O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano"

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OPINIÃO
CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


1X1 ao Noroeste (Bauru)
(Paciência de Jó)


Mais uma vez o empate em condição
De inferioridade no gramado:
Eis que de fora um outro resultado
Vem premiar valente exibição.

Foi desta vez o jogo, ocasião
Ao Noroeste de Bauru, jogado,
Para prover-se reabilitado
Que em parte, o time em jeito de azarão.

Embalde as circunstâncias lá havidas
O travo não se tira deste evento,
Pois lá se vão ao todo onze partidas

Em que não temos de vitória alento:
Destarte a paciência das torcidas
De cotejo à de Jó induz intento.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/10/2008

0X0 ao Flamengo (Guarulhos)
(Vigor ferrenho)


Mesmo em rescaldo de idos mui recentes
De tantas más lembranças cujo fim
Coube bem aguardar, pois outrossim
De azares tais não somos indigentes,

Vimos voltar a campo ainda descrentes,
Pois pouco desde então se deu enfim,
Em prélio de Guarulhos no confim
Os nossos, das vitórias tão ausentes:

Que os mesmos, deles não se esperaria
Qualquer milagre, tão somente empenho
Hábil de nos valer nesta porfia

E tal se viu: em jogo de mau cenho
A nove reduzidos premiaria
Honroso empate o seu vigor ferrenho.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
16/10/2008


O CANTINHO DO BÉLIER

 

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

Esse engenheiro carioca, que vive em Portugal, e é fanático pela AFE é um exemplo de amor pelas tradições grenás já há muito tempo. Deveria servir de padrão para as novas gerações de torcedores araraquarenses, que tem outros ícones como o Paschoal e sua incrível dedicação com a história da AFE, o Luis Marcelo Cirino, o Moreira, jornalista, e outros que como eu (porque não?), morando em São Paulo insisto em manter um site sobre a AFE. Citamos claro, o Fabio José Lourenço, e o Tetê Viviani que também tem seus espaços mostrando seu amor pela sofrida Ferrinha.

Pois aqui há um acervo de sonetos, escritos em Português escorreito, ou castiço, como diriam uns poucos amantes da Língua Portuguesa. E dependendo do grau de inspiração e emoção de nosso poeta, às vezes eles vêm em Alexandrino, que é do ponto de vista técnico, o de maior apuro e qualidade literária.

Esse é o Antonio Carneiro, o Bélier (pronuncia-se Beliér) que por sua dedicação para com as coisas de nossa Ferroviária ganhou  um justo e exclusivo espaço nesse reduto de amor à causa afeana.

Recentemente criou um Blog na internet: o Poema Afeano, ou Poemas Clássicos de Afeana Gente/Bélier. 

Lá você poderá encontrar os sonetos que ele escreve para o AFEnet, assim como comentários e outros sonetos, sempre com as coisas da Ferroviária como tema. A Página da AFE na Europa.

Poeta e Escritor, além de Engenheiro e Professor, inicia seu livro, Elvis Esotérico, publicado em 1983, dedicando "à estimada Associação Ferroviária de Esportes e à não menos Araraquara", e o termina com os seguintes dizeres:

"Sempre longe, bem longe, na distância dos olhos

mas perto, bem perto, no fundo do coração

Na vitória ou na derrota, vibrando com as tuas alegrias,

sofrendo contigo nas tristezas"


Abaixo, leia sua primeira mensagem ao AFEnet, de fevereiro de 2003, e na seqüência, todas as poesias enviadas por ele até hoje. Vale a pena conferir!


AFEANO em Portugal

 

Das esquerdas margens do rio Douro, neste setentrional espaço terrestre, envio efusiva saudação de afeano jaez aos torcedores que, apesar de tudo, continuam a incentivar a gloriosa Ferroviária.

De minha parte, conquanto distante (ainda mais) do austral espaço araraquarense, continuo sofrendo (agora via internet) a cada gol que nos impõem, alguns de agremiações sem nenhuma tradição.

Que saudades do Parada, do Faustino, do Dudu, do Bazzani, do Nei, do Tales, do Téia, do Peixinho, do derradeiro time de glórias em 85 (Carrasco, Serginho Dourado, Marcão, Nenê, etc)!

Humildemente, solicito meu cadastramento entre os aficcionados da AFE, ao tempo em que envio em particular um grande abraço ao Wilson Luis, ao Olivério Bazzani Filho e a outros tantos amigos que aí deixei e nunca mais pude rever.

Rumo à série A2, que ainda é possível!

 

Antonio Carneiro (Bélier) - Canidelo 4400-130 V.N Gaia - Portugal - 6/ fev / 2003


Decisão tardia

Já lá se foi o Só, que de mão dada
Com o seu grupo de tão fraco tino,
Com eles, mais o Brida juventino,
Por decisão que é certa, e demorada.

Foi-nos também mais meia temporada,
Em perdulário alvitre, oh, desatino,
Hábil de complicar-nos o destino
Para futuros ítens da jornada.

Resta sorver desta lição dorida
Algo de bom, a esta mesma grei
Que nos decide a sorte em sua lida

Para que doravante a mesma lei
Do mal pensar não seja repetida...
E fica a sugestão: Vilson Tadei!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/10/2008

0X1 ao XV de Piracicaba
(Mais do mesmo...até quando?)


A estupidez humana é limitada
Pelo intelecto, curto inda que seja,
Mesmo o dos tolos cuja mente almeja
Passar da vida por momento cada:

Assim estes devotam-se à jornada,
Que de tolices seu viver almeja,
Cheia de alvitres vãos, mas que os não seja
Carpir, se a dor algoz lhes é cobrada.

