.N Gaia - Portugal - 1/maio/2009


3X5 à Portuguesa Santista
[(Novo) presente de grego]


Em vergonhosa ação, que em pleno dia
Do seu aniversário, como houvera
No próximo passado da "pantera"
Sofrido a semelhante serventia,

Conclui-se o ato último que envia
Aos nodos da tristeza, a mais austera,
A nossa escarmentada tão galera,
Do opróbrio mergulhada na agonia. 

 

Quanta infelicidade em data airosa
Havemos inda de curtir destarte,
De treze anos atrás a esta parte?

Que outra lição aprendam, que é valiosa
Os que a soberba impõe aura garbosa,
Hábil de lhes tolher o engenho e a arte.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2009

Balada triste

Triste balada, íntima companheira
Cuja expressão tamanha excede o pranto
Que o instrumento próprio chora enquanto
Percorre seus compassos à maneira

De uma canção em tom menor useira
Das mais profundas emoções que a tanto
Fluir tristezas, mais tristeza ao canto
Imprime, que já não lhe dá fronteira;

Hoje só tu, por meio deste amigo
Dos mais difíceis tempos já passados
Podes dizer por mim, que é tão antigo,

De tais momentos meus tão mal fadados:
E toco então e assim deles não digo
Por não saber dizê-los, tão gorados.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2009.

Este é um dia, tão melancólico que excede os limites da própria madrugada. 

Estenda ele os seus tentáculos de tempo até fartar-se de nos magoar a todos que pranteamos a despromoção da Ferroviária. 

Até que, saciado, adormeça em sua sesta pelos evos afora. 

E que jamais volte a despertar para a triste realidade de seus acontecimentos entre nós.


0X1 ao São José
(Utopia matemática ou "terceirona")


Nênias rixosas que antes já se ouviam
Ouvem-se agora em vozes agourentas
Cada vez mais intensas, não isentas
De roucos timbres com que se aviam.

Ações pejadas de erros não se expiam
Com sérias caras, de tristeza atentas,
Porém com sofrimento a doses lentas
Até ao fim dos vícios que traziam.

Da terceirona os braços macilentos,
Abrem-se agora inexoravelmente,
Ante desculpas tolas e lamentos,

Inda que contos mil, tabela à frente,
O adepto ajuste em seus apontamentos,
Enquanto der, matematicamente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/04/2009

2X1 ao Linense
(Corrente planetária)


Por um fio de luz que inda clareia
O fundo poço onde fomos metidos,
Urdimos planos de escapar, unidos
De solidária ação que nos norteia:

É uma esperança tênue, mas que enleia
Os corações grenás, de amor movidos
Pela gloriosa associação, sentidos
Do mesmo alento que a todos faceia.

Pelas ondas da rádio da cidade,
No espaço imenso do planeta afora
Uma corrente tal se persuade

Que quão difícil seja o jus embora
Desta missão, é tanta esta vontade
Qual tamanha ou maior se não deplora!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/04/2009

0X3 ao Atlético (Sorocaba)
(Abominável!)


Abominável quadro! Que tristeza!
Quem mais horrendas cenas preveria?
Eis, das piores a maior fatia
Cabe-nos toda com toda a justeza!

Não se pode entender tanta pobreza
Tal como antes jamais entenderia
Qualquer um, pois de igual bisonharia
É difícil prevel tamanha empresa.

 

Já se fala em vender a Sociedade,
Do que lemos o referente aviso:
Se isto for anúncio da verdade,

Quem comprá-la, que tenha mais juízo
E as tradições respeite em igualdade
Para não ver-se entrado em prejuízo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
29/03/2009


0X1 ao Sertãozinho
(A sétima lágrima - Só Deus, agora...)


Valer-te Deus agora, eis o que resta
Para conter ainda a vaga imensa
Que já te envolve em halos de descrença
Na reta de finais que mui se apresta:

Pode-se ver a dimensão funesta
Com que a falácia vã de forma intensa
Logrou de te arrastar à vil sentença
Que hoje em desgraça teu legado arresta.

A Ele pois, hás de apelar somente,
Antes de vez que o mal maior se instale
Para do opróbrio o jus impor-te assente,

Mas é mister lembrar: Não equivale
Dispor jaez de graça consequente
A Deus, que enfim aos outros também vale...

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/03/2009

[A 6ª Lágrima - Recado aos(ir)responsáveis]
(Parodiando Camões)


Erros mil, má fortuna, amor ausente
Em tua perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para ti bastava amor somente

De quem muito te ousou, indiferente
Às mágoas que se tanto magoaram
A todos nós e a tanto nos ousaram
Já não nos dão memória de contente,

Errando para gáudio de teus danos
Por que a fortuna assim te castigasse,
Baldando-te as remotas esperanças

Das quais visses senão breves enganos
Inda que só por ver e assim fartass
Este teu justo gênio de vinganças.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2009

2X2 ao São Bento
(Incompetência)


O torcedor que o jogo não seguisse,
Com suas peripécias e sequências,
Talvez o prosseguir de amplas carências
Neste presente grupo não o visse:

Talvez até um preito almo sentisse
De bom sentir em suas pertinências,
Porque de alheios pagos as vivências
Nem sempre algo concedem de ledice,

 

Mas há que encarar da realidade
Os fatos como são, sem ter sonhado
Quimeras de sutil trivialidade,

Pois quem ante um rival debilitado
Para o vencer não tem habilidade
Do que ele inda mais é fragilizado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/03/2009


0X0 ao Flamengo (Guarulhos)
(Espantando a malapata)


Foi lisonjeira a tarde, noite cá,
E ao corolário dos fatos recentes,
Eis, se percebem algo mais contentes
Nossos adeptos, em seus gestos, já:

De acreditar-se, doravante, há,
Mesmo que com reservas bem prudentes
Porque decerto inda se dão ausentes
Virtudes que uma sorte só não dá

E à faina dar apoio de quem trata
De corrigir erros de jus alheio
Por cujas consequências de permeio

Este atual contexto bem retrata
Té espantar de vez a malapata
De que esta onda de azar enfim proveio.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/03/2009

1X0 ao União Barbarense
(Segundo sorriso ... a ferros)


Foi mais no coração que por virtude
Esta vitória a ferros arrancada,
Tornando-nos ao peito acalentada
Uma esperança de mor amplitude:

Ao menos constatou-se outra atitude
Do grupo nesta assaz feliz jornada,
Dos erros a fazer latibulada
A face em vários lances amiude.

Erga-se em marco então para futuro
Esta conquista de alvitrar tão nobre
Por que ele assim pareça mais seguro,

Noutro cenário que o sentir recobre
De melhores avenças por conjuro
Das tantas aflições, e as desdobre.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/03/2009

Mudanças a granel

E vai mais um embora, outro é tratado:
É o carrossel dos técnicos da AFE,
O dos barcos Rabelo a parca gafe,
O Moura que ali já foi engajado.

Há sempre nas mudanças algo errado
Inda que errado mais delas se anafe
Seja o que foi mudado e assim se safe
Quem explique a razão de haver mudado.

 

Bem haja esta transformação, conquanto
Saibamos quão difícil é que o seja,
Por bem do infausto clube, e entretanto

Faça-se humilde e astuto quem planeja,
Ouvindo doravante mais enquanto
Saiba intuir o que o futuro enseja.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/03/2009


0X1 ao Rio Claro
(A quinta lágrima ou as fases de um projeto)


Quando um projeto é feito ambicioso
No virtual contexto do desenho
Muitos se afincam com cabal empenho
Por que o julguem fulcral e assaz cioso;

Agendam-se reuniões a rol copioso
Para tegiversar a sério cenho,
Mas se ao barco se vê o furo ao lenho
Há que fugir do meio embaraçoso.

E eis na nau da AFE um rombo informe:
Quem é culpado, o Homero ou o Feola
Que já lá vão a uma distância enorme?

Resta esperar que ainda algum cartola
Possa lograr desta missão disforme
Algo de bom para lhe haurir a tola.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/02/2009

2X1 ao Comercial
(Primeiro sorriso)

Amarelado sim, e bem sofrido,
De muito custo em vias arrancado
Qual bálsamo concede aliviado
Prazer a quem se encontra combalido,

Eis que o sorriso alarga-se comprido
Dos lábios afeanos no legado,
Em época de Entrudo conquistado
E há tanto tempo embalde perseguido:

Renasce a esperança em tom grená,
Matiz de viva imagem concebida
Em ritos de almejar e de oxalá.

Que assim bem rija e mais seja mantida
Até nos dar certeza em dias já
De que a aflição se faça despedida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/02/2009
                

0X1 ao União São João
(Quarta lágrima - O sonho ruindo)


Creba à pancada de um tarol dolente,
A curto passo de infeliz ensejo,
Avança célere, que a lento almejo
Rumo a triste desfecho, infelizmente,

O sonho acalentado há muito, ingente,
De prosseguir por lídimo desejo
A pesadelo instado no cortejo
Que aponta a realidade, indiferente,

 

Com dedo em riste, os erros pondo à vista,
De incompetência os atos referindo
De cujo efeito a causa antes prevista

Fora denunciada a quem, sorrindo,
Quedou-se à omissão por otimista
E hoje a lúgubre intento o vê ruindo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
19/02/2009


0X1 ao Rio Preto *
Terceira lágrima - O vácuo das esperas)


Às vezes se a estultícia convencesse
E a altos grados seus pares levasse
Inda que pouco ou nada isto importasse
Ao mundo onde tal vício sucedesse

De bom, por quem espera que vencesse
Mesmo que errada, de tal pífia classe
Algo seria lídimo esperasse,
Insólita ilusão em que vivesse.

Assim no inusitado permanece
A nossa claque, de viver quimeras,
Longe da realidade que lhe desse

Logo o saber cabal , que buscas meras
Ao virtual onde jamais soubesse
Do vácuo onde lhe jazem as esperas.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/02/2009

1X1 ao Rio Branco
(A espinhosa estrada da AFE)


É triste a sina e espinhosa a estrada
De quem por negligência ou mau pensar
Os planos bem não faz ao caminhar
E assim tão mal calcula a caminhada.

A cada passo sente mal cuidada
A própria condição e seu julgar
Haure de pessimismo não vulgar
O ritmo da próxima passada

E assim pelos tropeços impelida
Arrasta-se em missão custosa e imiga
Hábil de lhe inspirar tão negra a vida,

Em busca de um alento que consiga
Miraculoso haver em sã guarida
Para que então no andar melhor prossiga.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/02/2009

2X2 ao Catanduvense
(O brio juvenil)


Ah, se quem manda bem mais escutasse
Quem já de há muito clama e não escuta
A voz da sensatez na árdua luta
Contra a teimosa ação de quem mandasse

E neste proceder continuasse
Com humilde expressão numa conduta
Que exalta o agente que dela desfruta,
Porque desta humildade desfrutasse,

 

Tanto melhor louvor mereceria
Quanto maior sucesso conseguisse
De ontem como se viu nesta porfia

Na qual ficou mostrado ser tolice
Trazer de fora um grupo à revelia
De um bom trabalho e sério que o seguisse.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/02/2009 

* E.T.: A melancólica trajetória da Ferroviária acaba por ensejar, embora a muito contragosto nosso, o versejar fatídico do estro camoneano, como aqui se vê e no soneto anterior, Brio Juvenil. Volta, Boccage, antes que seja tarde...


0X1ao Juventus
(Segunda lágrima ... Oh, Deus! ...)


Pela rua dos Trilhos conduzida,
Carris saudoso da provecta Mooca,
Eis que a locomotiva se desloca
Para outra etapa ter assim cumprida

Da árdua empresa em que se vê metida
Com toda a imensa série que provoca
De empecilhos hostis onde se aloca
Sem a preparação que lhe é devida.

Já mais não tem o gordo maquinista
Que a rota lhe traçou tão mal cuidada
E em tais condições assim é vista

A desfilar em trôpega passada
Ante um Juventus que nada conquista
E asim mesmo fá-la derrotada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/02/2009

1X2 ao São Bernardo
(A primeira lágrima)


Eis a primeira lágrima vertida
Das muitas de um cordão que se divisa,
Nem preciso é ter dom de pitonisa,
Tal a ação grotesca que se envida:

Quando de cegos guias conduzida
É outra clã de cegos, não precisa
Ser sábio quem, mesmo de longe, avisa
Do lúgubre destino de tal lida.

Em insensato agir, teimosamente,
Fixou-se, e a desta infausta teimosia,
Há muito tempo a casta dirigente,

Não se afastar, a mais ou menos dia
Irá colher os frutos da semente
De acre jaez com que a seara avia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/01/2009

0X0 ao Atlético Monte Azul
(A cepa torta)


Sem novidades, eis o sofrimento,
O mesmo que de há muito conhecemos:
Pouca ambição e tal não compreendemos,
Pois mais é de esperar o nosso intento;

Por certo, não se foram deste evento
Os pontoso todos, fora que o tivemos
De pagos nossos, tal como teremos
Os próximos, de esdrúxulo advento,

 

Mas é preciso instar do conteúdo
Outra expressão do futebol jogado
Que exceda um conformismo pouco agudo,

Pois não se realiza o conformado:
Audácia é requerida além de tudo
Para lograr-se o alvo colimado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/01/2009


Em busca de um "alvará"
(Boa sorte, Ferroviária!)


De estádio novo, ainda que não já:
As obras se atrasaram como sói
De ser no que com prazo se constrói
A não cumprir, seja isto além ou cá,

Partimos novamente do "alvará"
Em busca à divisão maior e dói
De se pensar na idéia que destrói
Deste aspirar um simples oxalá:

Destarte, é olvidar o parco ensejo
Da formação de um time mal envida
Que é fácil ver por um simples cotejo

E de esperança haurir ares da vida,
Pois é melhor curtir um bom almejo
Que de prévio carpir triste guarida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/01/2009

Vasco despromovido

Em desaastrosa ação de infausto arquejo
Por todo o transcorrer de um ano inglório
Vê-se o Vasco da Gama expiatório
De erros de falha estirpe a falso almejo.

Exulta a "flamengada" em tal cortejo
Que o seu rival conduz de acre velório
À cova hostil de preito merencório
De uma despromoção, opróbrio ensejo.

Nós, que da AFE já tantos destinos
Iguais fadamos de tristes legados
A voz juntamos à dos vascaínos

Por almejar que dias bem voltados
À história de seu clube, tão supinos,
Tornem em breve, inda mais sublimados.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/12/2008

Barueri, primo-divisionário

O Barueri da várzea paulistana
Que há tempo pouco nem era nascido
Vê-se que de repente arremetido
Das hostes dos maiores à chicana.

Por gente nova em mente veterana
Eis um trabalho bem acometido
E o prêmio justo assim é concedido
A quem de seus jaezes não se engana:

Que assaz lição aos nossos dirigentes
Sutil para fazê-los refletir
Que os alvos por ações inteligentes

Colimam-se melhor e no porvir
Tenham-nas mais destarte congruentes
Para que os resultados possam vir.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/11/2008


0X3 ao XV (Piracicaba)
(Que mais esperávamos?)


Que esperar, senão outra lambada
Por corolário desta má campanha,
Urdida de tal forma, tão tacanha
Que ilusão qualquer era almejada:

O apuramento foi, mais resta nada
Desta competição de parca sanha
E só opróbrio vil nos acompanha
Ao fim de tanta abjeta caminhada.

Eis outra negra folha mal escrita
Da história deste clube tão sofrido,
Dantes tão gloriosa, tão bonita.

Que haja agir pensado e expedito
Por não se repetir tanta desdita
Em futuro de bem menor conflito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/11/2004

 0X1 ao Flamengo (Guarulhos)
(A verdade)


Eis a verdade, o time é ruim, não presta
Nem a defesa, nem a média linha
E o ataque então, este sublinha
Mediocridade em tudo a que se empresta:

Herança indesejável, mão funesta
De um passado sombrio, que não tinha
Qualquer comando, cuja ação mantinha
De imposto caos a face mais funesta.

Que às trevas mudas da hecatombe possa
Em breve ainda, a tempo condizente
Impor-se luz a remover tal mossa,

Mas para tanto, urge estar assente:
Tudo é limpar preciso, não se endossa
Qualquer contemplação neste ambiente!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/10/2008

     Latíbulo do sentimento

Eis outro resultado positivo,
Mais um, desde que o Só se foi embora:
Para porém polemizar agora
Não há qualquer razão, nenhum motivo.

O tempo foi perdido, é evasivo
Carpir a seu passar, sem mais demora
Urge cuidar da temporada, embora
Da A2 que vem, nos seja repulsivo

Pensar como se latibula inteiro
O sentimento que nos faz sofrida
Memória de fracasso tão grosseiro:

Vai-nos custar a nadas dar guarida
Por bem do clube, nosso alvo primeiro
Quando a revolta apõe-se, apetecida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/10/2008


Parece o Feola

Soneto feito por Bélier, quando da contratação do Treinador Ivo Secchi pela S/A, citando um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro: o bi-campeão do mundo Vicente Feola.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/10/2008

(1)

De flácido jaez, gesto alapado
No banco de reservas, lá estava   
E a ver-se bem, sem cuidos cochilava
O obeso treinador Feola inflado.

No campo dele o time orientado
Em grande estilo se auto-orientava
E ao fim do jogo o técnico acordava
Por festejar novo triunfo ousado.

No mesmo mote, a fofo instar useiro
Da Ferroviária a casta dirigente
Um Ivo Secchi assim assaz fofeiro

Ao pobre torcedor já tão descrente
Mostra para assumir o leme afeeiro,
Talvez com visos do Feola em mente; 

    (2)

 Mas o Feola tinha a seu serviço
 Vavá, Didi, Garrincha e na defesa
 Para facilitar a sua empresa
 Santos, Djalma e Nilton, e com isso

 Nada lhe incomodava o sono omisso,
 Além do rei Pelé na fúria tesa
 Da adolescência, e outros mais de acesa
 Classe, quais Zito, Orlando, em plano adiço...

 E quem terá o Ivo na cartola
 Para embarcar, em nosso banco assente,
 Nas asas de Morfeu, como o Feola?

 Dos que lá estão, melhor será que ausente
 A maior parte e uma nova escola
 Dos sonhos para o campo nos intente.


