Olivério Bazzani Filho, o Bazzani, 

é o maior nome da história 

da Ferroviária de Esportes. 

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BAZZANI
OPINIÃO
CANTINHO DO BÉLIER

INAUGURAÇÃO DE BUSTO DE BAZZANI NO ESTÁDIO DA FONTE LUMINOSA

Homenagem justa à lenda viva do futebol da Ferroviária

 

Nascido no dia 3 de junho de 1935, em Mirassol (SP) começou nas divisões de base do Mogiano e passou pelo Rio Preto, antes da Ferroviária, quando chegou em 1954. É irmão de Bazzaninho, Óliver Roberto Bazzani, que foi jogador do São Paulo FC e do EC São Bento de Sorocaba. A irmã Nadir foi jogadora de basquete profissional, e seu pai, Olivério Bazzani, foi zagueiro do Corinthians na década de 30 e jogou numa trágica partida. Em 11 de novembro de 1933, a pior goleada que o Corinthians sofreu perante o Palmeiras (na época Palestra Itália) por nada mais nada menos que 8 x 0.

Bazzani foi um meia-esquerda típico do romântico futebol brasileiro. Lançamentos longos e com precisão milimétrica, bola no chão, finalizador e artilheiro nato, inclusive nas cobranças perfeitas de falta. E tinha uma qualidade a mais do que a maioria de seus pares. Era bom também no auxílio à marcação. Formou em vários ataques, tendo como companheiros ao longo dos anos, Boquita, Beni, Pio e Nei, pela esquerda. Gomes, Baiano, Téia, Maritaca, Zé Luis, entre outros, pelo meio. Sem contar o seu companheiro e outra glória afeana Dudu, imortalizado na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Foi em sua passagem como meia esquerda, que a Ferroviária viu suas maiores glórias, inclusive quebrando alguns paradigmas no futebol paulista, no que se refere a um clube do interior.

Em 1959, ficou na terceira colocação, à frente de São Paulo e Corinthians, tirando a hegemonia dos grandes (Portuguesa de Desportos inclusive) entre os quatro primeiros colocados.

Foi então convocado, com Dudu e o goleiro Rosan, para a Seleção Paulista na disputa do Campeonato de Seleções. Contribuiu para o tetracampeonato do torneio, chegando a deixar Pelé no banco, contra a Seleção Mineira.

Em 1960 excursionou pela Europa e África. Foram 20 amistosos em dois meses, contra adversários como Belenenses, FC do Porto e Atlético de Madrid. Sofreu apenas uma derrota para o Sporting de Lisboa e 2 empates. Muitas goleadas foram aplicadas no continente africano.

Só saiu do futebol de Araraquara entre 63 e 65 quando foi jogar no Corinthians. Na segunda excursão da AFE, dessa vez pela América do Sul e Central, onde foi o artilheiro, com 8 gols, mesmo não participando dos 17 jogos disputados, pois fora vendido ao Timão.

 Na foto aparecem em pé, Amaro, Oreco, Claudio, Eduardo, Ari Clemente e Heitor. Agachados Marcos, Davi, Silva, Bazzani e Lima. Nessa época disputou a posição com o futuro Reizinho do Parque. O fenomenal Roberto Rivelino. Em 87 jogos fez 15 gols pelo time de Parque São Jorge.

Em 1964, como que sentindo sua falta, a Ferroviária não fez uma boa campanha no Paulistão e em 1965 acabou sendo rebaixada para a segunda divisão. Bazzani, por seu lado, também não concretizou no Corinthians tudo o que teria capacidade para realizar, e então no ano seguinte, de volta à Fonte Luminosa leva o time à conquista do título de Campeã Paulista da Segunda Divisão de 1966, sendo o artilheiro do time, com 16 gols. No jogo das faixas, empate com o Cruzeiro de Tostão, Raul e Dirceu Lopes por 2x2.

Comandou a Locomotiva grená no tri-campeonato do Interior em 1967, 1968 e 1969, quando chamávamos de bi, tri, tetra, os títulos que eram conquistados em competições seguidas. Hoje todo mundo é tri, tetra, etc. Mas voltamos ao Bazzani. 

Em 1968 a AFE ficou novamente em terceiro lugar no Paulistão, atrás apenas de Santos e Corinthians. Naquele ano, pela primeira vez um clube interiorano fez o artilheiro do Campeonato Paulista: Téia, com 20 gols, muitos deles servidos por Bazzani. Para se ter uma idéia, entre 1957 e 1970, Pelé foi o artilheiro 10 vezes, Toninho Guerreiro foi duas e Flávio, do Corinthians, 1 vez. 

Mais excursões e amistosos aconteceram em 68. O Nápoli da Itália foi goleado por 4x0 na Fonte, em jogo da entrega das faixas do bi do interior. Bazzani viu a Fonte lotada de gente e de alegria. Depois veio nova e vitoriosa excursão grená pela América Central. Treze jogos e apenas 1 derrota.Em 1970 participou da conquista da Taça dos Invictos e um ano antes de encerrar a carreira, Bazzani participou de um dos jogos inesquecíveis para o torcedor grená. 

foto: Reginaldo Maia

Em março de 1971 goleou o Santos FC de Cejas, Clodoaldo, Edu e Pelé por 4x1, na Fonte Luminosa. Bazzani não saiu jogando como titular, mas fez 1 dos gols da vitória grená para cerca de 20 mil expectadores.