Aos nossos mandatários, todavia,
Compraz sofrer, frios, indiferentes,
E mais: de promover a apologia

Destes que mais ainda incompetentes
Mostram-se, a cada jogo, a cada dia!
Até quando? Afinal, andam contentes?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2008

1x1 ao Taquaritinga
(Indulto ao erro)


Nem vale a pena apor qualquer apenso
Sobre este vergonhoso empreendimento
Que da memória do conhecimento
Insta faltar em seu jaez imenso:

Não há qualquer juízo cujo tenço
Possa recompensar tal cumprimento
E urge então por bom discernimento
Prover único agir de justo senso.

Os cegos guias há de erradicar
Sem uma hesitação qualquer devida,
Pois há limites para se aceitar

Os erros cometidos nesta vida,
Até porque é burro mais de dar
Quem há de, a burros sua sã guarida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
(04/10/2008)


1X2 à Francana
(Em ditirambo estilo)


Ao crebo toque de um tarol sombrio,
Em ditirambo mote, enegrecido
Com ludro de cipestre fornecido
Pelo cantor da arenga, fugidio,

Segue este nosso grupo em pleno estio
De uma manhã de Franca, tão perdido
Que já de seu destino o fim devido
Pode-se imaginar, sem mui desvio.

À frente o condutor, mais cego ainda
Que os conduzidos, farta-se de errar
Nas ordens que transmite e não se finda

De quantas pífias mais justificar
À direção que manda e não deslinda
O que é tão fácil, vê-se, de mandar.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/09/2008

1x2 ao Botafogo (R.P.)
(The edge of reality)


Foi mais do mesmo em noite reprisado
Na qual de volta a casa, alternativo
Estádio, pouco instou de positivo
Do que de ver ao torcedor foi dado:

Um time fraco, de incapaz cuidado
No seu vulgar sistema defensivo
Que cede a qualquer clã mais ofensivo
Hábil de exigir-lhe algum vogado;

Medíocre, a linha média nada cria
E um ataque de tão pouco siso
Que mais parece ataque, mas de riso.

Por fim, o treinador que tudo via
Do que fez mal, inda se vangloria
Da bela exibição, em seu juízo...

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/09/2008

1x1 ao Catanduvense
(E lá vão cinco...)


E vão lá cinco jogos sem vitória,
O quinto, jogo insosso hoje jogado,
Em sucessão de muito escasso grado
Que nada enfim adita à nossa história.

Sabemos bem que insta em parca glória
Esta copa de núcleo esvaziado,
Porém para o futuro há de ser dado
Olhar, pois bem nos cabem na memória

 

Outras famosas pífias ocorridas
Quando a correr o time foi composto
Para atender do campeonato as lidas:

Este atual não nos parece imposto
Às batalhas que irão ser sucedidas
Em arenas de maior gládio oposto.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/09/2008


1x3 ao Rio Claro
(Adeus, liderança)


Parece-nos o que já parecia
Antes, mesmo se as coisas bem paravam
Que de aparências boas se mostravam
E pouco assim aos olhos carecia,

Pois quem melhor acutilava via
Que os outros times é que não andavam
E então destarte em falhas sobejavam
De cuja sorte o nosso se servia.

Bastou alguns se armarem por conjunto
De tênue ensejo, e logo apareceu
Da AFE o costumaz débil transunto:

Tão frágil estrutura quem lhe deu
De novo, há de pensar sobre este assunto
Por não viver o que antes já viveu.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 14/09/2008

Tempo de estruturar

Que resultados bons augúrios sejam
Qual o serão por costumeira usança,
Suprindo aos torcedores esperança
A vindouras ações que se antevejam.

Embalde este contexto, não se vejam
Sucessos de antemão, lauta pujança,
Hábeis de conceder, que na lembrança,
Prévios lauréis, parciais, inda sobejam:

De construir é tempo em base forte
O alicerce, em sustento irreversível
Capaz de estruturar com sério porte

O arcabouço do time cujo nível
Logrará de subir, até se exorte
Em adequado tempo, o mais possível.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal - 4 de setembro de 2008

2x0 ao Oeste (Itápolis)
4x0 ao Comercial (R.P.)

São duas lá partidas disputadas
De sítio alheio em emprestado ensejo
Contadas por vitórias, lauto almejo
Do torcedor nas metas colimadas

E assim de novo ficam renovadas
As esperanças por melhor cotejo,
Hábeis de congruir em benfazejo
Destino para as próximas jornadas:

 

Que seja então visado entrosamento
Do time nesta copa ao campeonato
Visando, por que ali esteja isento

De ajustes e de enxertos, não cordato
Jaez das outras vezes cujo evento
Não nos instou melhor desiderato.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro, 30 de julho de 2008


A musa em férias

Ausento-me de ti, estro inculcado
No apoio cibernético que veio
Dar pública expressão a meu paleio
Em metro condizente assim fincado

Para rever da terra onde fui nado
Saudosas sendas por que tanto anseio
Seguir de novo a passo cujo enleio
Só o pensar traz-me mais enleado.

Se condiçóes tiver de alheio dote
Por mãos de amigos lá oferecidas
Ao canto voltarei do mesmo mote.

Augúreos deixo e volições sentidas
Para que o nosso time se devote
Nesta copa a missões bem sucedidas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/07/2008

DOIS em UM referente a uma "Cascata" envolvendo o craque luso-brasileiro Deco

 

Deco na Ferroviária 

O Deco, artista assaz de fino trato
Da bola, no Europeu figura invária
De vulto ingente e pose mandatária
Sempre em seu apogeu de ser, cordato,

A Barcelona foi de forma autária,
Deixando o estágio atrás, eis, "ipso-facto",
Sabido agora é, firmar contrato
Com as cores grenás da Ferroviária.