2x1 ao Noroeste (Bauru)
(Até que um dia...)


Com novo treinador acomodado,
A ver do time o jogo da bancada,
Que vai gerir, tão pouco frequentada,
Entra a Ferroviária no gramado

Que é seu, conquanto oponha-se emprestado,
Pois joga em casa, na cidade amada,
Havendo de ganhar, missão azada
Para algo inda almejar do colimado:

É contra o Noroeste esse cotejo
De novo, que outro havia acontecido
De dias mui recentes pelo ensejo.

Vence afinal, após não ter vencido
Por vezes onze, e já se esboça almejo
Que o homem bom augúreo haja trazido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/10/2008

1X1 ao Noroeste (Bauru)
(Paciência de Jó)


Mais uma vez o empate em condição
De inferioridade no gramado:
Eis que de fora um outro resultado
Vem premiar valente exibição.

Foi desta vez o jogo, ocasião
Ao Noroeste de Bauru, jogado,
Para prover-se reabilitado
Que em parte, o time em jeito de azarão.

Embalde as circunstâncias lá havidas
O travo não se tira deste evento,
Pois lá se vão ao todo onze partidas

Em que não temos de vitória alento:
Destarte a paciência das torcidas
De cotejo à de Jó induz intento.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/10/2008

0X0 ao Flamengo (Guarulhos)
(Vigor ferrenho)


Mesmo em rescaldo de idos mui recentes
De tantas más lembranças cujo fim
Coube bem aguardar, pois outrossim
De azares tais não somos indigentes,

Vimos voltar a campo ainda descrentes,
Pois pouco desde então se deu enfim,
Em prélio de Guarulhos no confim
Os nossos, das vitórias tão ausentes:

Que os mesmos, deles não se esperaria
Qualquer milagre, tão somente empenho
Hábil de nos valer nesta porfia

E tal se viu: em jogo de mau cenho
A nove reduzidos premiaria
Honroso empate o seu vigor ferrenho.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
16/10/2008


Decisão tardia

Já lá se foi o Só, que de mão dada
Com o seu grupo de tão fraco tino,
Com eles, mais o Brida juventino,
Por decisão que é certa, e demorada.

Foi-nos também mais meia temporada,
Em perdulário alvitre, oh, desatino,
Hábil de complicar-nos o destino
Para futuros ítens da jornada.

Resta sorver desta lição dorida
Algo de bom, a esta mesma grei
Que nos decide a sorte em sua lida

Para que doravante a mesma lei
Do mal pensar não seja repetida...
E fica a sugestão: Vilson Tadei!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/10/2008

0X1 ao XV de Piracicaba
(Mais do mesmo...até quando?)


A estupidez humana é limitada
Pelo intelecto, curto inda que seja,
Mesmo o dos tolos cuja mente almeja
Passar da vida por momento cada:

Assim estes devotam-se à jornada,
Que de tolices seu viver almeja,
Cheia de alvitres vãos, mas que os não seja
Carpir, se a dor algoz lhes é cobrada.

Aos nossos mandatários, todavia,
Compraz sofrer, frios, indiferentes,
E mais: de promover a apologia

Destes que mais ainda incompetentes
Mostram-se, a cada jogo, a cada dia!
Até quando? Afinal, andam contentes?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2008

1x1 ao Taquaritinga
(Indulto ao erro)


Nem vale a pena apor qualquer apenso
Sobre este vergonhoso empreendimento
Que da memória do conhecimento
Insta faltar em seu jaez imenso:

Não há qualquer juízo cujo tenço
Possa recompensar tal cumprimento
E urge então por bom discernimento
Prover único agir de justo senso.

Os cegos guias há de erradicar
Sem uma hesitação qualquer devida,
Pois há limites para se aceitar

Os erros cometidos nesta vida,
Até porque é burro mais de dar
Quem há de, a burros sua sã guarida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
(04/10/2008)


1x2 à Francana
(Em ditirambo estilo)


Ao crebo toque de um tarol sombrio,
Em ditirambo mote, enegrecido
Com ludro de cipestre fornecido
Pelo cantor da arenga, fugidio,

Segue este nosso grupo em pleno estio
De uma manhã de Franca, tão perdido
Que já de seu destino o fim devido
Pode-se imaginar, sem mui desvio.

À frente o condutor, mais cego ainda
Que os conduzidos, farta-se de errar
Nas ordens que transmite e não se finda

De quantas pífias mais justificar
À direção que manda e não deslinda
O que é tão fácil, vê-se, de mandar.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/09/2008

1x2 ao Botafogo (R.P.)
(The edge of reality)


Foi mais do mesmo em noite reprisado
Na qual de volta a casa, alternativo
Estádio, pouco instou de positivo
Do que de ver ao torcedor foi dado:

Um time fraco, de incapaz cuidado
No seu vulgar sistema defensivo
Que cede a qualquer clã mais ofensivo
Hábil de exigir-lhe algum vogado;

Medíocre, a linha média nada cria
E um ataque de tão pouco siso
Que mais parece ataque, mas de riso.

Por fim, o treinador que tudo via
Do que fez mal, inda se vangloria
Da bela exibição, em seu juízo...

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/09/2008

1x1 ao Catanduvense
(E lá vão cinco...)


E vão lá cinco jogos sem vitória,
O quinto, jogo insosso hoje jogado,
Em sucessão de muito escasso grado
Que nada enfim adita à nossa história.

Sabemos bem que insta em parca glória
Esta copa de núcleo esvaziado,
Porém para o futuro há de ser dado
Olhar, pois bem nos cabem na memória

 

Outras famosas pífias ocorridas
Quando a correr o time foi composto
Para atender do campeonato as lidas:

Este atual não nos parece imposto
Às batalhas que irão ser sucedidas
Em arenas de maior gládio oposto.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/09/2008


1x3 ao Rio Claro
(Adeus, liderança)


Parece-nos o que já parecia
Antes, mesmo se as coisas bem paravam
Que de aparências boas se mostravam
E pouco assim aos olhos carecia,

Pois quem melhor acutilava via
Que os outros times é que não andavam
E então destarte em falhas sobejavam
De cuja sorte o nosso se servia.

Bastou alguns se armarem por conjunto
De tênue ensejo, e logo apareceu
Da AFE o costumaz débil transunto:

Tão frágil estrutura quem lhe deu
De novo, há de pensar sobre este assunto
Por não viver o que antes já viveu.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 14/09/2008

Tempo de estruturar

Que resultados bons augúrios sejam
Qual o serão por costumeira usança,
Suprindo aos torcedores esperança
A vindouras ações que se antevejam.

Embalde este contexto, não se vejam
Sucessos de antemão, lauta pujança,
Hábeis de conceder, que na lembrança,
Prévios lauréis, parciais, inda sobejam:

De construir é tempo em base forte
O alicerce, em sustento irreversível
Capaz de estruturar com sério porte

O arcabouço do time cujo nível
Logrará de subir, até se exorte
Em adequado tempo, o mais possível.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 4 de setembro de 2008

2x0 ao Oeste (Itápolis)
4x0 ao Comercial (R.P.)

São duas lá partidas disputadas
De sítio alheio em emprestado ensejo
Contadas por vitórias, lauto almejo
Do torcedor nas metas colimadas

E assim de novo ficam renovadas
As esperanças por melhor cotejo,
Hábeis de congruir em benfazejo
Destino para as próximas jornadas:

 

Que seja então visado entrosamento
Do time nesta copa ao campeonato
Visando, por que ali esteja isento

De ajustes e de enxertos, não cordato
Jaez das outras vezes cujo evento
Não nos instou melhor desiderato.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro, 30 de julho de 2008


A musa em férias

Ausento-me de ti, estro inculcado
No apoio cibernético que veio
Dar pública expressão a meu paleio
Em metro condizente assim fincado

Para rever da terra onde fui nado
Saudosas sendas por que tanto anseio
Seguir de novo a passo cujo enleio
Só o pensar traz-me mais enleado.

Se condiçóes tiver de alheio dote
Por mãos de amigos lá oferecidas
Ao canto voltarei do mesmo mote.

Augúreos deixo e volições sentidas
Para que o nosso time se devote
Nesta copa a missões bem sucedidas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/07/2008

DOIS em UM referente a uma "Cascata" envolvendo o craque luso-brasileiro Deco

 

Deco na Ferroviária 

O Deco, artista assaz de fino trato
Da bola, no Europeu figura invária
De vulto ingente e pose mandatária
Sempre em seu apogeu de ser, cordato,

A Barcelona foi de forma autária,
Deixando o estágio atrás, eis, "ipso-facto",
Sabido agora é, firmar contrato
Com as cores grenás da Ferroviária.

Ainda tarda um pouco, está cansado,
A apresentar-se ao clube, de levar
Um time às costas, vai de férias, dado

Que é mesmo, de Cronaldos, de cansar
Da fama que do peso mais pesado
O fardo, o tempo todo carregar.

A "cascata"
 

Dizem que lá no fundo uma verdade
Traz o boato implícita consigo
E este conceito encerra muito antigo
Saber de gerações da humanidade:

Sinônimo talvez de uma inverdade,
Que isenta de induzir qualquer perigo
Insere-se a cascata, como digo
Do boato qual faceta sem idade.

Que simples queda d´água é mais decerto
Uma cascata aposta em tom brejeiro,
Capaz de produzir sorriso aberto

Nos lábios que, fugaz, de triste useiro
De maus humores, afinal por perto
Se veja do ardiloso cascateiro.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/06/2008


A volta de Edison Só

Regressa, a curto espaço assaz volvido,
De antigas lides, nosso comandante
Que de conquistas já nos pôs diante
Por molde a que jamais seja esquecido;

Porém ainda nos é bem revivido
O que demais recente se deu ante
O seu comando algo titubeante
Quando tudo ao final se fez perdido.

Ninguém contesta o supra-assinalado
Sem discorrer em voz de escasso siso,
Que oposta às evidências de seu grado,

Mas se, também de Lins, viesse aviso:
Vilson Tadei seria, contratado,
Uma melhor opção, a meu juízo.

   Antonio Carneiro (Bélier)
   V.N.Gaia - Portugal
   25/05/2008

4x1 ao Botafogo (R.P.)
  (Travosa goleada)

Travosa foi a goleada imposta,
Qual doce fruto deixa, por travar,
Na boca a sensação de mal estar
Quando, em apreciá-lo, se o desgosta.

Uma alegria dúbia, mal disposta,
Que favorece a dúvida ao deixar
De um grupo havido o de soslaio olhar
Para cujo porvir custa a resposta:

Mantê-lo todo não dá garantias,
Pois claras já vincou suas fraquezas
Por várias vezes em idas porfias;

O desmontá-lo é crer nas incertezas
Que sempre, ou quase, dão às tortas vias
Cheias de imponderáveis sutilezas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/05/2008

0x0 ao União São João (Araras)
  (Ave, Eder...)

Escasso ponto a modo escarmentado
De positivo foi o conseguido
Até então, nestas finais, que hão sido
Que o de pior podia ser pensado:

Valeu-nos, para tal, que foi barrado,
O Eder, onde muito instou sentido,
Em jogos, seu vigor esclarecido
Faltar, por parecer equivocado.

 

Consolidando assim sua presença
No último lugar do grupo inscrito
Onde se fez, por regular avença,

O nosso clube deixa assim escrito
Em página vulgar de má sentença
O seu percurso, a trôpego conflito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
01/05/2008


1x2 ao Santo André
(Malas desfeitas)


As malas da viagem aviadas
Com cuidadosa empresa às pretendidas
Estâncias a alcançar, hoje são tidas
De desfazer em vias apressadas:

Nada mudou, mas todas são mudadas,
As esperanças baldas convertidas,
Na realidade, em lágrimas sentidas
Que nossa mágoa exibem, derramadas.

Em escalão menor permanecemos,
Outra lição a estudar se junta
A tantas de que já nos esquecemos...

Neste contexto, a óbvia pergunta:
Quando será, enfim que entenderemos
Ser difícil juntar quem não se ajunta?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/04/2008

Mourinho na AFE?  

Aqui em Portugal é referência,
Dos treinadores o alvo, o cume, o céu;
Também na Inglaterra instou ciência
Hábil de lhe lograr áureo laurel;

Mas na AFE, se fosse tal fluência
Viável demonstrar em carrossel
De conquistas, então, por reverência
Eu bem lhe tiraria o meu chapéu.

Utópico jaez tal perspectiva,
Que desta é milionária estirpe a grei,
Por muito além de nossa expectativa,

Outro nome de há muito já citei
De quem se pode obter afirmativa
Gestão: o basilar Vilson Tadei.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
18/04/2008

Ao lado a opinião do Antonio Carneiro, o Bélier, 

sobre a sucessão de treinadores na AFE.

 

 

Vilson Tadei, meio-campista que teve projeção nos anos 80 jogando pelo Grêmio (RS), com passagens pelo Guarani, Coritiba, Vasco e Internacional, entre outros, atualmente dirige o Linense e como treinador, sempre foi uma pedra no sapato da Ferroviária.

José Mário dos Santos Mourinho Félix, treinador português vitorioso no FC do Porto, dirigiu o poderoso time do Chelsea, dando-lhe um título de campeão inglês em 2005, após 50 anos de jejum dos azuis, clube do poderoso bilionário russo Roman Abramovitch.


1x2 ao Santo André
 (O bombo da festa)


Em sorvedouro ignóbil de intenções
Alicerçadas mal nas estruturas,
Por vias de cruentas desventuras,
Vão fenecendo as nossa ilusões.

Carpindo as glebas más nas decisões
Das fracas hostes de suas molduras
Onde uma falsa imagem deu figuras
Agora expostas nas reais porções,

Arrasta tristemente a competência
Inócua, numa empresa assaz funesta
Ante a nossa pasmada impaciência,
    
A fechar um cortejo de que arresta
O ritmo, e de tal, por consequência,
No papel do infeliz bombo da festa.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/04/2008

0x2 ao União São João (Araras)
   (Noite de mau agouro)


Mal parco sono o vate concilia
Do umbral as hostes vêm, agras, torvá-lo:
De corvos se ouve coro que, ao grasná-lo
Anima um mocho lúgubre, que pia:

Turvo expressar na madrugada fria
Faz-se sentir e sonho por torná-lo
Infausto pesadelo, que em sonhá-lo
Uma tristeza atroz induz o dia.

Prenúncio tal da Fonte instou aviso
Na noite de leteia escuridade,
Do nosso time exibição funesta

Que o falaz treinador, com pouco siso
Urdiu, que já nos põe com brevidade
Nas cãs, se outra repete igual a esta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/04/2008

1x4 ao Botafogo (R.P.)
    (Presente de grego)


Foi de grego um presente, que ofertado
Do Botafogo pelo time em dia
De aniversário, eis parca regalia,
Que assim nos foi tão pouco regalado:

Nada deu certo, eis neste triste enfado
Entramos nas finais e não seria
O melhor de esperar nesta porfia
Tal que nos fora tão mal esperado.

 

Acreditar porém é necessário,
Que nos custe, depois da infausta luta
Para outro fado instar de teor vário

Em dias outros desta árdua labuta,
Pois inda pode advir, por corolário,
Algo melhor, de uma melhor conduta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2008

 


3x2 ao Bandeirante (Birigui)
(Cumprindo tabela)


Para cumprir tabela em Birigui
O time foi jogar já apurado
Para as finais, eis quando acidulado
Bem mais será o compromisso em si:

Meio relato não chegou aqui
Do jogo, por haver algo falhado
Na transmissão, que nos passou ao lado,
Em contexto de pouco frenesi.

Vencer, porém, deu-nos um bom moral,
Pondo em despromoção o Bandeirante,
Numa virada assaz excepcional.

O resultado assim foi importante
E resta agora unir para afinal
Lograr a A1: Ferroviária, avante!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal -
06/04/2008

0x0 ao Mogi-Mirim
   (Alegria! Estamos nas finais...)


Faltou o gol, mas não a alegria
Da classificação, embora houvesse
Um certo ceticismo, eis não coubesse
O mau pensar, até por teimosia.

Limitações porém há e seria
Leviano se dizer que não dissesse
Algo a temer a todos e lhes desse
Total certeza em tudo que se avia.

Estamos nas finais, e o resto afora,
Que adejem entre Zéfiros sonhados
Suaves, nossos sonhos por agora

Para depois então, que limitados,
Entremos para a decisiva hora
Rumo aos objetivos colimados.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/03/2008

2x0 à Portuguesa (Santos)
  ( Alívio )

Novo comando imposto, eis de contente
A vitória a sorrir, caminho aberto
À classificação, que é quase certo
Para as finais obter, rapidamente.

Preciso é porém se ter em mente
Que a meta a atingir não está perto,
Fincada em sítio hostil, assaz coberto
De nuvens da dificuldade ingente.

 

Há um tempo em que importa refletir
E este mostra estar bem refletido
Nas atuais nuances, por seguir

A firme passo e largo, convencido
De que pode este grupo conseguir
O que almeja, de há tanto perseguido.

   Antonio Carneiro (Bélier)
   V.N.Gaia - Portugal
   27/03/2008


0x2 ao América (S.J.Rio Preto)
(União, é preciso)

Denota-se uma derrocada ingente
Nesta reta final, e logo agora,
Oriunda de fatores que demora
Quem desta equipe está, da fase, à frente.

Esta derrota impõe-se contundente,
Que imposta por medíocre time, embora,
Cuja campanha é triste, portas fora,
Tenha sido a partida de ocorrente.

Algo vai mal, urge acudir comando
Por reunir o que vai desunido
Antes de o rumo se haver nefando:

Importa mais trazer-se o grupo unido,
Inda que à custa de aldravas, quando
Tudo vai ser por breve definido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2008

1x1 à Internacional (Limeira)
(Escusada luta)

A Inter de Limeira que foi já
De todos a primeira em vez passada
Da divisão maior, hoje abalada,
Fez-se rival em seu estádio lá.

Seria, esperava-se, alvará
Para vitória certa conquistada
Inda que em casa alheia, condenada
Há muito tempo a anfitriã está;

Mas a Ferroviária jogou mal,
O fácil em difícil convertendo
E a lógica de si não deu sinal.