Por esses motivos a história de Bazzani se confunde com a história da Ferroviária, pois não é por coincidência que os maiores feitos do clube grená foram conseguidos com ele em campo. E não só dentro como fora das quatro linhas.

Fez sua partida de despedida num amistoso contra o Guarani de Campinas em 28 de março de 1973, quarta-feira na Fonte Luminosa. O Bugre não teve cerimônia e venceu por 1x0. 

Rabi, então com 35 anos deu a chamada volta olímpica e espalhou emoção a todos os presentes quando foi às lágrimas, descalço no centro do campo.

Cirurgião-dentista como segunda profissão, Bazzani nunca abandonou os laços com a Ferrinha. Como treinador, a partir de 1972, dirigiu a equipe grená inúmeras vezes, tanto no profissional quanto nas categorias de base e trabalhou no Departamento de Futebol também exercendo funções de gerência técnico/administrativa.

 

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O autor Wagner Gallo com o busto

 

Bazzani é um patrimônio da Ferroviária.

Agora sua imagem está imortalizada e eternizada no templo do futebol de todos os araraquarenses e porque não também daqueles que mesmo não sendo torcedores da Ferroviária, amam o futebol, a quem Bazzani honrou como poucos.

Minhas reverências, mestre! Como sempre fazia quando nos víamos. Valeu Rabi! 


3x0

A FESTA DE BAZZANI

Ídolo não pode estar presente, mas time não se intimidou com camisa do adversário e se impôs com personalidade

Ficha Técnica:
Ferroviária FSA 3 x 0 SC Corinthians Pta B

Data: 18 de abril de 2007, 20:30 hs.
Local: Estádio da Fonte Luminosa em Araraquara.

Cartões amarelos: Vágner e Leônico (AFE); Vanderson (SCCP). 
Gols: Leandro Donizete aos 33min do primeiro tempo; Marcelo Tevez aos 23min e Ramon aos 44min da etapa final. 
Ferroviária FSA: Cristiano; Leandro (Augusto), Wesley (André), Mauro (Thiago Costa) e Fernando Luís (Renato Peixe); Vágner (Guilherme Alves), Leônico (Da Silva), Leandro Donizete (Ramom) e Renato (Jaílton); Jó (Bruno Bastelli) e Douglas Richard (Marcelo Tevez). Treinador: Edison Só.
SC Corinthians Pta: Rafael; Lewis, Renato Santos (Henrique), Diego e Vanderson (Renato Ribeiro); Marcelo, Milton, Araújo (Leandro) e Fabrício (Alex); Igor (Robson) e Johny (Alisson). Treinador: Jorge Saram.


Na noite de quarta-feira, 18 de abril de 2007, com as presenças de ex-jogadores da Ferroviária como Nei, Maritaca, Fogueira, Pio, Geraldo Scalera e Peixinho, em partida organizada pela Prefeitura de Araraquara, a esposa de Olivério Bazzani Filho, Aparecida Castro Bazzani e o Prefeito Edinho Silva (PT) inauguraram o busto de bronze em homenagem ao eterno dono da camisa 10 grená. 

O ex-atleta não pôde comparecer à festa devido à sérios probleas de saúde. Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, assim como complicações no sistema urinário e próstata debilitaram muito a saúde de Bazzani. Uma cirurgia deveria ter sido realizada, mas as condições cardiológicas impediram. Desta maneira o velho Rabi, como ainda é chamado por muitos, não viu a cerimônia de inauguração do busto confeccionado em São Paulo pelo artista plástico Wagner Gallo. 

A iniciativa foi de Edinho juntamente com o presidente da Ferroviária Futebol S.A., Welson Alves Ferreira Júnior, o Juninho. E o mais importante é o fato da homenagem ao grande ídolo ter sido proporcionada ainda em vida, como não é usual aos grandes homens.

Foi até fácil. O time corintiano, com atletas que almejam um lugar ao sol, nesse momento de transição por que passa o Mosqueteiro, evidentemente não apresentou nenhum entrosamento e foi totalmente envolvido pelo onze grená. Os titulares jogaram contra o Náutico (de Recife!) pela Copa do Brasil um dia antes, quando obtiveram um bom resultado no empate de 2x2, na estréia de Paulo César Carpeggiani. Quem comandou o "expressinho" foi o auxiliar do sub-20, Jorge Saram.

Renato teve duas boas oportunidades de marcar, e numa delas acertou a trave. No rebote, Leandro Donizete abriu o placar. O Timãozinho teve uma única grande chance com Igor, que cobrou uma falta e acertou o travessão. 

No segundo tempo, Edison Só promoveu 10 substituições, dando oportunidade a todos de prestar homenagem ao grande Olivério Bazzani Filho. Douglas Richard fez o seu em ótimo lançamento de Renato Peixe, mas não valeu. O árbitro marcou impedimento. Marcelo Tevez entrou, e em sua primeira participação fez o segundo da AFE.

Segundo o treinador grená, o amistoso serviu para testar alguns atletas para o quadrangular decisivo. Jaílton deixou uma boa impressão, assim como Renato Peixe e Ramon, que fez um golaço de fora da área, fechando o placar.


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