Ainda tarda um pouco, está cansado,
A apresentar-se ao clube, de levar
Um time às costas, vai de férias, dado

Que é mesmo, de Cronaldos, de cansar
Da fama que do peso mais pesado
O fardo, o tempo todo carregar.

A "cascata"
 

Dizem que lá no fundo uma verdade
Traz o boato implícita consigo
E este conceito encerra muito antigo
Saber de gerações da humanidade:

Sinônimo talvez de uma inverdade,
Que isenta de induzir qualquer perigo
Insere-se a cascata, como digo
Do boato qual faceta sem idade.

Que simples queda d´água é mais decerto
Uma cascata aposta em tom brejeiro,
Capaz de produzir sorriso aberto

Nos lábios que, fugaz, de triste useiro
De maus humores, afinal por perto
Se veja do ardiloso cascateiro.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/06/2008


A volta de Edison Só

Regressa, a curto espaço assaz volvido,
De antigas lides, nosso comandante
Que de conquistas já nos pôs diante
Por molde a que jamais seja esquecido;

Porém ainda nos é bem revivido
O que demais recente se deu ante
O seu comando algo titubeante
Quando tudo ao final se fez perdido.

Ninguém contesta o supra-assinalado
Sem discorrer em voz de escasso siso,
Que oposta às evidências de seu grado,

Mas se, também de Lins, viesse aviso:
Vilson Tadei seria, contratado,
Uma melhor opção, a meu juízo.

   Antonio Carneiro (Bélier)
   V.N.Gaia - Portugal
   25/05/2008

4x1 ao Botafogo (R.P.)
        (Travosa goleada)

Travosa foi a goleada imposta,
Qual doce fruto deixa, por travar,
Na boca a sensação de mal estar
Quando, em apreciá-lo, se o desgosta.

Uma alegria dúbia, mal disposta,
Que favorece a dúvida ao deixar
De um grupo havido o de soslaio olhar
Para cujo porvir custa a resposta:

Mantê-lo todo não dá garantias,
Pois claras já vincou suas fraquezas
Por várias vezes em idas porfias;

O desmontá-lo é crer nas incertezas
Que sempre, ou quase, dão às tortas vias
Cheias de imponderáveis sutilezas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/05/2008

0x0 ao União São João (Araras)
        (Ave, Eder...)

Escasso ponto a modo escarmentado
De positivo foi o conseguido
Até então, nestas finais, que hão sido
Que o de pior podia ser pensado:

Valeu-nos, para tal, que foi barrado,
O Eder, onde muito instou sentido,
Em jogos, seu vigor esclarecido
Faltar, por parecer equivocado.

 

Consolidando assim sua presença
No último lugar do grupo inscrito
Onde se fez, por regular avença,

O nosso clube deixa assim escrito
Em página vulgar de má sentença
O seu percurso, a trôpego conflito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
01/05/2008


1x2 ao Santo André
(Malas desfeitas)


As malas da viagem aviadas
Com cuidadosa empresa às pretendidas
Estâncias a alcançar, hoje são tidas
De desfazer em vias apressadas:

Nada mudou, mas todas são mudadas,
As esperanças baldas convertidas,
Na realidade, em lágrimas sentidas
Que nossa mágoa exibem, derramadas.

Em escalão menor permanecemos,
Outra lição a estudar se junta
A tantas de que já nos esquecemos...

Neste contexto, a óbvia pergunta:
Quando será, enfim que entenderemos
Ser difícil juntar quem não se ajunta?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/04/2008

Mourinho na AFE?  

Aqui em Portugal é referência,
Dos treinadores o alvo, o cume, o céu;
Também na Inglaterra instou ciência
Hábil de lhe lograr áureo laurel;

Mas na AFE, se fosse tal fluência
Viável demonstrar em carrossel
De conquistas, então, por reverência
Eu bem lhe tiraria o meu chapéu.

Utópico jaez tal perspectiva,
Que desta é milionária estirpe a grei,
Por muito além de nossa expectativa,

Outro nome de há muito já citei
De quem se pode obter afirmativa
Gestão: o basilar Vilson Tadei.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
18/04/2008

Ao lado a opinião do Antonio Carneiro, o Bélier, 

sobre a sucessão de treinadores na AFE.

 

 

Vilson Tadei, meio-campista que teve projeção nos anos 80 jogando pelo Grêmio (RS), com passagens pelo Guarani, Coritiba, Vasco e Internacional, entre outros, atualmente dirige o Linense e como treinador, sempre foi uma pedra no sapato da Ferroviária.

José Mário dos Santos Mourinho Félix, treinador português vitorioso no FC do Porto, dirigiu o poderoso time do Chelsea, dando-lhe um título de campeão inglês em 2005, após 50 anos de jejum dos azuis, clube do poderoso bilionário russo Roman Abramovitch.


1x2 ao Santo André
 (O bombo da festa)


Em sorvedouro ignóbil de intenções
Alicerçadas mal nas estruturas,
Por vias de cruentas desventuras,
Vão fenecendo as nossa ilusões.

Carpindo as glebas más nas decisões
Das fracas hostes de suas molduras
Onde uma falsa imagem deu figuras
Agora expostas nas reais porções,

Arrasta tristemente a competência
Inócua, numa empresa assaz funesta
Ante a nossa pasmada impaciência,
    
A fechar um cortejo de que arresta
O ritmo, e de tal, por consequência,
No papel do infeliz bombo da festa.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/04/2008

0x2 ao União São João (Araras)
   (Noite de mau agouro)


Mal parco sono o vate concilia
Do umbral as hostes vêm, agras, torvá-lo:
De corvos se ouve coro que, ao grasná-lo
Anima um mocho lúgubre, que pia:

Turvo expressar na madrugada fria
Faz-se sentir e sonho por torná-lo
Infausto pesadelo, que em sonhá-lo
Uma tristeza atroz induz o dia.