Eis do recente o que estamos vendo:
A concorrência perto e ao final
Uma escusada luta acontecendo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/03/2008

1x1 ao Atlético (Sorocaba)
(Dos males...)


Na Fonte mais dois pontos são perdidos:
De seis são quatro então, em jogos dois;
Que falta não nos façam lá, depois,
Os somatórios sendo concluídos...

E louvemos ainda, que saídos
De um sufoco outra vez, e quase pois
É dizer-se aos atletas: "Por quem sois,
Que andais das fainas tão comprometidos?"

 

Mas há que referir, é necessário
Pontos amealhar, que faz-se igual
Ser primeiro ou oitavo, em corolário

De um regulamento que afinal
Deixa das decisões o itinerário
Distante desta fase, bem ou mal.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/03/2008

 


  2x2 ao Monte Azul
 (Senda nublada)


Em circunstâncias tais não se admite,
Que em casa já não se admitiria
Para quem vôos altos mais teria
Almejado, empatar, nem se acredite,

Se um grupo quer se ver de outros na elite
Em meio, pouco se acostumaria
A ver-se sufocado na porfia
Onde vantagem traz de amplo limite.

Faltou, mais uma vez, a confiança
Eclipsada afinal da timidez
A nublar-nos a senda da esperança:

Pensar grande é mister de bom jaez,
Do vencedor alvitre que o avança
Às metas alcançar, uma por vez.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/03/2008

2x1 ao Oeste (Itápolis)
(Sono em asas ufanas)

 
Tranqüilidade em hostes afeanas
Que se reflete a cada jogo enfim,
Conquanto vacilar tenhamos, sim,
De em certas fases menos espartanas.

Ontem, nas horas mudas lusitanas
Da madrugada, aqui, foi, outrossim,
O que foi dado perceber a mim,
Que o sono então hauri, de asas ufanas:

Vencemos outra vez em casa alheia
Numa caipora hostil muito acanhada
E penso que ninguém teria idéia,

Mesmo o mais otimista, que à jornada
Atual, lá no início, que esta veia
Estivesse tão bem a ser trilhada.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/03/2008

5x0 ao Olímpia
(Devaneio na Fonte)

Há muito tempo já que não se via
Uma tamanha exibição , vincada
De classe no jaez, nunca ofuscada
Pelo rival, de todo à revelia:

Foi de lavar a alma, de alegria
Plena, já muito pouco acostumada
A devaneios tais, e é tê-la instada
Em júbilos eivados de euforia!

 

Que seja este o marco carecido
A assinalar definitivamente
O concluir de um tempo tão sofrido,

Dealbando uma rota diferente
De conduzir capaz ao merecido
Contexto que de há tanto faz-se ausente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/03/2008


3x2 ao CAT
(Marcelo justiceiro)

"Pra variar", usemos de ironia,
De novo ele não se fez ausente,
Um companheiro nosso, contundente,
O sofrimento, ingrata companhia:

Instala-se na Fonte em cada dia
De jogo, e é vê-lo pleno e inclemente
De cada torcedor, indiferente,
Ao gesto infausto, na fisionomia.

Desta vez foi o CAT o visitante
E como os outros todos, dominado,
Faz-nos um gol, em distraído instante.

Do treinador, porém, a sorte ao lado
Alinha-se e o Marcelo é posto adiante
Para impor justiça ao resultado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/02/2008

1x1 ao Grêmio Catanduvense
 (Faltou confiança)


Mesmo à distância, vê-se que é patente
A falta de melhor coordenação,
Em corolário de uma afirmação
Que do time entretanto faz-se ausente.

Fizemos um a zero, a coerente
Jogo em período de definição,
Mas logo desistimos da ambição
Qual quem se desconsola de repente

 

E eis que, ao ceder campo ao inimigo,
Cresce este e nos espreme, quando havia
De oferecer-se a mal cuidado abrigo;

Assim, empata o jogo e ainda avia
Sufoco enorme e quase por castigo
Maior ainda, que nos arrepia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/02/2008

1x3 ao Santo André
(Ambição ao lugar)

Perdemos a batalha em Santo André
E nas colocações, em corolário,
As descidas, de cinco atrás, ao páreo
De outros nos coloca, bem ao pé.

A imposta tabela não nos é
Em nada favorável e bem vário
Será de próximos o itinerário
Os compromissos ao final até

 

Desta primeira etapa que, vencida,
Põe-nos a pleitear por prêmio instado
A promoção de há tanto já querida.

Não somos os melhores, foi provado:
Resta manter-nos sempre na corrida
De Catanduva ao fim deles ao lado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/02/2008


3x1 ao Comercial (R.P.)
Haja coração...


É sempre assim, na Fonte o sofrimento
Vinca todos os nossos compromissos,
Eis que temos setores muito omissos
Quando as coisas não têm bom andamento;

Conquanto aspecto mau de nunca isento,
Cumpre saudar triunfo, embalde enguiços,
Porém sem esquecer os alvoriços
Que não inspiram almejado alento.

O Campeonato é longo e a cada vez
Torna-se complicado mais, embora
Tenhamos saldo assaz de bom jaez:

Que tal vantagem não deitemos fora
E para tanto é de mais solidez
Cuidar nestas lacunas sem demora.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
16/02/2008

0x1 ao União São João
(Noite aziaga)

Aziaga noite, da Fortuna ausente,
Fracassa o time e perde outra nuance
De acessível jaez e vai-se a chance
De assumir o comando novamente.

Embalde a sorte imiga, não somente
Nela se busque algoz que abaixo lance
O anelo em cujo haver se afiance
Certa ambição que temos cá presente:

É que vemos passar inda mais fracos
Os outros, permeáveis, evasivos,
A pontos nos sorver por seus buracos!

E em casa não sejamos tão furtivos,
Ganhando os pontos todos sem cavacos,
Do Come-Ferro aos jogos sucessivos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/02/2008

0x0 ao Rio Branco
(Soube a pouco)


Foi atrevido pouco, assim foi dito,
O time ante um tigre desunhado
De Americama, em campo frequentado
Por gente escassa, com bem fraco grito,

Perdendo assim da boa chance o fito
De se afastar na liderança, a lado
De aproveitar do bom momento o grado
Há algum tempo já na sorte inscrito.

 

É mais porém um ponto ganho fora
De nossoa pagos, tal deve apontar-se,
Perdido o ensejo de ganhar, embora,

Que é longo o campeonato e de chegar-se
Ao alvo um ponto mais que é ganho agora
No fim pode pesar, quando o somar-se.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/02/2008


1x0 ao XV de Jaú
(Galo vencido, AFE à frente)

Depois de um intenso sofrimento,
Passamos pelo Galo da Comarca
Com uma exibição inda que parca,
Segundo nos chegou conhecimento;

Eis, o que vale é o sair isento
Deste outro adversário que nos marca
Por recente desdouro cuja zarca
Inda temos vincada em pensamento.

E vamos já na frente da corrida
Ao objetivo adrede colimado
De uma difícil vaga apetecida,

Hábil de nos trazer de volta o grado
De uma expressão tão grata e merecida
Que tanto enalteceu nosso passado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/02/2008

4x1 ao Botafogo R.P.
(Indômita epopéia)


Pela "Setenta e nove", eis de boléia
Que a "rádio da cidade" encadeou,
Nova vitória em campo alheio instou
De conhecer, indômita epopéia:

Pois, impusemos colossal taréia
Por quatro a um ao que se transformou
Em usual freguês e nos deixou
A louvos de euforia na platéia.

Do início mau, já nos recuperamos,
Mas é mister conter arroubos plenos
Para alcançar o alvo, porque vamos

Inda no início dos primos comenos
De uma missão difícil que, esperamos,
Seja vencida em todos os terrenos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/01/2008

1x0 ao São José
(Valeu o Éder)


Caiu a "Águia do vale", asas quebradas,
Pela Ferroviária ressurgida
De uma derrota ingrata concedida
Às hostes de um São Bento, tão mirradas;

E são as esperanças renovadas
Assim, de nossa insólita torcida
Cuja expressão magoada é tão sofrida
Quais mágoas foram tantas, já passadas:

 

Valeu-nos o goleiro, até que enfim,
Pois muito outros valeram contra nós:
No duro campeonato é mesmo assim...

E eis o "Bota-Ferro" logo após,
Não há paragens longas, outrossim
Em tal luta selvagem quão feroz.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/01/2008 


0x1 ao São Bento
(Colcha de retalhos)


Pior início que este não se instasse
Que era previsto, pelo que se houvera
Por esperar, pois que esperar pudera
Haver, num tal contexto se esperasse:

Eis que de um time fraco bem se ousasse
O recompor em condição severa,
O remendar se desse na quimera
De dar-lhe a força com que não contasse.

Juízo parco? Mal pensar? E agora?
Será possivel construir morada
Já quando dela se careça embora?

Convém lembrar que é curta esta jornada,
Os erros pagam-se de escassa mora
E o prantear depois não leva a nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/01/2008

O dealbar da empreitada
(venha o São Bento...)


De Sorocaba vem o adversário
Que receber nos cabe com respeito
E a cautela devida, que a despeito
Da crença em nosso haver por corolário

Da tradição e brio, o nosso erário
De um passado de glória por efeito
Que já nos deu de volta por direito
Algum louvor perdido em tempo vário.

Ânimo então e muita fé se instalem
Ao dealbar desta nova empreitada
Por que as idas conquistas bem se igualem

Em lídimo jaez pela jornada
Cujos caminhos percorrer nos valem
Os píncaros lograr da caminhada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/01/2008

O objeto misterioso

(absolvição do Linense)

Qual será este objeto cuja rota inverte
Da idéia nas cabeças desta dita honrada
Gente que julga em tribunal de tida alçada
Por competente e justa e em dias dois converte

A sentença que um réu condena e a reverte
Numa total absolvição por consagrada
Margem de decisão de seu jaez instada
Sem para tanto haver razão que isto acoberte?

Terá por dimensões arbítrio tão extenso
Que exceda os bons limites que a justiça obtém
Dos juízes que exercem seu melhor consenso

E os faça cegos quais, do bom juízo aquém
Para sorver da iniquidade o podre intenso?
É desditosa a pátria que tais filhos tem!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/11/2007


1x1 ao Linense
(O infausto bicho)


Incômodo elefente, infausto bicho
Que sempre empata nossa senda, embora
Nunca nos tenha arremetido fora:
Eis maldição, que talvez por capricho

Da tromba exale, qual de água esguicho
Que encharca a via e mais não se demora,
Estrago vil, a inopinada mora
Trazer às caminhadas, pau de espicho,

Porém que há de ser o que já dado
Soeu de ser e há de ser ainda,
Em picadeiro seu, ou emprestado,

Pois o animal terá decerto finda
A sua audácia enfim, domesticado,
Porque a final nos há de ser advinda.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
03/11/2007

3x0 ao Botafogo (R.P.)
(A pantera domada)


E eis o "cauteleiro" no caminho,
Por sorte nossa como adversário
E disto logo vem por corolário
Largo triunfo em casa do vizinho:

Faz da "pantera" um gato tão mansinho
Que o rabo encolhe em vias do cenário
Da luta e põe-se a defender, sectário
Do medo, em seu jaez curto, mesquinho.

Assim nos apuramos novamente
Entre os quatro primeiros da jornada
Para as semi-finais de consequente,

Como um time que somos, de chegada
Que às glórias vai tornando, irreverente,
De audácias pleno, em luminosa estrada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/10/2007 

2x0 ao Botafogo (R.P.)
(Alma corajosa) 


Viramos bem com dois à frente e agora
Para a segunda etapa é necessário
Manter tranquilidade em corolário
Desta vantagem que se fez, lá fora

Em Ribeirão porque afinal demora
Por acabar o jogo, outro cenário,
Tal é da Copa o regular sumário
Que ida e volta impõe por esta hora.

Eis, afinal, a exemplo do ano findo,
Entramos a ganhar em desvantagem,
Quando acabamos por vencer, subindo

A cada etapa, impondo em vassalagem,
Com brio, audaz vigor que aduz, e é vindo,
O vencedor, de alma com coragem.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/10/2007 


0x1 ao Linense
(Até sempre, Olivério)

 

Foi com imensa tristeza que soubemos, neste funesto dia em que deixaste o veículo físico, que tão sabiamente soubeste usar para nos conceder tantas alegrias, querido amigo, nosso ídolo maior.

Lembro-me ainda de nosso último encontro, em 2004, quando, já muito debilitado, e com a humildade que tanto te engrandecia, falavas de alguns episódios vividos ali mesmo, na gloriosa Fonte.

Como não existe morte em nenhum ponto do Universo, sei que continuarás a acompanhar-nos e serás mais um a iluminar o resplandescente caminho que ainda o nosso clube há de trilhar.

Hoje, enquanto pranteamos esta imensa mágoa, também no campo de jogo perdemos, com gol duvidoso, conquanto a classificação tenha sido obtida anteriormente.

Não me atrevo, estimado irmão, de pleitear no verso uma sincera homenagem à tua grandeza afeana. Eis que sinto-me pouco significante para fazê-lo. Para tanto, socorro-me do inexcedível vate da língua portuguesa, o grande Bocage, que para ti envia a seguinte mensagem:

Guilherme Bonini/Tribuna Impressa de Araraquara/Arquivo

"Neste dia em que o véu mortal despiste,
Dias eternos te confere a Sorte.
Se longe do universo errado, e triste,
Triunfa teu espírito fulgente,
Imortal entre nós teu nome existe."

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/10/2007

 


5x2 ao Guaratinguetá
(Rumo ao bi...) 


Embalde maus presságios que lá vão
E fiquem longe, bem assim se faça,
Vencemos com vigor e muita raça
Por gáudio imenso em cada coração.

Vivos estamos na competição,
A liderar o grupo e já nos passa
A idéia de outra vez ganhar a taça,
De mesmo escopo em bi-áurea missão.

Requer-se, todavia, que saibamos
Gerir esta euforia a siso pleno,
Pois falhas há, delas não esqueçamos:

De seu cuidar, âmbito mais ameno
Há de surgir para que prossigamos
Em busca de um porvir amplo e sereno.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2007

2x0 ao Atlético (Sorocaba)
(Alegria de volta à Fonte)


A alegria voltou em tarde amena
E todos nós saudamos sua vinda,
Da Fonte ausente há algum tempo ainda,
Que é sempre tão suave, tão serena;

Porém o sofrimento apôs-se em cena
Como é mister soer porque não finda
De a defesa manter-se na berlinda,
Sempre que é exigida de vez plena.

O talento valeu, que assim se faz
De bom jaez a qualidade instada,
Do Robson, que se firma e é capaz

De afirmá-la nos passos da jornada,
Revigorando assim o sonho audaz
De a façanha alcançar, já alcançada.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/10/2007

1x3 ao Atlético (Sorocaba)
(Derrota em jogo ganho)


Até que por começo a esperança
Ergueu seu lume claro e promissor,
Mas a promessa não se fez impor,
Que nos faltou audácia e confiança

E da concentração a pouca usança
Instou falhanços mais cujo teor
Caro se paga de maior valor
Quão menos se lhe empenhem a fiança:

Assim perdemos outra vez, depois
De ter na mão o pássaro aturdido:
Ora, vós de meu time , por quem sois?

Parece que haveis apetecido
A não vencer quando venceis já, pois
O jogo não venceis, que está vencido!


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/09/2007


1X0 ao Guaratinguetá
(Fundada determinação)


Com garra e sacrifício, assim se ganha,
E audaz vontade, em busca devotada
De o triunfo alcançar em jogo cada,
Seja qual for, que a outros nos oponha.

Em Guaratinguetá deu-se a façanha
Por poucos mais prevista ou esperada,
A mostrar que a dificuldade é nada
Quando a fé na vontade se componha.

Alento então maior se dê agora,
Pois inda temos farta ocasião
Para seguir o rumo em boa hora

E alcançar de novo o galardão,
Porque é provado: nada se deplora
Quando é fundada a determinação.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007

Ah, Camões!
(2X2 ao Linense)


Ah, meu time insensato! Assim deixaste
Quem não deixara o jogo de vencer-te,
Que empate é em derrota o converter-te,
Tão asinha a vitória desprezaste!

Como já para sempre te apartaste
Do triunfo, apressando de perder-te?
Os árbitros puderam defender-te
Que não visses que tanto me magoaste?

Nem falar, se tentasse, da má sorte
Me deixas que tão cedo o desencanto
Em mim e na torcida consentiste!

Oh, céus! Oh, dor! Oh, mais que nos conforte!
Que pena mais sentir que valha tanto
Qual esta de deixar-nos sempre triste?

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007


E.T. 

O verso 7 de ambos os poemas alude ao mesmo significado, ressalvando-se as duas situações: 

O mar pode evitar que soubesses como me magoaste, no soneto de Camões, assim como: 

Os árbitros puderam evitar que soubesses como me magoaste ( a mim, no meu soneto). 

Isto numa alusão ao que já é costume: os árbitros sempre a roubar-nos.

Antes que alguma crítica se faça, esclareço que a aparente incongruência de meu último verso, no qual o final epíteto é singularizado, explica-se por tomar-me eu como o portador a representar toda a tristeza que ultimamente toda a massa grená experimenta.

 

3X3 ao União
(Reação)


De grande efeito a enorme reação
Em jogo hostil, de nosso grupo ousado
E o time assim está classificado
Para outra fase da competição.

Fez-nos lembrar com lídima emoção
Os grandes feitos áureos do passado,
Que não se possa dar por olvidado
O que a princípio se passou então:

É que não pode ser decerto aceito
Levar três gols por falhas clamorosas
Como já tantos outros nos têm feito.

O brio impôs missão que outras airosas,
Porém rever o que não está direito
Urge, antes de as termos mais gravosas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/09/2007

0X1 ao Botafogo (R.P.)
(Nau à deriva?)


Em noite negra,de maus resultados
Plena, também nos coube o dissabor
De ver, mais uma vez, parcos de alvor,
Do nosso time, os cuidos mal cuidados.

Eis que assim muito mal vão nossos fados:
Nem mesmo em nossa casa dá penhor
Este grupo por alvos de valor
Que, com sucesso os ganhe, colimados.