Prenúncio tal da Fonte instou aviso
Na noite de leteia escuridade,
Do nosso time exibição funesta

Que o falaz treinador, com pouco siso
Urdiu, que já nos põe com brevidade
Nas cãs, se outra repete igual a esta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/04/2008

1x4 ao Botafogo (R.P.)
    (Presente de grego)


Foi de grego um presente, que ofertado
Do Botafogo pelo time em dia
De aniversário, eis parca regalia,
Que assim nos foi tão pouco regalado:

Nada deu certo, eis neste triste enfado
Entramos nas finais e não seria
O melhor de esperar nesta porfia
Tal que nos fora tão mal esperado.

 

Acreditar porém é necessário,
Que nos custe, depois da infausta luta
Para outro fado instar de teor vário

Em dias outros desta árdua labuta,
Pois inda pode advir, por corolário,
Algo melhor, de uma melhor conduta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2008

 


3x2 ao Bandeirante (Birigui)
(Cumprindo tabela)


Para cumprir tabela em Birigui
O time foi jogar já apurado
Para as finais, eis quando acidulado
Bem mais será o compromisso em si:

Meio relato não chegou aqui
Do jogo, por haver algo falhado
Na transmissão, que nos passou ao lado,
Em contexto de pouco frenesi.

Vencer, porém, deu-nos um bom moral,
Pondo em despromoção o Bandeirante,
Numa virada assaz excepcional.

O resultado assim foi importante
E resta agora unir para afinal
Lograr a A1: Ferroviária, avante!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal -
06/04/2008

0x0 ao Mogi-Mirim
   (Alegria! Estamos nas finais...)


Faltou o gol, mas não a alegria
Da classificação, embora houvesse
Um certo ceticismo, eis não coubesse
O mau pensar, até por teimosia.

Limitações porém há e seria
Leviano se dizer que não dissesse
Algo a temer a todos e lhes desse
Total certeza em tudo que se avia.

Estamos nas finais, e o resto afora,
Que adejem entre Zéfiros sonhados
Suaves, nossos sonhos por agora

Para depois então, que limitados,
Entremos para a decisiva hora
Rumo aos objetivos colimados.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/03/2008

2x0 à Portuguesa (Santos)
  ( Alívio )

Novo comando imposto, eis de contente
A vitória a sorrir, caminho aberto
À classificação, que é quase certo
Para as finais obter, rapidamente.

Preciso é porém se ter em mente
Que a meta a atingir não está perto,
Fincada em sítio hostil, assaz coberto
De nuvens da dificuldade ingente.

 

Há um tempo em que importa refletir
E este mostra estar bem refletido
Nas atuais nuances, por seguir

A firme passo e largo, convencido
De que pode este grupo conseguir
O que almeja, de há tanto perseguido.

   Antonio Carneiro (Bélier)
   V.N.Gaia - Portugal
   27/03/2008


0x2 ao América (S.J.Rio Preto)
(União, é preciso)

Denota-se uma derrocada ingente
Nesta reta final, e logo agora,
Oriunda de fatores que demora
Quem desta equipe está, da fase, à frente.

Esta derrota impõe-se contundente,
Que imposta por medíocre time, embora,
Cuja campanha é triste, portas fora,
Tenha sido a partida de ocorrente.

Algo vai mal, urge acudir comando
Por reunir o que vai desunido
Antes de o rumo se haver nefando:

Importa mais trazer-se o grupo unido,
Inda que à custa de aldravas, quando
Tudo vai ser por breve definido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2008

1x1 à Internacional (Limeira)
(Escusada luta)

A Inter de Limeira que foi já
De todos a primeira em vez passada
Da divisão maior, hoje abalada,
Fez-se rival em seu estádio lá.

Seria, esperava-se, alvará
Para vitória certa conquistada
Inda que em casa alheia, condenada
Há muito tempo a anfitriã está;

Mas a Ferroviária jogou mal,
O fácil em difícil convertendo
E a lógica de si não deu sinal.

Eis do recente o que estamos vendo:
A concorrência perto e ao final
Uma escusada luta acontecendo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/03/2008

1x1 ao Atlético (Sorocaba)
(Dos males...)


Na Fonte mais dois pontos são perdidos:
De seis são quatro então, em jogos dois;
Que falta não nos façam lá, depois,
Os somatórios sendo concluídos...

E louvemos ainda, que saídos
De um sufoco outra vez, e quase pois
É dizer-se aos atletas: "Por quem sois,
Que andais das fainas tão comprometidos?"

 

Mas há que referir, é necessário
Pontos amealhar, que faz-se igual
Ser primeiro ou oitavo, em corolário

De um regulamento que afinal
Deixa das decisões o itinerário
Distante desta fase, bem ou mal.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/03/2008

 


  2x2 ao Monte Azul
 (Senda nublada)


Em circunstâncias tais não se admite,
Que em casa já não se admitiria
Para quem vôos altos mais teria
Almejado, empatar, nem se acredite,

Se um grupo quer se ver de outros na elite
Em meio, pouco se acostumaria
A ver-se sufocado na porfia
Onde vantagem traz de amplo limite.

Faltou, mais uma vez, a confiança
Eclipsada afinal da timidez
A nublar-nos a senda da esperança:

Pensar grande é mister de bom jaez,
Do vencedor alvitre que o avança
Às metas alcançar, uma por vez.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/03/2008

2x1 ao Oeste (Itápolis)
(Sono em asas ufanas)

 
Tranqüilidade em hostes afeanas
Que se reflete a cada jogo enfim,
Conquanto vacilar tenhamos, sim,
De em certas fases menos espartanas.

Ontem, nas horas mudas lusitanas
Da madrugada, aqui, foi, outrossim,
O que foi dado perceber a mim,
Que o sono então hauri, de asas ufanas:

Vencemos outra vez em casa alheia
Numa caipora hostil muito acanhada
E penso que ninguém teria idéia,

Mesmo o mais otimista, que à jornada
Atual, lá no início, que esta veia
Estivesse tão bem a ser trilhada.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/03/2008

5x0 ao Olímpia
(Devaneio na Fonte)

Há muito tempo já que não se via
Uma tamanha exibição , vincada
De classe no jaez, nunca ofuscada
Pelo rival, de todo à revelia:

Foi de lavar a alma, de alegria
Plena, já muito pouco acostumada
A devaneios tais, e é tê-la instada
Em júbilos eivados de euforia!

 

Que seja este o marco carecido
A assinalar definitivamente
O concluir de um tempo tão sofrido,

Dealbando uma rota diferente
De conduzir capaz ao merecido
Contexto que de há tanto faz-se ausente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/03/2008


3x2 ao CAT
(Marcelo justiceiro)

"Pra variar", usemos de ironia,
De novo ele não se fez ausente,
Um companheiro nosso, contundente,
O sofrimento, ingrata companhia:

Instala-se na Fonte em cada dia
De jogo, e é vê-lo pleno e inclemente
De cada torcedor, indiferente,
Ao gesto infausto, na fisionomia.

Desta vez foi o CAT o visitante
E como os outros todos, dominado,
Faz-nos um gol, em distraído instante.

Do treinador, porém, a sorte ao lado
Alinha-se e o Marcelo é posto adiante
Para impor justiça ao resultado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/02/2008

1x1 ao Grêmio Catanduvense
 (Faltou confiança)


Mesmo à distância, vê-se que é patente
A falta de melhor coordenação,
Em corolário de uma afirmação
Que do time entretanto faz-se ausente.

Fizemos um a zero, a coerente
Jogo em período de definição,
Mas logo desistimos da ambição
Qual quem se desconsola de repente

 

E eis que, ao ceder campo ao inimigo,
Cresce este e nos espreme, quando havia
De oferecer-se a mal cuidado abrigo;

Assim, empata o jogo e ainda avia
Sufoco enorme e quase por castigo
Maior ainda, que nos arrepia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/02/2008

1x3 ao Santo André
(Ambição ao lugar)

Perdemos a batalha em Santo André
E nas colocações, em corolário,
As descidas, de cinco atrás, ao páreo
De outros nos coloca, bem ao pé.

A imposta tabela não nos é
Em nada favorável e bem vário
Será de próximos o itinerário
Os compromissos ao final até

 

Desta primeira etapa que, vencida,
Põe-nos a pleitear por prêmio instado
A promoção de há tanto já querida.

Não somos os melhores, foi provado:
Resta manter-nos sempre na corrida
De Catanduva ao fim deles ao lado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/02/2008


3x1 ao Comercial (R.P.)
Haja coração...


É sempre assim, na Fonte o sofrimento
Vinca todos os nossos compromissos,
Eis que temos setores muito omissos
Quando as coisas não têm bom andamento;

Conquanto aspecto mau de nunca isento,
Cumpre saudar triunfo, embalde enguiços,
Porém sem esquecer os alvoriços
Que não inspiram almejado alento.

O Campeonato é longo e a cada vez
Torna-se complicado mais, embora
Tenhamos saldo assaz de bom jaez:

Que tal vantagem não deitemos fora
E para tanto é de mais solidez
Cuidar nestas lacunas sem demora.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
16/02/2008

0x1 ao União São João
(Noite aziaga)

Aziaga noite, da Fortuna ausente,
Fracassa o time e perde outra nuance
De acessível jaez e vai-se a chance
De assumir o comando novamente.

Embalde a sorte imiga, não somente
Nela se busque algoz que abaixo lance
O anelo em cujo haver se afiance
Certa ambição que temos cá presente:

É que vemos passar inda mais fracos
Os outros, permeáveis, evasivos,
A pontos nos sorver por seus buracos!

E em casa não sejamos tão furtivos,
Ganhando os pontos todos sem cavacos,
Do Come-Ferro aos jogos sucessivos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/02/2008

0x0 ao Rio Branco
(Soube a pouco)


Foi atrevido pouco, assim foi dito,
O time ante um tigre desunhado
De Americama, em campo frequentado
Por gente escassa, com bem fraco grito,

Perdendo assim da boa chance o fito
De se afastar na liderança, a lado
De aproveitar do bom momento o grado
Há algum tempo já na sorte inscrito.

 

É mais porém um ponto ganho fora
De nossoa pagos, tal deve apontar-se,
Perdido o ensejo de ganhar, embora,

Que é longo o campeonato e de chegar-se
Ao alvo um ponto mais que é ganho agora
No fim pode pesar, quando o somar-se.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/02/2008


1x0 ao XV de Jaú
(Galo vencido, AFE à frente)

Depois de um intenso sofrimento,
Passamos pelo Galo da Comarca
Com uma exibição inda que parca,
Segundo nos chegou conhecimento;

Eis, o que vale é o sair isento
Deste outro adversário que nos marca
Por recente desdouro cuja zarca
Inda temos vincada em pensamento.

E vamos já na frente da corrida
Ao objetivo adrede colimado
De uma difícil vaga apetecida,

Hábil de nos trazer de volta o grado
De uma expressão tão grata e merecida
Que tanto enalteceu nosso passado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/02/2008

4x1 ao Botafogo R.P.
(Indômita epopéia)


Pela "Setenta e nove", eis de boléia
Que a "rádio da cidade" encadeou,
Nova vitória em campo alheio instou
De conhecer, indômita epopéia:

Pois, impusemos colossal taréia
Por quatro a um ao que se transformou
Em usual freguês e nos deixou
A louvos de euforia na platéia.