Antes de o Botafogo ter vencido
Este outro jogo enfim, que nos derrota,
Vence-nos mais a falta de sentido

Que entre os dirigentes se denota
Para traçar rumo estabelecido
Com sensatez por quem conheça a rota.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/09/2007


0X0 ao Sertãozinho
(Audácia pouca)
 

De alheios pagos é trazer decerto
Um ponto positivo bom proveito,
Algo que em parte deixa satisfeito
Quem o consegue, seja longe ou perto:
 

Chega a ser arma de jaez coberto
Por estudada tática e é jeitoso
Da italiana escola o proveitoso
Colher, que tanto já ganhou, por certo;
 

Porém para o empate é covardia
Jogar, contra o lanterna da tabela,
Que nada quer tirar dessa porfia.
 

Uma atitude tal não dá chancela
Ao que vôos mais altos desafia
E mantém-se em baixios, à cautela.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/08/2007

3X1 ao XV de Piracicaba

[Teo(rema) bem aplicado]

 

No futebol também a Matemática

Aplica-se, e tal se viu com grado

Na noite em que na Fonte fez-se ousado

O nosso time por mostrar na prática

 

Que quando um teorema em didática

Conveniente faz-se demonstrado

Com raciocínio pleno e organizado

Flui bem, como no jogo a boa tática.

 

Foi Teo o competente professor

A organizar no campo o grupo inteiro

Que percebeu da cátedra o teor

 

E de seu uso há de fazer-se useiro

Para ordem na casa recompor

A tempo de torná-lo rotineiro.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

26/08/2007

2X4 ao Catanduvense

(Decepção)  

 

O que preocupa mais por esta parte

A derrota não é, em si, também

As pífias dos zagueiros que a ninguém

Convencem, pois lhes falta engenho e arte;

 

Deste torneio não será, destarte

Objetivo maior senão além

De a final colimar que dá por bem

Um prêmio que se entre dois reparte:

 

Preocupa sim, que não haja, de base

Um plano definido que sustente

A formação contínua de valores,

 

Hábil de conservar em qualquer fase

Um padrão de jaez independente

Não sujeito do azar aos maus pendores.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

21/08/2007


0X0 ao Mogi-Mirim

(Desvios perigosos) 

                    

Dois pontos foram mais, jogando em casa

Para a corda do sino, assim se afirma

Por estas plagas cá, não se confirma

De último campeão a nossa gaza.

 

Nada enfim para já que nos compraza,

Pois sabe-se que o grupo não se firma,

Num contexto que as falhas reafirma

Do time, e as virtudes não transvaza.

 

Este campo de ensaio, todavia,

A novos e exigentes desafios

Cultivado não é, à revelia

 

Do bom senso afinal, e tais desvios

Podem nos afastar da reta via

À divisão maior de nossos brios.

              

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

12/8/2007

1X2 ao União São João

 

Qualquer desculpa, é certo, não se aplica,

Que justifique este resultado:

Perdemos outra vez, assim se explica

E o torcedor fica "entupigaitado".

 

O palco foi Araras dessa "trica"

Na qual o futebol apresentado,

Da platéia deixou, assaz "nanica",

O humor inda mais "arreliado".

 

O goleiro falhou-nos outra vez,

Que é guarda-redes nesta terra lusa,

Deu "água pela barba", insensatez,

 

Em nossa vã defesa, e tão confusa;

Meio campo não houve e, bem soez,

A "linha" ainda mostrou-se mais obtusa.

 

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 5/8/2007

2X2 ao Botafogo R.P.

(A Copa F.P.F. e o Futuro)

 

O Bota-Ferro instou-se por evento

De honesta disputa, e convincente,

Conquanto seja a todos evidente

A carencia dos clubes no momento.

 

Esta Copa, é preciso ter-se intento,

Desprezada não pode ser da gente

Que aspira a algo mais, se é ciente

Das sendas a que alvitra seguimenrto:

 

Para ajustar os times também serve,

Senão formá-los, para o Campeonato,

Que melhor sorte este lhes reserve.

 

Olhai, pois, que mandais, para este fato

Por que o futuro pouco não preserve

De suster nosso mor desiderato.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

02/08/2007 

Obs. Entenda-se os termos assinalados entre aspas como gírias ou calões, com os seguintes significados:

 Entupigaitado: perplexo; Trica: briga de gente fraca; Nanica: ínfima; Arreliado: indisposto; Água pela barba: desespero; Linha: conjunto de atacantes num jogo de futebol


1X2 ao XV de Piracicaba

(Síndrome do XV ou má gestão?)

 

De oeste em Santa Bárbara, emprestada

Casa do Quinze de Piracicaba,

A síndrome que afeta, não acaba,

O time, do rival, a jogo cada;

 

Porém, mesmo de longe, a coisa olhada

Melhor, nos dá visão que não se aldraba,

Mais real, mais concreta, a qual não gaba

Quem compete gerir nossa jornada:

 

Eis, depois que o Dinei se foi embora,

Bom outro matador nós não tivemos

De que ausencia o Renato dava escora.

 

Esta saiu, e o Mauro, enfraquecemos

No ataque e na defesa: Já agora

Há que repor a força que perdemos.

                  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 22/07/2007

AFE 3X2 CATANDUVENSE

(Ares de desafogo...)

 

Entramos a ganhar, é bom sinal,

Na Copa da Federação Paulista,

Prenúncio já, talvez, de outra conquista

Que tanto merecemos, afinal;

 

E o prélio foi em Jaboticabal

Por pena imposta de modo intriguista

A quem de vítima, na ação sofista,

Tornou-se em réu, escandalo arbitral,

 

Mas o melhor, ao longe faço idéia

Pelo que li, que ouvir não pude, o jogo

È que o Renato teve a vaga cheia:

 

O Robson chegou, tomou-lhe arrogo,

Enchendo os olhos de toda a platéia,

O que nos dá ares de desafogo.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 15/07/2007

Rumo ao bi 

A Copa volta, da Federação
Ao ambito de nosso alvitre instada
E eis, de novo ao sofrimento cada
Um torcedor se entrega, na ambição

De outro sucesso mais, que é campeão
O nosso time, da edição passada
E é justo sempre ver-se renovada
A alegre etapa já vivida, então.

O time é outro, algo foi-se embora
Na migração de atletas, que é normal
Nas fases de defeso, mundo afora.

Melhor se faça, para que afinal
Do bi no passo, antes como agora,
Caminhe, firme, e aa A1, meta final.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/07/2007


A Ferroviária em Portugal

Passava-se o ano de 2000, estava eu em Lisboa, exatamenrte na Praça da Figueira, quando por acaso, a título de uma informação de que necessitava naquela cidade, acabei por estabelecer diálogo com um senhor, "alfacinha", como se diz dos nativos locais. Para minha surpresa, era um conhecedor profundo do futebol brasileiro, que admirava deveras. 

E mais surpreso fiquei ao perceber que o novo amigo conhecia a Ferroviária, pois a havia visto jogar em Lisboa, em 1960 e então me perguntava por que não se sabia mais nada aqui sobre a mesma. Escusado é dizer que passei o resto do dia em conversa com o cidadão, tentando explicar-lhe as razões do "desaparecimento" do noticiário daquele time que tanto encantara os portugueses, quando aqui se apresentou.

Deste diálogo, originou-se o poema que abaixo transcrevo, feito em homenagem à gloriosa Associação Ferroviária de Esportes, que, praza aos céus, há de estar de volta muito em breve aos noticiários internacionais.


À ASSOCIAÇÃO FERROVIÁRIA DE ESPORTES
de Antonio Carneiro (Bélier) - Um imigrante brasileiro, torcedor da A.F.E., em terras lusas.

INTRODUÇÃO
 

De outono algoz domingo o sol aquece
O lar querido e vem na tarde amena
À Fonte, onde deveras se entristece
Do amado clube ao ver tragédia plena.
Amargurado, esconde-se, esmaece,
Bradando aos céus, inolvidável cena:
"Aqui não moro mais, ninguém me ampara!"
E desce a treva sobre Araraquara.

I

 

Eu conheci nos tempos de criança,
Quando dos sonhos mil as cenas via
Nas brumas da mais sólida esperança
Um time que de encanto olhos enchia
De quem o visse, tal que na lembrança,
Jogar, o seu jogar permanecia.
E assim ficou famoso em toda a parte
Onde da bola se adejava a arte.

II

Era de longe, milhas afastadas
Do sítio onde eu morava, mas decerto
Assiduamente o tinha nas jornadas
Que, memoráveis, me falavam certo
Por ondas tropicais, rádio-captadas,
O longe assim tornando sempre perto.
Adepto então me fiz de pleno ensejo
De outros sempre em vantagem no cotejo.

III

Foi época do esporte memorável
No meu torrão querido esta que aponto
Em que com desempenho formidável
O mundo conquistou, de amplo confronto
A seleção, bi-campeã notável
Que fez o futebol de fadas conto:
Inexcedível tal o seu fascínio
Que todos os demais pôs em declínio.

IV

Os astros da pelota em grandes montras
Brilhavam no apogeu intensamente
Pelos estádios onde prós e contras
Lançavam-se com garbo condizente;
Do reino mundial a dar demonstras
Que o pleno poderio é lá presente:
O espetáculo que fez regalo
De quem pode de perto observá-lo.

V

E ali então no meio desta jaça
Inexcedível que ficou na história
Do esporte-rei, ao mundo erguendo a taça
Em cena assaz presente na memória,
Que o time de que falo, ar de chalaça,
Impôs-se com insuperável glória
E só não foi dos píncaros primeiro
Por não ter influência nem dinheiro.

VI

Transpôs limites nacionais a classe
Com que requinte dava à sua arte,
Mostrando a quem o visse ou enfrentasse
Ápice de valor que assim destarte
A mais alto jaez se consagrasse
O nosso futebol em toda a parte:
Imagem que ficou, inda lembrada
De tantos a quem foi apresentada.

VII

Disto dou testemunho hoje concreto
Quando me ausento por labor instado
E venho à pátria mãe onde é dileto
Dos brasileiros que aqui têm estado
O recordar, cheio de amor e afeto,
E glória que aqui tenham conquistado;
Assim a comprovar que na memória
Ficou daquela equipe e bela história.

VIII

"_ Ó gajo! És da Ferroviária, eu sei:
Vi-vos aqui jogar lá no Restelo,
De vosso futebol tanto gostei
Que ao Alvalade fui tornar a vê-lo:
À Luz não pude ir, mas toda a grei
Quedou-se a vosso grupo de dizê-lo
Hábil ao definir no trato à bola
Padrão de jogo de fazer escola.

IX

Até nas Antas, onde não vencia
Há muito tempo algum adversário
Foi lá jogar teu time e conseguia
Do Porto sobejar aprumo vário
Num jogo memorável que viria
A ter interessante corolário:
A taça que era ali então mantida
Foi aos de Araraquara oferecida.

X

E soube mais, que além o mundo andastes
A levantar de vosso povo a fama
Ainda mais, que tanto conquistastes
Em sítios cuja glória se proclama
Qual sempre e hoje também por cá deixastes
A voz unânime que a grei exclama:
Eis do país irmão soberba gente
Que arte do futebol pratica, ingente.

XI

Explica então, porém do que sabemos
Por mídia do que vos aconteceu,
Pois pelos poucos que nós entendemos
Muito de vossa glória esmaeceu
Por quem, ouvimos, mas não conhecemos
Vos tem ultrapassado e arremeteu
Aos últimos lugares da tabela
Do campeonato, qual nos chega à tela.

XII

Mogi, Araçatuba e outros mais
Que cá não conhecemos mas valia
Terão, pelo que lemos, e jamais, 
Tanta que então uma sequer porfia
Levá-los de vencida o consigais
Da disputa como vos competia:
Posto que a fama vossa impõe haver
Necessário por brio de manter,

XIII

Terão estas equipes tal valor
Em campos de contendas conquistado
Que opróbrio assaz ingente vos impor
Seja delas o corriqueiro fado
Ou tanto se ofuscou o tal fulgor
Grado das culminâncias do passado
Que hoje de abrolhos na ingrata via
O vosso andar acaba e principia?"

XIV

Entristecido, ouvi do lusitano
Que ama o futebol e o prestigia
Como qualquer de nós, em mesmo plano,
Pois cá também jamais se principia
Qualquer conversa em todo extenso ano
Sem o desejo assaz e a alegria
De discutir do esporte preferido
A comentar o clube mais querido.

XV

Então contei-lhe sobre anos além
Após aquela equipe que adulara
Como tantas formamos e também
Dos seus artistas que de estirpe rara
Da bola se lançaram qual ninguém
À glória, a sublimar Araraquara;
Celeiro memorável onde instava
De jogadores que ao Brasil mostrava.

XVI

Disse do nosso time memorável
Que em sessenta e nove foi terceiro
No campeonato por teor instável
Das arbitragens, como era soeiro;
Da taça dos invictos, formidável
Êxito que nos fez impor primeiro
Ante outros poderosos que decerto
De nosso andar quiseram chegar perto.

XVII

E do respeito que sempre imputava
A nossa AFE ao visitar terrenos
Alheios, onde só se comentava
Como árduos seriam, pouco amenos
Os jogos contra nós e se apontava
Em jeito de humildade em tais comenos: 
"_Ora, que se empatarmos já seria
Um resultado que bem serviria."

XVIII

Porém os anos foram se passando
E o futebol também se transformou:
Novas idéias plenas, se lançando
De maus anelos e tal fomentou
Dos dirigentes de quem cobiçando
A fama antes só sua, cobiçou
E esta cobiça atroz foi conselheira
De agouro mau, terível companheira.

XIX

A cartolagem, como lá se fala,
Criou critérios hábeis de fazer
Perpetuar-se em ampla, longa escala,
Em postos de prestígioe assim poder
Dispor dúbios conceitos a dar pala
De alguns a seu jaez favorecer:
Não fora o paraíso aquela terra
Da vil politicagem que ali berra.

XX

Fizeram grupos novos, divisões,
Séries a situar no mesmo plano
Tanto os que conquistaram escalões
Com lutas e valores, ano a ano
Como outros, convidados, rufiões
De alheias plagas, a anelo profano
Que faz de igual valer o conquistado
Ao que de iníquo ensejo seja instado.

XXI

E assim os dirigentes se fizeram
Perpetuar nos cargos, na permuta
De votos por favores que apuseram
Da iniquidade o prêmio de quem luta
Por digno merecer e compuseram
A fórmula odiosa da disputa
Hoje capaz de impor o Araçatuba
Na divisão maior, que lá não suba.

XXII

Disvirtuar também neste cenário
Vieram grupos fortes, financeiros,
Que times fabricaram, corolário,
Com seus prestígios, com os seus dinheiros.
Criou-se imagem do clube-empresário
Capaz de se instalar entre os primeiros
Sem sequer um atleta possuir
Que nesta fama o faça prosseguir.

XXIII

Falidos clubes formam times fortes
De alheias fontes o recurso instando
E nesta guerra infame impõem sortes
Aos que tentam vitórias trabalhando,
Da honestidade impondo contrafortes
Que limitam de meios o seu mando:
Eis, é melhor viver de frente erguida
Que de vergonha vê-la empedernida.

XXIV

E nisto, caro amigo lusitano,
Nisto temos orgulho de o dizer,
O nosso clube é forte, é de bom plano
E sempre faz cumprir o bom dever:
Jamais se apôs vulgar e doidivano,
Modelo é de cumprir, de proceder,
E este cartaz maior tem hoje em dia
Que outros não podem ter, em maioria.

XXV

Mas tudo enfim, de si não justifica
A desastrosa ação de nosso time
Que por três anos já não se abdica
De mal acompanhar quem não se exime
Aos últimos lugares, não se explica
Que a Ferroviária assim colime
De não ser rebaixada única meta,
Aspiração ridícula e discreta.

XXVI

Dizem até que o sol, qual reza a lenda
Que em Araraquara faz morada
E em tardes de domingo vinha à senda
Do campo apreciar cada jornada,
Fez-se de ausente da nobre vivenda,
Pondo-se atrás, sutil, de núvem cada
E o sítio ensolarado de outras eras
Hoje é de sombras pleno assaz, deveras.

XXVII

Queira porém, prezado companheiro,
Por o que vou dizer em sua agenda:
Imbuídos seremos tempo inteiro
De regressar à elite e assim se entenda
Que já de próximo lugar cimeiro
A disputar, cuja melhor contenda
A cada prélio faça merecida
Mui breve a ascensão apetecida

XXVIII

Então em Portugal e em toda a parte
Onde se fez famosa a nossa escola
Dirão a uma voz: É bom destarte
Saber que no país dos reis da bola
Ressurge, Fenix qual, e se reparte
Em brilhos ainda mais de intensa tola
Que antes, a Asociação Ferroviária
Famosa, ingente, extraordinária.

Obs.: Refira-se, uma vez mais, que este poema foi escrito há sete anos atrás, exatamente em julho de 2000, ocasião em que a situação de nosso clube era bem menos conseguida do que atualmente, quando podemos dizer que há um trabalho sério em desenvolvimento, do qual estamos a colher os primeiros resultados, bem expressos na conquista da Copa da FPF e da ascensão à série A2, de recente obtidas.

Antonio Carneiro (Bélier) - V.N.Gaia - Portugal - 17/06/2007


0X0 ao Olímpia
(Aleluia! Subimos à A2)

 

Conquanto um certo travo de amargura
Viesse junto, após o resultado
Que acaba pondo o oitavo colocado
A pleitear do título a ventura,

Há que alegrar-se a malta nesta altura,
Após dez anos de inditoso fado,
Pois afinal o alvo colimado
Foi atingido com muita bravura:

De parabéns os nossos dirigentes,
A brava equipe em todas as porfias
Que hoje nos deixam todos tão contentes.

Volta, Ferroviária, às mesmas vias,
Caminho para as glórias contundentes
Que já te sublimaram noutros dias.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/05/2007


À vitória!