Do início mau, já nos recuperamos,
Mas é mister conter arroubos plenos
Para alcançar o alvo, porque vamos

Inda no início dos primos comenos
De uma missão difícil que, esperamos,
Seja vencida em todos os terrenos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/01/2008

1x0 ao São José
(Valeu o Éder)


Caiu a "Águia do vale", asas quebradas,
Pela Ferroviária ressurgida
De uma derrota ingrata concedida
Às hostes de um São Bento, tão mirradas;

E são as esperanças renovadas
Assim, de nossa insólita torcida
Cuja expressão magoada é tão sofrida
Quais mágoas foram tantas, já passadas:

 

Valeu-nos o goleiro, até que enfim,
Pois muito outros valeram contra nós:
No duro campeonato é mesmo assim...

E eis o "Bota-Ferro" logo após,
Não há paragens longas, outrossim
Em tal luta selvagem quão feroz.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/01/2008 


0x1 ao São Bento
(Colcha de retalhos)


Pior início que este não se instasse
Que era previsto, pelo que se houvera
Por esperar, pois que esperar pudera
Haver, num tal contexto se esperasse:

Eis que de um time fraco bem se ousasse
O recompor em condição severa,
O remendar se desse na quimera
De dar-lhe a força com que não contasse.

Juízo parco? Mal pensar? E agora?
Será possivel construir morada
Já quando dela se careça embora?

Convém lembrar que é curta esta jornada,
Os erros pagam-se de escassa mora
E o prantear depois não leva a nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/01/2008

O dealbar da empreitada
(venha o São Bento...)


De Sorocaba vem o adversário
Que receber nos cabe com respeito
E a cautela devida, que a despeito
Da crença em nosso haver por corolário

Da tradição e brio, o nosso erário
De um passado de glória por efeito
Que já nos deu de volta por direito
Algum louvor perdido em tempo vário.

Ânimo então e muita fé se instalem
Ao dealbar desta nova empreitada
Por que as idas conquistas bem se igualem

Em lídimo jaez pela jornada
Cujos caminhos percorrer nos valem
Os píncaros lograr da caminhada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/01/2008

O objeto misterioso

(absolvição do Linense)

Qual será este objeto cuja rota inverte
Da idéia nas cabeças desta dita honrada
Gente que julga em tribunal de tida alçada
Por competente e justa e em dias dois converte

A sentença que um réu condena e a reverte
Numa total absolvição por consagrada
Margem de decisão de seu jaez instada
Sem para tanto haver razão que isto acoberte?

Terá por dimensões arbítrio tão extenso
Que exceda os bons limites que a justiça obtém
Dos juízes que exercem seu melhor consenso

E os faça cegos quais, do bom juízo aquém
Para sorver da iniquidade o podre intenso?
É desditosa a pátria que tais filhos tem!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/11/2007


1x1 ao Linense
(O infausto bicho)


Incômodo elefente, infausto bicho
Que sempre empata nossa senda, embora
Nunca nos tenha arremetido fora:
Eis maldição, que talvez por capricho

Da tromba exale, qual de água esguicho
Que encharca a via e mais não se demora,
Estrago vil, a inopinada mora
Trazer às caminhadas, pau de espicho,

Porém que há de ser o que já dado
Soeu de ser e há de ser ainda,
Em picadeiro seu, ou emprestado,

Pois o animal terá decerto finda
A sua audácia enfim, domesticado,
Porque a final nos há de ser advinda.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
03/11/2007

3x0 ao Botafogo (R.P.)
(A pantera domada)


E eis o "cauteleiro" no caminho,
Por sorte nossa como adversário
E disto logo vem por corolário
Largo triunfo em casa do vizinho:

Faz da "pantera" um gato tão mansinho
Que o rabo encolhe em vias do cenário
Da luta e põe-se a defender, sectário
Do medo, em seu jaez curto, mesquinho.

Assim nos apuramos novamente
Entre os quatro primeiros da jornada
Para as semi-finais de consequente,

Como um time que somos, de chegada
Que às glórias vai tornando, irreverente,
De audácias pleno, em luminosa estrada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/10/2007 

2x0 ao Botafogo (R.P.)
(Alma corajosa) 


Viramos bem com dois à frente e agora
Para a segunda etapa é necessário
Manter tranquilidade em corolário
Desta vantagem que se fez, lá fora

Em Ribeirão porque afinal demora
Por acabar o jogo, outro cenário,
Tal é da Copa o regular sumário
Que ida e volta impõe por esta hora.

Eis, afinal, a exemplo do ano findo,
Entramos a ganhar em desvantagem,
Quando acabamos por vencer, subindo

A cada etapa, impondo em vassalagem,
Com brio, audaz vigor que aduz, e é vindo,
O vencedor, de alma com coragem.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/10/2007 


0x1 ao Linense
(Até sempre, Olivério)

 

Foi com imensa tristeza que soubemos, neste funesto dia em que deixaste o veículo físico, que tão sabiamente soubeste usar para nos conceder tantas alegrias, querido amigo, nosso ídolo maior.

Lembro-me ainda de nosso último encontro, em 2004, quando, já muito debilitado, e com a humildade que tanto te engrandecia, falavas de alguns episódios vividos ali mesmo, na gloriosa Fonte.

Como não existe morte em nenhum ponto do Universo, sei que continuarás a acompanhar-nos e serás mais um a iluminar o resplandescente caminho que ainda o nosso clube há de trilhar.

Hoje, enquanto pranteamos esta imensa mágoa, também no campo de jogo perdemos, com gol duvidoso, conquanto a classificação tenha sido obtida anteriormente.

Não me atrevo, estimado irmão, de pleitear no verso uma sincera homenagem à tua grandeza afeana. Eis que sinto-me pouco significante para fazê-lo. Para tanto, socorro-me do inexcedível vate da língua portuguesa, o grande Bocage, que para ti envia a seguinte mensagem:

Guilherme Bonini/Tribuna Impressa de Araraquara/Arquivo

"Neste dia em que o véu mortal despiste,
Dias eternos te confere a Sorte.
Se longe do universo errado, e triste,
Triunfa teu espírito fulgente,
Imortal entre nós teu nome existe."

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/10/2007

 


5x2 ao Guaratinguetá
(Rumo ao bi...) 


Embalde maus presságios que lá vão
E fiquem longe, bem assim se faça,
Vencemos com vigor e muita raça
Por gáudio imenso em cada coração.

Vivos estamos na competição,
A liderar o grupo e já nos passa
A idéia de outra vez ganhar a taça,
De mesmo escopo em bi-áurea missão.

Requer-se, todavia, que saibamos
Gerir esta euforia a siso pleno,
Pois falhas há, delas não esqueçamos:

De seu cuidar, âmbito mais ameno
Há de surgir para que prossigamos
Em busca de um porvir amplo e sereno.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2007

2x0 ao Atlético (Sorocaba)
(Alegria de volta à Fonte)


A alegria voltou em tarde amena
E todos nós saudamos sua vinda,
Da Fonte ausente há algum tempo ainda,
Que é sempre tão suave, tão serena;

Porém o sofrimento apôs-se em cena
Como é mister soer porque não finda
De a defesa manter-se na berlinda,
Sempre que é exigida de vez plena.

O talento valeu, que assim se faz
De bom jaez a qualidade instada,
Do Robson, que se firma e é capaz

De afirmá-la nos passos da jornada,
Revigorando assim o sonho audaz
De a façanha alcançar, já alcançada.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/10/2007

1x3 ao Atlético (Sorocaba)
(Derrota em jogo ganho)


Até que por começo a esperança
Ergueu seu lume claro e promissor,
Mas a promessa não se fez impor,
Que nos faltou audácia e confiança

E da concentração a pouca usança
Instou falhanços mais cujo teor
Caro se paga de maior valor
Quão menos se lhe empenhem a fiança:

Assim perdemos outra vez, depois
De ter na mão o pássaro aturdido:
Ora, vós de meu time , por quem sois?

Parece que haveis apetecido
A não vencer quando venceis já, pois
O jogo não venceis, que está vencido!


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/09/2007


1X0 ao Guaratinguetá
(Fundada determinação)


Com garra e sacrifício, assim se ganha,
E audaz vontade, em busca devotada
De o triunfo alcançar em jogo cada,
Seja qual for, que a outros nos oponha.

Em Guaratinguetá deu-se a façanha
Por poucos mais prevista ou esperada,
A mostrar que a dificuldade é nada
Quando a fé na vontade se componha.

Alento então maior se dê agora,
Pois inda temos farta ocasião
Para seguir o rumo em boa hora

E alcançar de novo o galardão,
Porque é provado: nada se deplora
Quando é fundada a determinação.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007

Ah, Camões!
(2X2 ao Linense)


Ah, meu time insensato! Assim deixaste
Quem não deixara o jogo de vencer-te,
Que empate é em derrota o converter-te,
Tão asinha a vitória desprezaste!

Como já para sempre te apartaste
Do triunfo, apressando de perder-te?
Os árbitros puderam defender-te
Que não visses que tanto me magoaste?

Nem falar, se tentasse, da má sorte
Me deixas que tão cedo o desencanto
Em mim e na torcida consentiste!

Oh, céus! Oh, dor! Oh, mais que nos conforte!
Que pena mais sentir que valha tanto
Qual esta de deixar-nos sempre triste?

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007


E.T. 

O verso 7 de ambos os poemas alude ao mesmo significado, ressalvando-se as duas situações: 

O mar pode evitar que soubesses como me magoaste, no soneto de Camões, assim como: 

Os árbitros puderam evitar que soubesses como me magoaste ( a mim, no meu soneto). 

Isto numa alusão ao que já é costume: os árbitros sempre a roubar-nos.

Antes que alguma crítica se faça, esclareço que a aparente incongruência de meu último verso, no qual o final epíteto é singularizado, explica-se por tomar-me eu como o portador a representar toda a tristeza que ultimamente toda a massa grená experimenta.

 

3X3 ao União
(Reação)


De grande efeito a enorme reação
Em jogo hostil, de nosso grupo ousado
E o time assim está classificado
Para outra fase da competição.

Fez-nos lembrar com lídima emoção
Os grandes feitos áureos do passado,
Que não se possa dar por olvidado
O que a princípio se passou então:

É que não pode ser decerto aceito
Levar três gols por falhas clamorosas
Como já tantos outros nos têm feito.

O brio impôs missão que outras airosas,
Porém rever o que não está direito
Urge, antes de as termos mais gravosas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/09/2007

0X1 ao Botafogo (R.P.)
(Nau à deriva?)


Em noite negra,de maus resultados
Plena, também nos coube o dissabor
De ver, mais uma vez, parcos de alvor,
Do nosso time, os cuidos mal cuidados.

Eis que assim muito mal vão nossos fados:
Nem mesmo em nossa casa dá penhor
Este grupo por alvos de valor
Que, com sucesso os ganhe, colimados.