O empate chega, mas, que assim, não basta,
A iniquidade vence, é uma vergonha
Que um regulamento injusto imponha
O não vencer esta lide nefasta;

Porém ação de crítica tão vasta
Disto se fez, que mais opor se oponha
O não dizer: domingo se reponha
Luz de razão que a treva hoje devasta:

Joguemos por vencer, por esmagá-lo,
O que perder não soube em seu reduto,
Covarde anfitrião, espúreo galo,

Para seguir depois, de resoluto
Passo, às finais, este o melhor regalo
Desta campanha: O êxito absoluto!

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  19/05/2007

Ao Elefante
    (Pela vaga, já)


É duro de esperar pelo que ganho
Já foi, e de ganhar há de outra vez
Lutar-se de feroz, insensatez
De injusto grau e colossal tamanho;

Mas não há volta a dar, inda que estranho
Se entenda este alvitrar cujo jaez
Os maus só favorece, inibe a vez
De os bons mais apurar, fito tacanho.

A Lins então, vamos vencer primeiro,
Por garantir a vaga, antecipada
E claramente de justiça instada,

O elefante, ao próprio picadeiro,
Que, tonto assaz, em desespero inteiro
Pouco há de opor e não assusta nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/05/2007

0X0 ao XV
  Justiça Ritual


Órfão do árbitro neste cotejo,
Que foi seu pai e mãe no anterior,
Viu-se o "Nhô Quin" mostrar pouco valor,
Do arrimo assim privado, no ensejo:

Vem todo retrancado e não tem pejo
De o anti-jogo praticar, sem cor,
Sem brilho, sem destaques, sem pudor
Para alcançar de empate o seu almejo;

 

Mas arte e perspicácia, além do apito
Amigo, não tivemos, como sói
De ser a nossa sina e o árduo fito

Por colimar persiste e mais nos mói
A ânsia por justiça cujo rito
O grito inda à garganta nos obstrói.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 13/05/2007


Reação às injustiças

Lá em Olímpia nós fomos roubados,
Em nossa casa, não nos favorecem
E em Piracicaba então fenecem
Com nosso esforço por todos os lados:

Querem tirar-nos por atos ousados
O que ganhamos já, eles se esquecem,
E na ambígua disputa só aparecem
De isentos mediadores disfarçados.

Gente afeana, que esperamos mais?
À Fonte no domingo aos borbotões,
A pressionar o bando de chacais,

Com gritos, ameaças, palavrões,
Sem agredir ninguém, que isto é demais
E pode lhes justificar ações.

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  06/05/2007

1X2 ao XV de Piracicaba
 (O plano da gatunagem)

Fez falta, sim, o Mauro nesta lida,
Mais falta fez um árbitro decente
Que um jogador não nos fizesse ausente
Logo com seis minutos da partida;

E mesmo assim, heróica em campo, olvida
A equipe, a gatunagem, põe-se à frente,
Iguala o jogo e mais não faz somente,
Que o rato hostil do apito a intimida.

O empate estava quase assegurado,
Quando o Renato errou, pois é humano,
Ele que tanto nos tem acertado.

Somos primeiro, é mínimo este dano,
Mas urge obter dos árbitros o plano
Que os outros têm, de tê-los a seu lado...

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia - Portugal
     06/05/2007

3X1 ao Linense
 (Elefante vira coelho)


Na Fonte arma-se o circo, em noite plena
E o elefante sobe ao picadeiro:
De alvitre "fausto" armado dá, primeiro,
Impressão à platéia pouco amena,

Porém Renato, o mágico, entra em cena
E em coelho transforma por inteiro
O paquiderme, em gesto mui ligeiro,
Que logo a gente põe já mais serena.

 

Pós intervalo, Fábio, o trapezista,
Em vôo de cabeça empolga a taba
E o paciente Jó, equilibrista,

Co'a folga toda do elefante acaba.
Finda a função, outra se faz prevista
De brilho igual para Piracicaba.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
03/05/2007

E.T.: Inspiração da madrugada, pois a partida terminou às duas e meia da "matina", aqui em Portugal.


3X2 ao Olímpia
(Impróprio para cardíacos)


Um jogo impróprio para as coronárias
De quem delas padece, um jogo intenso
Que o torcedor deveras deixou tenso
No curso de suas etapas várias:

Renato impõe às hostes adversárias,
Logo no início o seu talento imenso
Com seus dois gols e isto dá pretenso
Jaez de que as vantagens são plenárias.

Recua o time, cresce o oponente,
O árbitro ladrão faz sua parte:
Já não ganhamos, torna-se iminente,

Mas eis que inda nos sobra engenho e arte
Para vencer: É Deus quem tal consente
Ao ver tanta injustiça a nós, destarte.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

29/04/2007

Realidade empedernida
(Avante AFE - ao Olímpia)


Não fora a realidade empedernida,
Seria uma anedota, até com graça:
O primeiro, que  o doze pontos passa
Com o oitavo vai jogar partida

A zero igual, nuance descabida
Que exalta os maus, os bons só embaraça,
Política nojenta, vil morraça,
Imbróglio de injustiça concebida!

Avante, Ferroviária, a Olímpia é dado
Vencer o adversário e a escumalha
De novo, que nos tanto tem roubado,

Provando assim, portanto, e Deus nos valha
Da íntegra, por tê-la a nosso lado,
A justiça divina, esta não falha.

       Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 25/04/2007

5X0 ao Mauaense
     (Soberba iniquidade)


De Angola à França, de Andes aos Urais,
Do mundo inteiro em qualquer campeonato
O vencedor se apura pelo fato
De ter que os outros todos pontos mais:

Só no Brasil, que eu saiba, adicionais
Provas se impõem, para o desiderato
Comum, ao que o já alcançou, ingrato
Prêmio aos que perderam, seus rivais.

 

Hoje vencemos bem o Mauaense
Num jogo sem valor, que em realidade
Nada de novo impõe, não nos convence

E qual no ano atrás, eis a verdade:
A causa ganha está, mas não pertence
Ao que a ganhou, soberba iniquidade!

        Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  22/04/2007


  3X3 ao Votoraty
    [Campeã (ainda) não reconhecida...]

Mais uma vez ganhamos "ipso facto",
Ao conceder no fim de jogo empate
Para o nosso adversário, o Votoraty,
Inda antes de findar o campeonato,

Mas o critério é outro, não sensato,
Pois favorece o que pior se bate,
Ao dar-lhe chance de um novo combate
Por chegar ao comum desiderato.

É regra apócrifa esta que se aplica
Para torcer dos fatos a verdade,
Que num cenário honesto não se explica,

Exemplo insólito da iniquidade
A que a politicagem se dedica
No âmbito de sua autoridade.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/04/2007

3X0 ao Araçatuba
     (Parabéns, A.F.E....)

 

Foi sem jogar que, por inadimplente,

O Araçatuba os jogos tem perdido

Todos de igual placar sempre vencido,

Folgamos a vencer, de consequente,

 

Mas hoje o referir mais eloquente

Deve-se à data de teor sentido

Por afeanos mil, distribuído

Cenário ao mundo inteiro, massa ingente:

 

Hoje se comemora o aniversário

Desta entidade assim tão estimada

Que tanto nos compraz, por corolário:

 

Cincoenta e sete são, da caminhada,

Anos profícuos, contas de um rosário

A ornar-lhe a fronte, em glórias consagrada.
    

Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  12/04/2007 

1X1 ao Linense
  (Elefante indigesto...)


Pelo mais curto e gélido canal
Do F.I. o aviso chega para o vate
De um gol sofrido ao fim  de árduo embate,
Pois da Cultura hoje, nem sinal:
 

Dos males, o menor, pois afinal,
Perde o seu jogo o XV e o Votoraty
Em seus pagos também cede o empate
E na tabela tudo fica igual.

 

Vantagem é, de ser primeiro, agora,
Pouca, destarte se insta, nesta fase,
Antes cuidar da outra, sem demora,
 

Pois ela não decide nada, quase:
Quem ganha já, não leva, e mais deplora
Depois, para dizê-lo temos base...
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/04/2007


Ao Linense
(Poupando as forças e o Renato...)

Voltam-se agora as atenções devidas
Para o Linense, de memórias vivas
A passado recente, e mais furtivas
A recordar ações bem sucedidas

Ou mal, talvez algumas, menos tidas
De bom lembrar, mas que hão de relativas
Haurir desta peleja perspectivas,
Pois assim são nas circunstâncias sidas:

É que esta etapa prima está lograda
E é preciso evitar as confusões
Para lograr também a meta instada:

Joguemos sério, sim, mas sem pressões,
Poupando as forças com certa dosada
E o Renato para as decisões.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/04/2007

2X1 ao Monte Azul
    (Bem gerir para bom futuro)


Tranquilidade em hostes afeanas
Para sossego de toda a galera
Que já da nova fase o curso espera
Por expandir-se em vias mais ufanas:

Em Monte Azul segundo sendas planas
Vencemos com imposição não mera
E em plagas nossas, sábado quimera
Do Olímpia a mesma sorte haurir, lianas.

Testar alternativas, bem gerir
Cartões, poupar atletas importantes
Quando assim o bom senso conferir

São alguns dos aspectos relevantes
Que, junto a ourtros, podem auferir
De igual jaez, as loas triunfantes.

  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

24/03/2007

4X1 ao Primavera

(Olhar mais adiante...)

Dobrou-se à classe afeana o Primavera,
Por quatro gols vergado, insofismável
Nosso ascendente a impor-se, irrefutável
A um fraco adversário, e mal não era.

Já no domingo o Monte Azul espera
Nossa visita e diga-se, é notável
O retrospecto obtido, formidável
Até então esta campanha, e vera; 

 

Mas é mister gerir, de novo insisto,
Com muito siso o resto da jornada
Para não nos tolher um imprevisto:

Sem descuidar, portanto, olhos na estrada
Para as finais, caminho eis, haja visto
Da fase atual, que pouco vale, ou nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2007


1X3 ao São Bernardo
(Melhor agora...)


Se pena foi, melhor que seja agora,
Que espaço temos de perder ainda
E não como na temporada finda,
Quando a final derrota pôs-nos fora.

A invencibilidade, claro embora
Seja louvor de elite, é nunca infinda:
A mágoa impõe-se a todos, faz-se advinda
Da própria vida, pela vida afora:

Ao Primavera então, no mesmo dia
Em que entra a primavera aqui em Gaia
Como na Europa toda, e principia,

Lembrando das lições por que não caia
De tanto nado após, por apatia
Nossa ambição para morrer na praia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/03/2007

3X0 à Francana

(O Renato, a tranquilidade e a inteligência)
 

Voltam: Renato e a tranquilidade,
Que esta daquele é muito dependente,
Do time, vencedor e convincente
Da Francana, mui fraca na verdade;

Mas continua com intensidade
A feroz luta, que é de trégua ausente,
E sábado já, temos pela frente
O São Bernardo na sua cidade.

Que de burro, sabemos, não tem nada
O treinador, decerto está ciente:
A meta desta fase faz-se instada

E saberá gerir, de inteligente
Jaez o seu plantel para a jornada
Que as decisões nos vai opor à frente.

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  15/03/2007

2X2 em Limeira

(Sabor amargo e ausência do Renato)
  

Eis um empate com sabor que traz
À mente, de Limeira, amargo, aviso
Do ano passado pelo pouco siso
E pela falta que o Renato faz:
 

É que por vezes falha o ser audaz
Por descurar do pouco que é preciso
E nas finais passadas prejuízo
De o meia não jogar foi contumaz.

 

Importa, pois, lição, mais uma haurir
Deste vacilo que ficou tão caro
E na invejável rota prosseguir,

Em Franca, na certeza de que é claro:
A meta alcança quem sabe gerir

O seu juízo e o bem que tem mais raro.
        

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

11/03/2007


1X0 ao Barbarense
   (A paciência do Jó)

 
Do Jó tem resolvido a paciência
E a eficácia, jogos complicados,
Com gols que valem pontos afetados
Da jornada na árdua, atroz sequência:

Tal se viu outra vez na contingência
De uma missão difícil, confirmados
Três outros mais, que muito disputados,
Ao Barbarense, audaz irreverência.

Quedem-se todos mais por outra vezes
Ao Jó e a todo invicto grupo em cheio,
Desde o Independente de Limeira

Aos que virão por este e outros meses,
Com paciência e audácia de permeio
De Jó, para manter a dianteira.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal
08/03/2007

1X0 ao XV

(Liderança consolidada)

Suplício habitual vencido, imenso,
Para os relatos ter, de áudios falhosos
Que entram intermitentes e medrosos
Por cibernéticos caminhos, senso

De bom jaez foi ver-nos no apenso
Do destacar e tempos mais briosos
Não nos são dados ver, que nos saudosos
Que já lá vão qual de espirais no incenso.

O Quinze foi vencido, e a liderança,
Consolidada, com dificuldade,
Comprova essa atual assaz pujança.

Mister porém é termos humildade,
Que é longa a senda, quarta feira alcança
Do Oeste em Santa Bárbara outra jade.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

04/03/2007

Juventude 2X0
(Fim do sonho - Impõe-se a realidade)

 

Faltou-me inspiração na madrgada

Para expressar, deste país distante,

Toda a tristeza que sentira ante

Nossa saída da Copa na jornada.

 

Cabeça fria, agora é ponderada,

Mais precisa talvez, e tolerante

A crítica à derrota, não obstante

Tanto nos ponha a mente conflitada:

Sonho acabado: Impõe-se a realidade!

Console-nos saber que injustamente

Venceu-nos um gigante e na verdade

 

Já no domingo temos pela frente

Em nosso Campeonato a qualidade

De outro grande, o "Nhô-Quim", e em ascendente.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

01/03/2007


1X1 ao Santacruzense

(A Caxias, via Rio Pardo)

Pela Cultura, a conta-gotas de áudio,
Acompanhamos(?...), de acrescido anseio,
Que é maior a ânsia de permeio
A um ouvir a prestações, que em gáudio

O relato de um jogo que, defraude-o
Para o futuro a sorte, pois não veio
A vitória esperada e pelo meio
Um gol sofremos, de jaez ináudio:

Em Santa Cruz do Rio Pardo então
Deixamos mais dois pontos e decerto
É desgastante assaz nossa missão.

Praza aos céus quarta-feira seja certo
Na Copa haurirmos classificação
De cujo feito estamos já tão perto.

       Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal- 25/02/2007

 Equilíbrio
 

No equilíbrio está a força ingente
Das leis que regem o universo imenso
E disto o homem ao vencer propenso
Há de tirar lição correspondente,

Eis que não é do Cosmo diferente,
Parte de um todo, sim e de seu senso
Virá o ser feliz, de alvor intenso
Ou a treva, do erro consequente.

No futebol também, e em toda a parte,
Funciona a lei universal, deveras
E é bom dela não divergir, destarte

Não nos abatam ocorrências meras
Nem a euforia cega nos enfarte
De algoz empáfia por simples quimeras.

      Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/02/2007

3X1 ao Juventude (Justa alegria)
 

Para quem sofre anos a fio e enfim
Vislumbra o véu de um bom porvir instado,
É justo ter da euforia ao lado
A esperança e o otimismo, sim:

Foi grande a alegria e, outrossim,
Pela vitória ingente, intenso brado
Há de se ouvir do nosso peito inflado
Depois de tanta humilhação afim.

Cumpre porém ter olhos realistas:
Em plena Fonte foi imposta, atroz,
Uma arbitragem das muitas previstas...

Ao Campeonato as metas progressistas
Para o Santacruzense já, e após
Em corolário por novas conquistas.

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia - Portugal
     24/02/2007


Euforia consciente

Insólita campanha assegurada,
Mais dois vencidos, o ECO e o Mogi
São testemunhas vivas de que aqui
Até então, ninguém fê-la tão grada:

São teze gols a zero na jornada
Por quatro já passados e daqui
E de outros cantos vê-se que sorri
Afeana gente, e com razão instada.

Saudemos tal momento, todavia
Convictos de que árdua é a labuta:
O campeonato apenas se inicia.

A seriedade nunca se refuta
Para alcançar ao fim da extensa via
Os louros da vitória em nossa luta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N. Gaia - Portugal
11/02/2007

AFE é campeã
(Soneto em alexandrino verso dedicado à conquista

da taça FPF pela gloriosa Ferroviária)

Inusitado ajuste, excepcional direito:
Eis que a justiça impõe seu braço austero e dita
Uma fulcral sentença que à verdade incita
Ante dez mil ou mais a assistir tal feito:

Vencemos a final batalha, e com efeito
A guerra ganha está e mais não se cogita
No campo de Bragança, onde espúrea desdita
A árbitra intentou, por arbitral defeito.

Vencemos todos, árbitros, torcida, a gente
Que aos gritos já glosava, algoz anfitriã,
Nosso fracasso, em voz da iniquidade crente.

Explode a multidão grená, de empáfia sã,
Cantando, mundo afora, em coro, finalmente:
Ferroviária, és grande, és forte, és campeã!

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N. Gaia - Portugal -   Dezembro de 2006


AFE 5X0! (For the good times...)

Descobre nuvem benfazeja, intenso
Do sol o brilho sobre Araraquara
E de repente a gente se depara
Com seu fulgor de amplo jaez, imenso,

Que outrora muito tempo fez-se extenso
Ao alongar-se ao preito que alongara
Do pavilhão grená a fama rara
Como a nenhum jamais se deu propenso;

É que voltaram tempos tais, parece:
A SEV cai de cinco e já são nove
Os golos em dois jogos, sem resposta:

O astro-rei retorna, eis não esquece
Sua morada e logo nos promove
Do sucesso a certeza recomposta.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N. Gaia - Portugal

04/02/2007

Início promissor

Início promissor, eis boa nova
Que rejubila a afeana gente
Cuja expressão exalta de contente
Ao dealbar desta difícil prova:

Nos pagos do inimigo enorme sova
Foi-lhe sujeita, goleada ingente,
Hábil de nos impulsionar à frente
Do campeonato que assim se renova.

Da humildade porém que não se enjeite
A nossa ação futura, indispensável
Jaez, pois a missão não é deleite

E já domingo o SEV, pouco afável,
É adversário que se bem respeite
Por não obstar ônus desagradável.

    Antonio Carneiro (Bélier)
    V.N. Gaia - Portugal
    01/02/2007

Às metas, com devoção

É novo campeonato, a esperança
Por resultados bons faz-se presente
Entre os grenás adeptos cuja mente
Da conquista da taça tem lembrança,

Mas de lembrar também logo se alcança
Que duas frentes tem o time à frente,
Pois resulta de um passo consequente
Mais outro a dar na senda onde se avança.

Vamos então sofrer de novo, embora
Saibamos que há suporte à ambição
De a glória instar, que já foi nossa outrora,

Cientes que à grandeza é condição
De obter, o pensar grande, e sem demora
As metas colimar, com devoção.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/01/2007


 Cabeça erguida

 

A tarde transmutou-se em plena treva
Que a noite introduziu com raro efeito
E o ânimo me instou tão contrafeito
Que nem na rima achei frustrada ceva,

Tal era o pessimismo que nos leva
A dar ao estro triste horrendo jeito,
Mas hoje a fria análise, a despeito
Desta derrota, algum proveito enleva:

Tem pois o clube um plano enfim que há de
Dar frutos em futuro mais feliz
Ao patrocínio da Cutrale, assente

No apoio às bases cuja não vontade
Tem sido sempre a falha de raiz
Que nos verga a cabeça ultimamente.

    Antonio Carneiro (Bélier)
    Vila do Conde - Portugal
    23/05/2006

Triste sina 3

 

De novo desce a treva na cidade
E desta vez com ares de sarcasmo
A escarnecer da gente, o entusiasmo,
Que acreditou no time de verdade.

Torpe ilusão, fugaz felicidade
Inda que da justiça no marasmo
Crida, foi qual de um músculo, um espasmo,
Inerte, a fé em sua liberdade.

Escarmentado efeito esse que assenta
Na mínima ambição dos mal fadados
Para a tristeza impor, que os sustenta,

Quando hão de atenuar-se teus ousados
E intoleráveis preitos por que isenta
Seja a nação afeana de tais fados?

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal
22/05/2006

Expansão vulcânica (em alexandrino mote)

Domingo à tarde, que há de ser engalanada
Pela grená falange, imenso coração,
Havemos todos de expandir com emoção
Do peito ao mundo a voz que temos embargada

Há tanto tempo, presa, muda, escarmentada,
Qual lava desprendida, intensa, de um vulcão
Que aos céus sobeja sob colossal pressão,
Hábil de tê-la deste modo aprisionada.

Momento é de a sorte má se ir embora,
Que tanto nos persegue, e a justiça sim,
Mostrar presença incontestável nessa hora:

À Fonte, Araraquara toda e mais, a fim
De apoiar muito estes heróis que hão de agora
Resgatar esse nosso sofrimento, enfim.

Antonio Carneiro (Bélier)
Vila do Conde - Portugal
18/05/2006


Apelo à galera (AFE! AFE! AFE! ... 

do início ao fim)
 

Meu caro torcedor, que vai domingo à Fonte
Onde eu também gostava de lograr presença,
Esqueça, por favor, a exigência imensa
Que nossa gente sói impor, eis não confronte

Com vaias os que vão a campo e no horizonte
Têm também de vencer a ânsia, quando, intensa,
Levá-los a falhar e em vez de inócua ofensa,
Antes, do início ao fim aplauda, erros não conte:

Nós temos de vencer, a hipótese é final
E o time há de sentir apoio permanente:
Um grito ecoe então de todos, colossal,

Um grito tão feroz, tão alto, tão potente,
Hábil de percorrer distâncias a oriente,
Que até eu possa ouvi-lo aqui em Portugal!

 

Antonio Carneiro (Bélier)
11/ maio/2006 - Vila do Conde - Portugal

Alívio passado, crédito futuro

Ao fim do sofrimento, alívio imenso,
De um jogo inteiro, que refaz, conforta,
Ganho à Santacruzense e nos exorta
Vitórias só buscar, este o consenso

Que há de convir a quem se faz pretenso
De colimar um alvo e ardor não corta
Ante percalços, nem detém-se à porta
De um conquistar quando este faz-se apenso.

O nosso time tem de crer com fé,
Pois antes já ganhou, fase primeva,
Com um bom saldo positivo até:

Confiança então tenhamos, não se eleva
À luz de nossa crença a muda treva
E vamos lá vencer, a São José!

    Antonio Carneiro (Bélier)
    V. N. Gaia - Portugal
    14/maio/2006

Triste sina    

 

Maldita sorte, imenso carma, almejo
Que só aos deprimentes deploráveis
Impõe-se com tais jugos lamentáveis,
Há de nos perseguir, triste cortejo.

Ignóbil fado, emporcalhado pejo,
Que mais hei de dizer se tão afáveis
Da língua os adjectivos, não fiáveis,
Ignoram de tal sina um tal ensejo:

Somente a voz potente do infinito
De um ser maior, pela justiça instada
Logrará de afastar tamanho fito.

Que venha, pois, por todos escutada
Repor um algo: Oh! Justiceiro grito,
Por que de tanto ardor não sobre nada.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 7/maio/2006


Justiça ao melhor 


Em derradeiro instante foi tramada
A sorte má que nos persegue há anos,
Mas que não gorará os nossos planos
Posto tal imprevisto há de ser nada:

Dois pontos mais na última jogada
Do São José e de arbitragem danos
A, outros tantos dos furtos nos arcanos
Nos chegam de perder nesta empreitada

Pague a Santacruzense esta garapa
Que nos está devendo o campeonato
E os mais o resto na última etapa,

Pois somos os melhores, ipso-facto
De ganhar a primeira e não se escapa
Da justiça o jaez por preito lato.

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal
6 de maio de 2006

Roubo em Jaú (Cantado em alexandrino)
 

Pela Piratininga, rádio de Jaú,
Ouvi o jogo e até em seu impar conceito
A arbitragem nos lesou e com efeito
Lá se foram dois pontos em juízo cru:

Sofreu penal Hamilton Junior, fato nu,
Quando ganhávamos por dois a um e em jeito
De ampliar a contagem e nos é direito
De novo deplorar de decisões o embu...

Pelos isentos críticos também foi dito
Que mais jogamos e destarte merecemos
Ganhar o compromisso, em seu veredito.

À frente, pois, sem medo, o São José teremos
Na Fonte, quarta-feira e imenso é nosso fito
De dar um passo além à meta que já vemos.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal
30/abril/2006

AFE - um grito planetário
 

É simbólico, sim, mas nós vencemos
Da classificação a prima etapa
Do longo caminhar no árduo mapa
Que em sucesso de cumprir havemos:

Neste domingo o compromisso temos
Para Jaú e quem perder derrapa
Logo ao partir, dificilmente escapa,
À decisão, de onde já os vemos.

É a reta final, a derradeira
Dos sonhos, a bagata irrevogável
Que a morte empenha ou a glória esgueira.

Então, de norte a sul, na Terra inteira
Um grito só se faça ouvir, notável:
É AFE, é AFE, é AFE ... interminável!!

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V. N. Gaia - Portugal
     23 de abril de 2006


Jogo atual - meta futura
 

Em estado de graça há muito ausente
De sua rota em vários campeonatos
A Osvaldo Cruz de ventos bons, cordatos,
Domingo a nossa nau faz-se presente.

Dirão, o mesmo que, talvez, recente,
Time, que nos vergou por insensatos
Três gols e que há de ressarcir tais fatos
 E a bravata engolir, tão insolente:

 Revanche assim é, pois, apetecida,
 Mas urge usar razão sadia e plena,
 Que esta etapa já está vencida.

 Grande a vitória, às vezes é pequena
 Quando à meta se impõe, antecedida
 Por que esta não se faça tão serena.

Antonio Carneiro (Bélier)
 V. N. Gaia - Portugal
 16/04/2006

Euforia com juízo
 

A euforia é justa e bem se insere
Num contexto de otimismo eivado,
Pois não nos pode, enfim, passar ao lado
O ardor que este time nos confere:

Foi magistral nos jogos, e se espere,
Passados dois, em que mostrou bem grado
O alto astral de que se tem louvado,
Ainda mais louvar quão mais se esmere;

Mas atenção, à meta não chegamos
E o apogeu não pode vir agora,
Eis que a fase final inda demora:

O São Carlos, pois hoje recebamos
De humilde jaez, e às finais vamos
Com respeito e com otimismo, embora.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 Vila do Conde - Portugal
 12/04/2006

Da anímica indução à nova fama

A anímica indução que assiste, é vero,
Nossa briosa equipe, fez-se vista,
Que jogo a jogo o confiar conquista,
Na Fonte engalanada e em tom severo:

Caíu de tradições e honrar não mero
O Botafogo, em clássica revista
De imortais jornadas, áurea lista,
Glória intocável de jaez sincero

Por cinco a um, placar insofismável
Em jogo inesquecível que lembrou
Um outro, seis a três, que iniciou

A saga deste clube memorável,
Que há de ainda, em breve, qual logrou
Lograr de nova fama formidável.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
9/4/2006


O Dinei, a Matonense e o futuro

 

Deus te valha, Dinei, e te mantenha

A marcar gols pela Ferroviária,

Antes que alguma equipe adversária

A interessar-se por teu jogo venha

 

E a goleada à Matonense tenha

Anímica indução, não perdulária,

Para influir depois, de forma vária,

Conforme o mais sutil que nos convenha:

 

Que já no Bota-Ferro tal ocorra,

Um clássico de história precedido,

E sempre, no porvir, que nunca morra,

 

Pois hora é, que a marque o sucedido,

De ousar a reação tal que decorra

O acesso ao nível que nos é devido.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 Vila do Conde - Portugal
 06/04/2006

Almejo de vencedor (OXO em casa...)

 

Na Difusora ouvi, entristecido,

De Franca, outra mensagem malfadada:

Pelo que percebi, não jogou nada

O nosso time, assaz entorpecido.

 

Ora, não há porque, não faz sentido

Para quem tem augúreos na jornada

De ir além da média, conformada,

Acomodar-se a sono mal dormido.

 

A fibra, pois, é necessário ensejo

Para a reta final que se aproxima

Sob pena de apoiar-se no desejo

 

Em posição que pouco nos anima.

Quem quer vencer há de se impor, almejo

Que só o vencedor sempre colima.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

 V. N. Gaia - Portugal

 02/04/2006

Manhã que chora ... Domingo risonho
  (Recado à AFE)

 

Nesta manhã que chora, e mais cinzenta,

As lágrimas chuvosas, fria, triste,

Ciente fui de que te consumiste

Na noite de Jaú, de alvor isenta,

 

Mas a derrota, também soube, assenta

Na injustiça atroz que muito assiste

A lei do futebol da qual já viste

A face qual cruel quão se apresenta.

 

Cabeça erguida, pois, missão cumprida,

Eis que inda estás tão próxima do sonho

Como antes desta etapa imerecida;

 

Rumo à Francana então, sem ar tristonho,

Da Fonte ao mundo com toda a torcida

Para um domingo de jaez risonho.

 

Antonio Carneiro

Vila do Conde - Portugal

30/03/2006


Sonho sonhado e real

Uma barreira a menos, foi vencido

O Barretos na Fonte e assim vamos

Rumo às finais, desfecho que esperamos

Ser de alegria plena convertido.

 

Consolidar porém, pois é temido,

As nossas linhas é mister, que estamos,

Ser alvo dos demais, não iludamos,

A avistar o alvo apetecido:

 

Para em compacto bloco, e entrosado,

Com humildade sim, e confiança

Levar o sonho a ser realizado

 

Que tanto já nos enche de esperança

Há tanto tempo que de tão sonhado

Inspira-nos à vida com que avança.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N. Gaia - Portugal

26/03/2006

 Anseio Renovado

Embalde foi do Hortolândia em casa

O ensejo a primo jogo no torneio,

Eis nosso time no terreno alheio

Mostrou talento mais, que se extravasa

 

Para os sítios além e não defasa

Por hostis ambientes de permeio,

Repondo assim bem alto o nosso anseio

De vê-lo impor-se em divisão tão rasa.

 

Unamos, pois, torcida valorosa,

Que grande é a Ferrinha e já deu prova

Cabal, a voz possante e calorosa

 

Para a história rever, que se renova

No pensamento instado, a verso e prosa

Da glória convertida em glória nova.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

19/mar/2006

Reabilitação

De Monte Azul veio notícia amena
A despertar um novo alento e é justo
Dizer que apesar de algum custo
Esta primeira volta foi serena:

Com confiança entremos, da mais plena,
Numa seguinte estância, já sem susto
De naufragar, e assim com porte augusto
Seja a nossa ambição nunca pequena;

Pois vimos que não há papões nem papas:
Outros dificuldades têm e nelas
Tropeçam com frequência facilmente.

Ao Hortolândia então, novas etapas
Hão de nos dar afirmação, a elas
Para alcançar a meta finalmente.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

12/mar/2006


Sol de Araraquara em Monte Azul
    (Parodiando Bocage)

 
O céu, de opacas sombras abafado,
Nosso, antes azul, matiz supino
Dá-nos prenúncio mau para o destino
A que tanto nos temos costumado:

Desfeito em furacões o vento irado
Parece andar às voltas, já sem tino
A completar o quadro, bizantino,
Julgando nosso ar preocupado;

Mas eis que logo após a tempestade
Há de riscar o éter, confiante,
De novo a luz do sol desta cidade

Para seguir a Monte Azul distante
Junto com nossa AFE e de verdade
Mostrá-la com seu brilho triunfante.

Antonio Carneiro (Bélier)

Vila do Conde (Portugal) - 9/mar/2006

Crash! (O! Cruz)


É lamentável, triste, empedernido
Este destino nosso, e já me esqueço
Do início promissor que, com apreço
Deu-nos do alento um ar apetecido;

Mas não nos cabe aquilatar que é sido
O fim, por mais que o fado mais avesso
Se mostre em nosso andar já tão opresso
Por tantas mágoas de azo concluído.

Antes preciso é, com força ingente
Unir as forças, redobrar cobranças
A quem da nossa nau está à frente:

Tomem de vez vergonha das andanças
Tristes que andamos a fazer, e à mente
Ponham ação para implantar mudanças!

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal -  

5/março/2006

Tradição Grená

A tradição grená excede tudo:
Cartolas, jogadores e torcida
Ainda que lutemos toda a vida
Por tal jaez de imenso conteúdo:

Destarte, não podemos ficar mudo
Da camisola ao ver a cor mexida
Para o vermelho em decisão mal sida,
Da moda a obedecer linhas, contudo.

Cinquentenária história de tais cores
Auri, avinhada temos, e é mister
Que imensa fama assenta esses louvores

E não é lícito a quem convier
Romper com os mais lídimos pendores
Por conta de uma hipótese qualquer.

António Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
27/fev/2006


 Lição de um dia mau

 Havíamos de um dia mal fadado
 Perder a invencibilidade, é certo,
 E deste dia de antes encoberto
 O evento chegou, com desagrado;

 Mas não perdemos, há de ser lembrado,
 A liderança, mesmo que a coberto
 De leis do desempate, em sendo aberto
 Regulamento a tanto elaborado.

 Tomemos da lição o bom sentido
 Que nos restou desta tramada empresa,
 Pois qualquer vencedor já foi vencido

 E para confirmar nossa grandeza
 O Oswaldo Cruz nos seja apetecido
 De derrotar com toda ampla certeza.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

25/fev/2006

Do Chelsea à AFE ... 

de Mourinho ao Moura

 

O Chelsea tem Mourinho, orgulho, ensejo

Do luso futebol, por treinador

Que o cumula de azo vencedor

Do Reino Unido em lides; de cotejo

 

Temos o Moura, meu xará, que vejo

A haurir também de idêntico esplendor

A AFE dantes tida com louvor

Da mesma jaça e de tamanho almejo:

 

Este ao primeiro nada deve, é justo,

Pois como o outro a todos mais convence,

De o dizer não tenho o menor susto.

 

Que continue assim e já se pense

Em êxito outra vez, de porte augusto

Amanhã, ante o Grêmio Sancarlense.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

Vila do Conde - Portugal - 23/fev/2006

Momento perpétuo

  Mais indigesto, o teste foi vencido
  E não nos sai da posse a liderança,
  Eis que os nossos têm fibra, têm pujança
  Conquanto tão difícil haja sido:

  O Botafogo bem não sucedido
  Ficou, em casa sua, e não avança
  Sobre nós, qual pantera, como lança
  Epíteto de que é tão conhecido.

  Brindemos, pois tal feito é formidável,
  Grená plateia, que do sofrimento
  Já nos cansamos - sina intolerável:

  A São Carlos, ao novo apontamento
  Com alegria e fé inquebrantável
  Para perpetuar este momento.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal - 19/fev/2006


Eia!

E não é que ganhamos novamente
E logo em Franca, ante a Veterana
Em cujos pagos idos por ufana
Não foi a nossa vida mui frequente:

Eis, pois, a Matonense, à nossa frente
Não nos há de se apor à Taprobana
De procelas audazes, que há ter gana
E humilde postura congruente.

Acreditemos mais, que é hora boa
Para "curtir" a liderança instada
Que de há muito nos foge ou desboroa:

Do mundo inteiro já a congraçada
Nação grená numa só voz entoa:
Eia! Ao triunfo em toda essa jornada!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal -12/fev/2006

Do Bota-Ferro à Glória (em Alexandrino)
 

O Bota-Ferro, em tradição de porte altino
Desponta já como o maior dos desafios
E tal mister impõe contornos tão bravios
Que nos inspiram para o verso alexandrino:
 

No Santa Cruz quiçá contornos do destino
Rever-se-ão do mundo astral por tênues fios
A refletir em relva verde, luzidios,
Tantos heróis passados de jaez supino.
 

Quem não se lembra da vitória alvissareira
Por seis a três imposta ao mesmo desafiante
Que primo nos levou à divisão primeira?
 

Prenúncio bom, que outros trouxe mais adiante
E mais trará, desde domingo à vida inteira
Do clássico imortal à rota triunfante!
 

Antonio Carneiro (Bélier)
Vila do Conde - Portugal - 26/fev/2006

Sonho Real

Apesar dos pesares, a verdade
É que vamos a Franca da tabela
No primeiro lugar, não é balela,
E isto nos enche de felicidade.