Antes de o Botafogo ter vencido
Este outro jogo enfim, que nos derrota,
Vence-nos mais a falta de sentido

Que entre os dirigentes se denota
Para traçar rumo estabelecido
Com sensatez por quem conheça a rota.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/09/2007


0X0 ao Sertãozinho
(Audácia pouca)
 

De alheios pagos é trazer decerto
Um ponto positivo bom proveito,
Algo que em parte deixa satisfeito
Quem o consegue, seja longe ou perto:
 

Chega a ser arma de jaez coberto
Por estudada tática e é jeitoso
Da italiana escola o proveitoso
Colher, que tanto já ganhou, por certo;
 

Porém para o empate é covardia
Jogar, contra o lanterna da tabela,
Que nada quer tirar dessa porfia.
 

Uma atitude tal não dá chancela
Ao que vôos mais altos desafia
E mantém-se em baixios, à cautela.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/08/2007

3X1 ao XV de Piracicaba

[Teo(rema) bem aplicado]

 

No futebol também a Matemática

Aplica-se, e tal se viu com grado

Na noite em que na Fonte fez-se ousado

O nosso time por mostrar na prática

 

Que quando um teorema em didática

Conveniente faz-se demonstrado

Com raciocínio pleno e organizado

Flui bem, como no jogo a boa tática.

 

Foi Teo o competente professor

A organizar no campo o grupo inteiro

Que percebeu da cátedra o teor

 

E de seu uso há de fazer-se useiro

Para ordem na casa recompor

A tempo de torná-lo rotineiro.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

26/08/2007

2X4 ao Catanduvense

(Decepção)  

 

O que preocupa mais por esta parte

A derrota não é, em si, também

As pífias dos zagueiros que a ninguém

Convencem, pois lhes falta engenho e arte;

 

Deste torneio não será, destarte

Objetivo maior senão além

De a final colimar que dá por bem

Um prêmio que se entre dois reparte:

 

Preocupa sim, que não haja, de base

Um plano definido que sustente

A formação contínua de valores,

 

Hábil de conservar em qualquer fase

Um padrão de jaez independente

Não sujeito do azar aos maus pendores.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

21/08/2007


0X0 ao Mogi-Mirim

(Desvios perigosos) 

                    

Dois pontos foram mais, jogando em casa

Para a corda do sino, assim se afirma

Por estas plagas cá, não se confirma

De último campeão a nossa gaza.

 

Nada enfim para já que nos compraza,

Pois sabe-se que o grupo não se firma,

Num contexto que as falhas reafirma

Do time, e as virtudes não transvaza.

 

Este campo de ensaio, todavia,

A novos e exigentes desafios

Cultivado não é, à revelia

 

Do bom senso afinal, e tais desvios

Podem nos afastar da reta via

À divisão maior de nossos brios.

              

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

12/8/2007

1X2 ao União São João

 

Qualquer desculpa, é certo, não se aplica,

Que justifique este resultado:

Perdemos outra vez, assim se explica

E o torcedor fica "entupigaitado".

 

O palco foi Araras dessa "trica"

Na qual o futebol apresentado,

Da platéia deixou, assaz "nanica",

O humor inda mais "arreliado".

 

O goleiro falhou-nos outra vez,

Que é guarda-redes nesta terra lusa,

Deu "água pela barba", insensatez,

 

Em nossa vã defesa, e tão confusa;

Meio campo não houve e, bem soez,

A "linha" ainda mostrou-se mais obtusa.

 

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 5/8/2007

2X2 ao Botafogo R.P.

(A Copa F.P.F. e o Futuro)

 

O Bota-Ferro instou-se por evento

De honesta disputa, e convincente,

Conquanto seja a todos evidente

A carencia dos clubes no momento.

 

Esta Copa, é preciso ter-se intento,

Desprezada não pode ser da gente

Que aspira a algo mais, se é ciente

Das sendas a que alvitra seguimenrto:

 

Para ajustar os times também serve,

Senão formá-los, para o Campeonato,

Que melhor sorte este lhes reserve.

 

Olhai, pois, que mandais, para este fato

Por que o futuro pouco não preserve

De suster nosso mor desiderato.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

02/08/2007 

Obs. Entenda-se os termos assinalados entre aspas como gírias ou calões, com os seguintes significados:

 Entupigaitado: perplexo; Trica: briga de gente fraca; Nanica: ínfima; Arreliado: indisposto; Água pela barba: desespero; Linha: conjunto de atacantes num jogo de futebol


1X2 ao XV de Piracicaba

(Síndrome do XV ou má gestão?)

 

De oeste em Santa Bárbara, emprestada

Casa do Quinze de Piracicaba,

A síndrome que afeta, não acaba,

O time, do rival, a jogo cada;

 

Porém, mesmo de longe, a coisa olhada

Melhor, nos dá visão que não se aldraba,

Mais real, mais concreta, a qual não gaba

Quem compete gerir nossa jornada:

 

Eis, depois que o Dinei se foi embora,

Bom outro matador nós não tivemos

De que ausencia o Renato dava escora.

 

Esta saiu, e o Mauro, enfraquecemos

No ataque e na defesa: Já agora

Há que repor a força que perdemos.

                  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 22/07/2007

AFE 3X2 CATANDUVENSE

(Ares de desafogo...)

 

Entramos a ganhar, é bom sinal,

Na Copa da Federação Paulista,

Prenúncio já, talvez, de outra conquista

Que tanto merecemos, afinal;

 

E o prélio foi em Jaboticabal

Por pena imposta de modo intriguista

A quem de vítima, na ação sofista,

Tornou-se em réu, escandalo arbitral,

 

Mas o melhor, ao longe faço idéia

Pelo que li, que ouvir não pude, o jogo

È que o Renato teve a vaga cheia:

 

O Robson chegou, tomou-lhe arrogo,