Sabemos da atroz dificuldade
Que esta competição trará com ela,
Porém bem começamos: tal revela
Augúreo bom, que de prosseguir há de.

Eis, não há mal que sempre dure, o nosso
Já perdura demais, é tempo imenso
Cujo início de recordar mal posso:

A Franca, pois, afeanos, garbo intenso,
Haurir de realidade o sonho vosso:
Hoje é real o que ontem foi pretenso.

Antonio Carneiro (Bélier)

Vila do Conde - Portugal - 10/fev/2006


Alegria Matinal

Cuidava de saber, agora vejo
Nesta manhã de inverno, soalheira,
Cuja expressão é de verão inteira,
Um paradoxo com raro cotejo

A alegria imensa deste ensejo
Ontem vivido em noite alvissareira
Na gloriosa Fonte, a companheira
De tantos outros, colossal cortejo!

O XV de Jaú saiu vencido
Depois de entrar provável vencedor:
Talvez o mal não seja o que há sido,

Como este sol de inverno, acolhedor,
Mesmo na Europa fria, a dar sentido
A um futuro mais claro e promissor!

Antonio Carneiro (Bélier)
Vila do Conde - Portugal
9-fev-2006

AFE - Alma Imortal

Dos males, o menor, dirão talvez
Aqueles que confortam-se do menos
E à vista de algo além contam, serenos,
De mais não ser por não perder a vez.

Algo porém demonstra a insensatez
De tais juízos de ambição não plenos:
É que hoje os ventos não sopram de amenos
Para quem acomoda a sua tez.

É certo, não perdemos, mas de quem?
Do Barretos! Oh! Grande envergadura
Que tanta glória imensa não contém...

Acorda, gente que inda conjura
Males recentes, por lembrar também
Que alma imortal não desce à sepultura.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia, Portugal
5-fev-2006

  Tradição não se compra

Jusante assaz do financeiro apoio
Por empresariado conhecido
Cujo alvitre de sempre apetecido
É lograr mais prestígio no comboio

Do futebol, em clubes cujo arroio
Mais não é do que mote envilecido
De campos varzeanos onde sido
Seu palmarés resvala em tom saloio,

O SEV de Hortolândia vem à Fonte
Qual um plebeu pela nobreza instado
Inda que a sítio pífio se remonte:

A tradição, porém é nobre estado
Que o vil metal não compra e assim já conte
Sair de Araraquara derrotado!

Antonio Carneiro (Bélier)

V. N. Gaia - Portugal

 29/jan/2006


Pacto de fé

Se paciência pedir a quem na vida
Vive da paciência nos caminhos
Carpindo sofrimentos só, vizinhos
De seu viver em rota tão comprida

Servisse de consolo algum,guarida
De uma esperança além, e comezinhos
De estertores talvez, mas de ar asinhos
Para melhor futuro, apetecida;

Meu torcedor, irmão, herói que a massa
No anonimato apõe de vil paul
De longe então eu pedirei: "Congraça

Uma vez mais, ampla, de norte a sul,
A fé, tão nossa amiga, que desfaça
Tais ais já, a partir de Monte Azul!"

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal - 25/fev/2005 

Novo Rumo

O comandante foi-se, finalmente
Do barco sem timão, é bom que agora
Desperte a ambição que, sem demora,
De um clube grande o torne novamente;

E da deriva o ponha já ausente,
No certo rumo, a navegar afora
Sem chances promover de ônus de mora
De decisão tardia consequente:

É que o "Nhô Quin" desponta na visada,
Nosso freguês de outras áureas eras
Que nos aponta a próxima jornada.

Deixemos, pois, de vez, as vãs quimeras
Em proveito da rota consagrada
Ao sucesso, e não mais a pífias meras.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal -14/02/2005

Assim não dá!

É duro de o dizer, mas há ser dito
Que deste jeito não se considere
De siso quem ainda, assaz, espere
Uma ascensão por culminar o fito

De voltar aos tempos de Comito
E outros mais, que memória nos confere
De reviver, inda que desespere
A realidade atroz desse conflito:

Acordai, dirigentes, é lição
O que o Votuporanga vem dizer
Em plena Fonte, parco de ambição:

Acabamos, é fato, por perder,
Mas viemos da quinta divisão,
De mínimo placar: Isto é vencer!


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 5/fev/05 


Ave, AFE 2005! (Poema em canto único)

I

Abre-se um novo ano e da esperança
À porta, nós de espreita ação alertas,
Os afeanos cuja fé alcança
Píncaros altos, ávidas ofertas
Que nesta lide possa dar, pujança
Antes vivida, aos corações, despertas
A malta de grená, que do passado
Hão de volver ainda ao nosso fado.


II

E põe-se a mente a imaginar, que é vasta
A glória dos de vinho desde antanho
Cuidando que é mister à dor dar basta
Que nos persegue, atroz, de amplo tamanho:
Voltando ao tempo que tempo vergasta
À tela vêm como que em névoa a banho
Áureo existir que nos foi existido
E em ano novo possa ser volvido.


III

Talvez como o cinquenta e quatro ingente
Em que de primo erguemos a cabeça
Para maior porvir, tal nos assente
Como perfeito alvor, bem aconteça:
A cotejar, quem sabe, o consequente
Do feito formidável, não pereça
A memória do time que, sem rogo,
Impôs-se em seis-a-três ao Botafogo;


IV

Ou já depois, quando em cinquenta e nove
Mostrou onde os maiores pelejavam
Do mundo, os campeões, quem os remove
Dos ápices da fama onde se achavam:
Vencendo a todos mais, só não comove
Os da Federação que assim roubavam
O campeonato de cuja campanha
Melhor atua, mas ao fim não ganha;


V

Ou dez anos após, em grande estilo
Sempre a cumprir rotas de audaz auspício
Torna a terceiro posto e daquilo
Pouco usufrui, pois o seu benefício
À cartolagem não promove asilo
Cuja ambição excede o próprio vício:
Eis, os cartéis famosos são distantes
Da justiça arguida mais que dantes!


VI

Ou ainda depois de alguns anos
Dezesseis no total, oitenta a meio,
Quando a nos infringir pesados danos
No tribunal paulista, de permeio,
Tentaram confiscar os nossos planos,
Com sofismas, da prática, no seio,
Quase já nas finais não permitindo
Que um trabalho tão grado fosse findo.


VII

Qualquer dessas campanhas mais famosas
Seja vivida, pois, nesta jornada
Ou mesmo de outras épocas airosas
Que não tanto, esta seja consagrada,
Pois se assim for, às metas abastosas
Iremos ter, eis por direito é dada
A quem já mereceu e foi tirado
Tudo o que de antes teve conquistado!


 

Antonio Carneiro (Bélier) -

VIII

À luta, pois, Ferroviária, é hora
De um segundo passo, firme, imposto,
Ser dado neste ensejo, sem demora,
Ao patamar seguinte cujo posto
Não seja colimar final, embora
Fundamental a este fim proposto
Porque é da Elite o teu lugar, em frente
Aos de melhor conceito, congruente.


 

V.N.Gaia - Portugal - 02/01/2005 


Decisão, ainda que tardia!

Que turbulento fado, oh! Triste sorte
De quem já de perene sofrimento
Cansou-se de carpir, algoz lamento,
Antecipando à vida a própria morte!

Pois já não se sabia do desnorte
Que impõe ao time um timoneiro isento
De sensatez fugaz, antes do evento,
Este lambuz medíocre de ocre porte?

Não servem as lições a quem não sabe
Tirar-lhes o proveito inestimável
E assim perdemos tudo que nos cabe!

Fora com este tolo lamentável
E seja hoje, que de ontem não se gabe,
E o erro não se torne irreparável!
 

Antonio Carneiro (Bélier) - Portugal

O parto da montanha (em Alexandrino)

 Sabor amargo de conquista assim obtida
 Qual de quem tem finita uma tarefa ingente
 Para o que preparou-se carinhosamente
 E vê por outro a meta principal vencida.

 É que a ninguém irá passar despercebida
 Tal decepção que nos ficou olhos à frente:
 Após um parto de montanha, instar somente
 Um rato, a cauda às pernas em pavor, metida.

 Pouca ambição não há de ser, isto sabemos
 O algo além que nos vai dar assaz sentido
 Para atingir o alvo que nós esperamos:

 Um passo tímido, não mais, eis o que ousamos,
 Que leva a divisão terceira e, isto obtido,
 Há que pensar maior do que hoje nós pensamos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 24/09/2004

Triste Sina
 

Oh! Deserdada sorte que nos rala,
Infame fado, pleno de amargura
Cuja expressão nefasta se afigura
Qual punitiva unção, cruel Cabala!

Até quando esta sina que nos fala
Por mansa voz que ilude e pouco dura
Há de enganar-nos mais, triste moldura
Que é dos idiotas ante-sala?

É tempo já passado de romper
Com esta estúpida conformação
Que nos impõe o medo de vencer!

Resulte brio enfim da humilhação
Por que a vitória sempre possa ser
A nossa meta na competição.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal


  

Ao peregrino das cautelas
 

E agora, a Jales vais armado
Em que, ilustre peregrino?
De fé na vida retornado
Ou no teu costumaz destino?

Que havemos de esperar, meu caro?
Mais sofrimento ainda imposto
De outro moribundo em claro
Só por cumprir dever imposto?
 

E.T. A humildade é bem que se aprecia;
  A submissão, porém, é covardia!
 

Antonio Carneiro (Bélier)
 V. N. Gaia - Portugal
 16/9/2004

Começo do Fim
 

O Linense, de parcos resultados
A nosso haver virá, inda aspirando
Um alento final, como esperando
Que tal resumo dê supinos fados:

Cabe-nos só, quase já libertados
Das contas por fazer preocupando
Para subir de divisão restando
Apenas mais três pontos conquistados

Mal pensar no Linense, mas agora
No título do Campeonato ainda,
Pois nada isto é demais, que nos demora:

Lembrando que o lidar que já nos finda
Não é final nem do findar a hora
Mas do começo o fim que se deslinda.

Antonio Carneiro (Bélier)

Rio de Janeiro, 09/09/2004

Recado a um Cauteleiro
 

O nosso mui prezado Cauteleiro
Que em Santa Rita hauriu a sorte plena,
De conquistar vitória, e não pequena,
Por paradoxo tem nome guerreiro:

É de baptismo Márcio, e mais Ribeiro,
Cujas façanhas são de tez serena
Quais cuidados que impõe na dúbia cena
Dos jogos fora ou mesmo em sua arena.

Cautela e caldo de galinha, assim,
A ninguém fazem mal, diz o refrão,
Mas é mister não confundi-lo ao fim

Com medo atroz ou falta de ambição
Porque, é lembrar, tais lides são enfim
De uma humilhante quarta divisão!
       

Antonio Carneiro (Bélier)

Rio de Janeiro, 09/09/2004


Sem poesia

 

Contristadamente, hoje não assinalo motivo nenhum para inspiração, embalde todo o esforço concentrado nesse sentido.

Com efeito, convenhamos que é muito duro saber de mais uma malograda empreitada, tal como a do domingo passado, quando sequer tivemos respeito para com a própria fortuna, que nos bafejou, talvez já entristecida, ela mesma, com esta incompreensível falta de confiança do time e mais ainda de seu comandante, com dois gols de vantagem ao dealbar do cotejo contra o hoje temido (sic) Monte Azul, cujas glórias imorredouras - que ninguém conhece - teriam aterrorizado tanto o santo sono do Sr. Márcio Ribeiro. 

Até o Bocage há de estar empenhado em livrar o astral do nosso treinador de ulteriores pesadelos ao cogitar de um próximo e temível compromisso a cumprir-se amanhã diante do abominável monstro chamado Santa Ritense, a ser enfrentado em seu infernal reduto.

Assim não podemos continuar. 

A classificação não está garantida, muito menos o Campeonato, pelo qual ainda (?) estamos lutando, por isso é imprescindível vencer.

E depois vencer de novo e de novo, até ao final. 

Somente deste modo poderemos atenuar os efeitos destas últimas e incompreensíveis vacilações, que nos levaram quatro pontos que estavam ao nosso inteiro alcance.

E nas férias de inspiração do poeta, a animação de todos os outros, sobretudo do amigo M.R., o homem das cautelas...

 

Antonio Carneiro (Bélier) 

Caxias, 03/09/2004


Anti-pavorosa ode (em 3 estrofes)

l

Pavorosa ilusão de assaz fraqueza

Para tirar de nós o Campeonato,

Estúpido complexo, vil defesa

Da incompetência em seu teor mais lato,

Que em Suzano emperra a sutileza

Em prol do conformismo que é de fato

Dos derrotados, de quem é empresa

O nivelar pelo padrão cordato,

Hábil de ter igual ao Barueri

Respeito como fora o Real Madrid.

ll

Fora com isto! É grande a dimensão

Do nosso objetivo, é nossa mira

Concorrer à prima competição

Que mui nos projetou e não nos tira

A glória conquistada, e ambição

Dá-nos, justo sentir, que não sentira

Outro, mais ajustado à condição

De haurir níveis de tão ínfima pira,

Pois, de quarto escalão, esta disputa

Nossa não é a verdadeira luta;

lll

E seja logo agora, eis não sabemos

Do Monte Azul provinda uma bravura

Capaz de facear o que fizemos

Ao longo de anos mais de áurea moldura.

Abaixo a covardia, o alvo ousemos

De atingir com luta, árdua e dura,

De olhos postos, além com que fiquemos

Em metas condizentes à figura

Que sempre nos impôs por corolário

E fez tremer qualquer adversário.

Antonio Carneiro (Bélier) - Rio de Janeiro, 27/ 8/2004


Ao topo, agora ou breve
 

Na rota, de Suzano, apor-se audaz
O time vem, de próxima paragem
De onde muitos já estão à margem
Que é tão longa, mas curta hoje se faz,
 

Pois de tantas batalhas, eficaz
Sortiu-se tal caminho, que a viagem
Tornou-se, quanto intrépita coragem
De vencê-las, no arrojo que compraz:
 

Eis, é vencer de novo e mais ainda
Para cumprir restantes a vencer
E ascender ao topo, etapa advinda,
 

Convencidos, qual somos, de sofrer,
Fartos destarte, de que quase é finda
Esta primeira rota a percorrer.
 

Antonio Carneiro (Bélier)

 São Paulo, 19/8/2004

Em frente, sem temor

Na Fonte Luminosa engalanada
Em domingo de agosto ensolarado
Com cores vivas de tom ilibado
Foi mais um passo dado na jornada:

Festa grená que traz rememorada
A ingente trajetória do passado
Cujo viver já bem nos tem instado
O reviver, assaz revigorada,

Mas cuidar é preciso mui deveras
Da auto-estima por anos sofrida
Pelo fracasso das últimas eras;

Não podemos temer a apetecida
Final vitória por minúcias meras,
Eis que demais a temos merecida.
 

Antonio Carneiro (Bélier)

Araraquara, 15/ago/2004

AFEANO DOENTE VOLTA À FONTE LUMINOSA!

 

Antonio Carneiro, o Bélier, torcedor da Ferroviária, que vive em Portugal, e escreve os sonetos para o AFEnet, retornou ao Adhemar de Barros para ver a partida contra o Barueri. 

Pé-quente, também viu os 2x0 da primeira partida  na Grande São Paulo. 

Este é mais um exemplo de amor pela AFE, que teve  sua felicidade completa presenciando o triunfo grená por 2x1.


VITÓRIAS EM RETA FINAL
 

De ótimo agouro, os ventos dão-te o rumo
Cujo sentido aponta, alvissareiro,
Para o final, de todos, o primeiro
Que hão de elevar-te a colossal aprumo:
 

Eis que o segundo turno assaz insumo
De conclusões começa e é verdadeiro
Que percalços vencidos, tens cimeiro,
Embalde tantos, e melhor resumo.
 

Eia, às vitórias, pois que poucos males
De Barueri a Araraquara e mais
Suzano, Santa Rita e mesmo em Jales
 

Hão de inflingir-nos em jogos finais:
Pelos montes, planícies e nos vales
Em pelejas deveras colossais.
 

Antonio Carneiro (Bélier) 

11/8/2004 - São Paulo - Brasil

JUVENTUDE REVIVIDA
 

Depois de muitos anos, vi meu time,
Vi meu time jogar e de repente
Foi como a juventude ampla, surgente
Voltasse qual desejo que se exprime
 

No altar que preitos tem e alma redime 
De todos os percalços, nobre, ingente,
Capaz de sobrepor-se, indiferente,
Que tantos, em jaez de alvor sublime.
 

Nos pés do Anderson senti magia
E do Michel habilidade imensa
Que do Bazzani eu pude ver um dia
 

E em todos mais percebo a luz intensa,
Hábil de nos guiar ao topo, à guia
Que há de nos por dos grandes em presença.
 

Antonio Carneiro (Bélier) 8/agosto/2004
Barueri - São Paulo - Bras
il

CORRIDA À LIDERANÇA

De entusiasmo pleno é nesta hora
A nossa equipe, cuja assaz conduta
Austera, há de encarar próxima luta
De audaz autoridade, dentro ou fora:

É que a definição já não demora
Por aprontar quem vence esta labuta
Da qual os comandantes em disputa
Vão disputar a liderança agora.

Assim, em Barueri e Araraquara
Por dupla ação veremos da contenda
Dos dois, justo padrão que os compara

E nós acreditamos, bem se entenda,
Nestas duas vitórias, hábeis para
Da trilha nos impor desta áurea senda.

Antonio Carneiro (Bélier) - 6/ agosto /2004
Rio de Janeiro - Brasil


Vencer sem medo

O ECUS de Suzano é visitante
Domingo, agosto primo, em nossa Fonte
E então mister que não nos desaponte
Faz-se, pois cada vez mais importante

Será vencer, os pontos em constante
E audaz acumular, no horizonte
O colimar mais íntimo, defronte
A cada jogo instado, a cada instante;

Posto que agora ou nunca há de ser dada
A palavra final, e logo além,
Poucos cotejos há e a consagrada

Das metas afinal será de quem
Fizer-se à luta audaz, encarniçada,
Sem temer-se a si próprio e a ninguém.
 

Antonio Carneiro (Bélier)

31/jul/2004 - Rio de Janeiro (Brasil)

Manto Grená em Monte Azul, de novo
 

Em Monte Azul, sábado, o compromisso,
Onde será, como já foi, montado
O manto de grená cor matizado,
Eis que é fundamental contar com isso,
 

Porque jamais se pode ser submisso
Quando objetivo ingente é colimado
E não será por cisma, derrotado,
Ou medo, quem se impõe, acima disso.
 

Para a vitória então, real sentido
Do que planeja obter de cunho novo
A meta que tem tanto perseguido:
 

Ao cume pois, de onde todo o povo
Verá, de norte a sul, bem estendido,
Manto grená em Monte Azul, de novo.
 

  Antonio Carneiro (Bélier)
  Rio de Janeiro - Brasil -  23/7/2004

Incentivo, agora e sempre
 

Do Passa-quatro, vem, de Santa Rita
Um novo desafio em fase austera
Em que muito otimismo não se espera,
Que a turma, dos reveses já se irrita;
 

Mas é quando infortúnio nos visita
Que devemos agir com raça fera
E assim deve entender toda a galera
Quando da Fonte entrar na palafita:
 

Eis, não se entende ação de outro jaez,
Pois hora é de unir as forças plenas
Desde este jogo e mais a cada vez:
 

Ao incentivo então, vozes serenas,
Irmãos grenás, com garbo e sensatez
Por logo haver notícias mais serenas.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro, Brasil, 17/7/2004


De Atenas a Jales  

 

Domingo, Julho, quatro, a zebra avança

Da Luz à Fonte em conflitante rota:
A Grécia vence então e nos derrota
O pífio Jalesense, e se relança.
 

O anti-jogo a mais valia alcança,
Porém fugaz seu êxito denota
Que a treva à luz jamais jaez devota
De seu triunfo, que uma vil lembrança:
 

Já preso, o animal de listas pretas
Confina-se ao seu Zoo e a Lins não volta
Para encobrir a lógica com tretas
 

E há de ficar por lá, que não se solta,
Pois a verdade é una e as torpes petas
Na mesma jaula ficam, sem revolta.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia, 7/7/2004 - Portugal

Anelo no porvir
  

As nossas esperanças vão lançadas,
Que de esperanças mais são consentidas
As vitórias em lutas conseguidas,
De onde outras virão por alcançadas.
  

Cumpre porém que forças concentradas
Em cada passo façam-se assistidas
Com empenho voraz e perseguidas
As metas que tenhamos colimadas;
   
E eis que no contexto assim composto
Surge de Jales próximo adversário,
Onde perdemos por haver suposto
  
Que o vencer não se impõe por corolário
De sacrifício, fé, trabalho, gosto
E audaz anelo no porvir, diário.
  

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal - 1/7/2004

Irresistível Missão Justiceira
 

É num cenário de importante grado
Na história recente brasileira
Que a nossa AFE estréia, alvissareira,
Em fase decisiva de seu fado,
 
Após vencer na etapa, lado a lado,
E pouco merecer, de alvo, primeira,
Tem o Palestra, e mais a justiceira
Missão de comprovar o já provado:
 
Avante então, de destemida audácia
Resulte a nova ação assaz temida
Por todos que hão de vir de vã falácia,

  

Pois nada há de deter nossa corrida,
Eis que, mesmo, resulta da eficácia
A vitória final, quando contida.

 

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal - 25/6/2004


A volta do Fefecê

O Fefecê de volta nesta volta
Que é de todas as voltas derradeira
Bem nos encontra em posição primeira
Qual outros de outras voltas de envolta;

Em tal contexto atroz que nos revolta,
Pois nada nos tocou da dianteira
Em tais voltas de usufruir, fieira
De um pião que ao cabo não se solta:

Vem já de pretensões assossegado,
Que inda remotas tenha, desprezíveis
Para cumprir tabela, conformado.

Nas voltas, pois de olho, compatíveis
Com objectivo certo e com cuidado
Cuidemos por torná-las susceptíveis.
   

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal -  19/06/2004

Calma, gente!

As horas todas de uma vida inteira
Ou do percurso árduo de um caminho
Boas não são de um ser que, sem carinho
Pode falhar, mesmo que em dianteira;

Assim, nas lides de uma assaz vezeira
Competição de embates, comezinho
É ver cair um grupo já vizinho
Da meta a alcançar, opção primeira:

É de cabal relevo, pois, conduta
De quem dá incentivo, apoio e anima
Os que efetivamente vão à luta:

Destarte, calma, gente aflore acima
Já em Paraguaçu, e absoluta
Confiança no final que se colima.

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal - 9/jun/2004
  

Nem soberba nem submissão
  

Quem da autoridade não faz uso
Adágio diz, com ela pelas ventas
Leva e deste intento nada isentas
As culpas tem por ser parvo ou confuso.
  
De Jales a lição não dê difuso
Entendimento pois, de idéias lentas
Para o porvir e louvas sonolentas
Não tolham objetivo deste fuso;
  
Manto grená, que em Monte Azul foi posto
Não venha a ser pisado em própria casa,
Eis, o fracasso agride quando exposto:
  
Seja no otimismo que extravasa,
Seja no exemplo inútil, mal composto
Da humildade submissa que defasa.
  
Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal -04/06/2004


Política no futebol
 
Quando há políticas junções contidas
Nas decisões que as injunções conferem,
Elas decerto justas não se inserem
No âmbito das leis pré-concebidas:
 
Neste contexto foram deferidas
Razões que no sofisma se referem
Em prejuízo nosso e hoje ferem
Nobres louvas em lutas conseguidas.
 

Esses critérios vis que abrem caminhos,
Tais como este dos quatro em grupo cada,
A quem só fez pior que seus vizinhos
 
São do conchavo a referência instada
Hábil de premiar os comezinhos
Do bajular em vênia concitada.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 30/05/2004

Seriedade, agora e sempre

Presença está para o final contexto,
Já garantida após árdua labuta
Que não define os louros desta luta
Embalde empenho todo, hostil pretexto:

Eis que deforma do juízo o texto
De premiar quem cumpre absoluta,
Audaz jornada em grande e não desfruta
Melhor do que o segundo, oitavo ou sexto.

Critério estranho e único no mundo
Que nos adverte e para mais convence
De obrar inda mais forte e mais profundo,

Porque é preciso, e a meio não se vence,
Gerir futuro além, mas indo a fundo
Sempre, e já agora contra o Jalesense.

  Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal

 28/05/2004

Herdeiros do mundo

Os pacientes herdarão a Terra!
Em frase lapidar Cristo proclama
Uma verdade que todos conclama
A ter virtude que a virtude encerra;

E vê-se a praticar tal dom quem erra
No mundo e no computador programa
Domingos para ouvir seu jogo em trama
Que a rede alcança quando não emperra,

Pois há muito a Cultura, abonatária
Do esperado som em sua alheta
À paciência exorta, perdulária;

Eis o consolo incurso nessa treta
Aos torcedores da Ferroviária
E futuros herdeiros do planeta!

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal
23/05/2004


De Lins à consagração

De Lins à Fonte os ventos são sentidos
Com ares de revanche, em tarde amena,
Pois no sentido inverso, a sorte plena
Sopraram contra nós, assaz compridos

Ditando da derrota aborrecidos
Pesares nesta luta a que serena
Tem dado ação a nossa ação na cena
De muitos outros jogos já vencidos:

Destarte é de esperar motivação
Maior para este ítem da porfia
Hábil de nos suprir afirmação

De que mero acidente aquele dia
Na rota dos triunfos nos iria

Lançar rumo à final consagração.

      Antonio Carneiro (Bélier)
 V. N. Gaia - Portugal
 21/05/2004

Qualidade sem esnobação

Para Tupã voltam-se as atenções,
Terra do deus de indígeno jaez,
Neste domingo após lição que fez,
Pensamos nós, conter más ilusões

Hábeis de haurir futuras frustrações,
Pois é mister saber que de uma vez
Pode ruir a plena solidez
De árduo labor por acomodações.

Da humildade à consciência plena,
O sábio faz caminho, pois conhece,
De seu valor, em comunhão serena

E assim será, porque jamais fenece
A qualidade que se impõe à cena
Quando seu dono dela não se esquece.
   

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia - Portugal
14/05/2004

    Lição a Servir

O dois a zero é uma contagem vaga
Quando alcançada antes do fim de um jogo,
Que ilude o que a alcança, cujo arrogo
Não raro faz sentir-se em pouse maga;

A desconcentração então propaga
A falsa idéia de vão desafogo
Antes de ter nas mãos o certo gogo
Hábil de alicerçar o que se afaga.

Eis que a lição do Batatais insira
Na mente desta equipe ímpar laçada
De humildade, assentamento e fira

O orgulho próprio porque da jornada,
Estamos no topo, mas isto refira,
É meio, e ainda não ganhamos nada.

  Antonio Carneiro (Bélier)
   V.N.Gaia - Portugal
   9/5/2004


Humilde Imperativo
 

Segunda volta, campeonato a meio
A AFE ao topo está, fase inaudita
Nos tempos últimos e já cogita
De lá manter-se, da tabela, em cheio.

O Batatais recebe e sem rodeio
Permite-se dizer que é favorita
E deste privilégio não sopita,
Pois hora é de não mostrar receio;

Contudo, é bom alvitre impor cautela
Quando todos, ao ver seu porte altivo
Hão de empenhar-se imenso contra ela:

Destarte, a par de orgulho relativo
Por conhecer valor que já chancela
Faz-se mister humilde imperativo.

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  7/5/2004

Grito Contido

   

Partimos da mais ínfima das cotas
Ante o descrédito dos abnegados
Que de tanto se verem derrotados
Jamais rever supunham ricas rotas:
   

Bastou porém que fossem tais derrotas
Funestas, imbuídas de outros fados
Menos vis para ver-se, transformados
Os ânimos das almas devotadas
   
A cantar alto nas bancadas altas
Em grito há tanto tempo já contido
De alegre peito em cantos de ribaltas.
   
O torcedor da AFE, assaz sofrido
Inda há de ver mil glórias de que exalta
O pavilhão grená engrandecido.

   

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

07/05/2004

Carris Livres
   

A ferrovia está desimpedida,
Caminho livre para áureo destino
Desta locomotiva a andar com tino
Que um condutor sagaz impõe à vida:
   
Outros comboios vêm a assaz comprida
Distância atrás, em passo clandestino
E é só seguir caminho a traço fino
Sem adentrar desvios na corrida
   
Para chegar na frente, destacada
À estação "A3", primeiro passo
De uma extensa e augusta caminhada
   
Ao sítio certo para o qual é traço
Contínuo, eis que é justa morada
De quem caminha em tão firme compasso.
   
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/05/2004


Pavio de luz
   
O "Fefecê", de epíteto famoso
Que é em Fernandópolis surgido
Sucede o bom caminho sucedido
Que há caminhado já, firme, formoso
   
Locomotiva, cujo andar jocoso
Nos faz lembrar bom tempo antes vivido
Quando o temor fazia-se sentido
Entre os rivais de seu jaez vistoso.
   
Eia, sem medo ao novo desafio
Com respeito devido, todavia
E humildade, arte, ardor e brio
   
Por culminar nesta primeira via
Da lide a liderar, ígneo pavio,
O grupo, eisque acendea luz do guia.
   
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
29/04/2004

Prêmio à humildade
   
Da humildade o mor troféu é prêmio
Que os campeões exalta a excelsa cota
De cujo contemplar simples denota
O régio refulgir de áureo tesouro:
  
Destarte não é lícito desdouro
Considerar a quem se pouco nota
No sucesso de cujo haver devota
Um negativo acervo no pelouro
   
Com seriedade, pois, há que encarar
O compromisso próximo, tão sério
Como outro qualquer mais a se saldar:
   
Os de Paraguaçu, o refrigério
Não são decerto e havemos de lembrar:
Soberba pode instar em revertério.
   
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N. Gaia - Portugal
23/04/2004

Manto grená em Monte Azul
   
Os tempos passam, mas memória fica
De tempos idos de fulgor nascente
Cuja expressão em seu teor pungente
Inda hoje anos de ouro identifica:
   
De tal louvor, louvor não se abdica
E assim por quatro vezes, concludente,
A AFE venceu este rival que à frente
Por compromisso tem, que se lhe aplica.
   
São novos tempos, outras estruturas
Se ergueram desde tanto alvor passado,
Mas é mister lembrar que são seguras
   
As tradições cujo lembrar é dado
Por reviver, qual antes, em gravuras:
Manto grená em Monte Azul montado.
   
Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
13/04/2004


Bocage Afeano

   
Do mundo astral de onde é onipresente
Nas plagas todas deste parco mundo
Um vate audaz, de todos mais profundo
Inspira-me no verso congruente
   
Para cantar por uma glória ingente
Hoje ofuscada, mas de impor jocundo
Que há de vingar em ápice rotundo
Inda que isto pareça incongruente:
   
É Bocage, o sadino herói da rima
Inexcedível, que os mais sobeja
E impõe seu estro, vendo-se lá em cima
   
Numa grená camisa, a qual lhe enseja,
Metido, incentivar a AFE e colima
O porvir que merece, e que assim seja.
   
Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal -13/04/2004

Prenúncio de glória

 

Foi há cinquenta e um anos atrás
Em Lins, tal como, em vesperal cenário
Que antes, o passado adversário
A AFE enfrentou pelo colimo audaz

De verse entre grandes qual compraz
A todos, mas perdeu e necessário
Foi esperar dois anos, corolário
Útil para um erguer gigante assaz

Que a projetou a píncaros de glória
Por mais quarenta anos sucessivos.
Este prenúncio, eis, ditará a história

Dános a crer, sem júbilos nocivos
De outra ascensão que, humilde, uma vitória
Ao Jalesense há de auspirar motivos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 3/abril/2004.

A Louvo Alheio

 

Em Lins, cidade plana e aconchegante

Do "Casarão", de rococó ensino

Irá mostrar-se em pleno impulso empino

O "Rolo Compressor" itinerante

  

De nossa AFE, que aos poucos, relevante

Papel volta a cumprir, áureo destino

Que lhe foi reservado, dom supino

Aos grandes concedido, altissonante.

  

Há de contagiar o próprio povo

Do sítio ameno dantes referido

Mais esta exibição e extenso louvo

  

Será o comentar de mais ouvido

Como antes foi e tornará de novo

A ser por longo prazo a ser cumprido.

  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 26/março/2004


Segunda Testemunha - Bélier

 

 Tupã. Deus do Brasil, tal foi instado

 Por mito de aborígene oferenda

 Hoje cidade bela qual a lenda

 Verá seu clube aqui, representado,

 

 Na Araraquara, hospitaleira, em brado

 Que uma moldura humana e estupenda

 Há de saudar, que assim a recomenda

 Um exemplar "fair play" já comprovado.

 

 Será de todas esta a testemunha

 Segunda a ver da escalada o rumo

 Que há de levar a AFE a lauto aprumo

 

 Do qual de haurir há muito se acabrunha.

 Eis, pois à Fonte todos, já se cunha

 Nova vitória em colossal arrumo!

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 20/03/2004

Justo Arrogo - Bélier

 

Em Batatais repõe-te o teu confino
De perseguir perdidas regalias
Que a Glória concedeu-te por valias
De que soubeste impor com sóbrio tino.

 

Por semanas algumas de supino
E sofrimento, algoz, em árduos dias
Hás de pugnar em outras mais porfias
De um Campeonato alheio a teu destino.
 

Que desta vez a sorte, áurea donzela,
Sobeje em tuas lutas jogo a jogo,
Ferroviária audaz, e nobre, e bela

 

Para que cedo ocupes, ameno rogo
O lugar que te cabe na tabela
Da Elite, teu mais justo arrogo.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia_Portugal - 13/mar/2004

EXORTAÇÃO AO TORCEDOR

 

Miraculosa mão em teus favores
Vem dar, AFE gentil, assaz sentida
Por todos nós, a esperança haurida
Uma vez mais, da luta em estertores:
 

Deuses da bola, colossais senhores,
Eles também entraram nesta lida,
Descrentes, como nós, de que tal vida
Ignóbio sempre, vivas, sem louvores.

É hora, pois, de recriar-te, à imagem
Do teu passado, em fama inolvidável
Que ninguém pode abster-te da bagagem!

À capital vencer é tão provável
Como do Independente a derrapagem
Ante o XV é ser dado inquestionável.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia_Portugal


Torcedor da Ferroviária:

 

Façamos uma corrente (transatlântica) irresistível para levantar o moral desse time, impulsionando-o para uma vitória domingo. 

ASSIM SEJA!  Valha a tradição! Aqui em Portugal, por exemplo, nem todos conhecem a Ferroviária mas certamente ninguém nunca ouviu falar do Independente de Limeira nem muito menos do E.C.O....

 

V.N.Gaia, 13 de Março de 2003

Antonio Carneiro (Bélier)

 

  ? ! ? 

À AFE EM TRISTES DIAS

Nas horas rudes do mais triste fado
No coração manter será preciso
A paz e a esperança, e de bom siso
Da dor usufruir por resultado,

Ciente de que o sofrimento é dado
A quem dele carece por que liso
Resulte como o diamante inciso
No seixo agreste, e não purificado:

Liso das hostes de falsos pendores,
De falsas lides, de «Farahs» da vida
Que hão de também pagar por seus humores

Até que um dia, a fase enegrecida
Se for, no horizonte outros alvores
De tempos novos ver com face erguida.
 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 21/02/2003

CONSOLO NA MEMÓRIA

 

Rosã, Porunga e Tonho na defesa,
Dirceu, Rodrigues, Cardarelli ao lado

Da linha média em WM ousado,

Impondo segurança e singeleza.

O ponta era Faustino, dextra acesa
De hábil jaez, Dudu meia insuflado
De magia invulgar, Baiano instado
Centro-atacante de avançada empresa

 Na banda esquerda em plano inexcedível

Bazzani, o cerebral gênio da bola,

E mais Beni, veloz, imprevisível:

Um dia foi a AFE, ingente escola
De futebol, soberba, inesquecível
Cuja memória inda hoje nos consola.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 18/02/2003


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